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Summer Girl #Capitulo 1&2#

por Silver Sky, em 29.09.13

Capitulo 1

Depois de ter passado duas horas enfiada num autocarro chego finalmente a vila "Praia do Cravo", onde os meus tios e primos moravam. Um sítio cheio de sol, divertido e muito mar. Perfeito para passar o verão. Mesmo se fosse para ajudar o meu tio Edgar nas tarefas de casa, por causa de um horrível acidente de carro que a minha tia Anita sofreu. Agora está em coma já a duas semanas e os meus pais enviaram para aqui, para ajudar o meu tio a tomar conta dos primos. O condutor do autocarro para na estação de autocarros da vila e eu sou a única a sair com uma mochila as costas. O autocarro vai-se embora e eu poiso a mochila num banco e sento-me. Agarro no telemóvel e mando uma mensagem ao meu tio para me vir buscar. Não demorou muito até ele aparecer na sua carrinha azul Toyota de caixa aberta, que estava mais para lá do que para cá.

- Olá, miúda! - exclama ele com um sorriso, saindo da carrinha.

- Olá tio! - respondo com um sorriso dando-lhe um rápido abraço.

- Então como é que foi a viagem? - pergunta ele pondo a minha mochila na parte trás da carrinha.

- Cansativa...mas óptima.

- Ainda bem. Mas conta como estão as coisas em Owl city? - pergunta o meu tio com um sorriso?

- Estão óptimas. - respondo também com um sorriso. - E a tia? Ainda não houve nenhuma noticia de melhoras? - pergunto com um mais sério.

- Não, ainda continua em coma. Os médicos não podem fazer nada. - responde ficando com um olhar triste.

- Vais ver tio, que tudo vai correr bem. - respondo a sorrir.

Ele ri-se e entra na carrinha.

- Bem, é melhor ir andado. Os teus primos estão ansiosos por te ver.

- Imagino que sim. - responde a sorrir novamente, entrando na carrinha.

 ***

Ao chegar a casa do meu tio Edgar, sou recebida com um abraço caloroso da minha prima Alexandra. Ela só tinha 15 anos, mas tentava pensar e comportar-se como uma pessoa crescida, mas sem êxito nenhum, porque aos meus olhos e aos olhos dos seus pais ela não passava de uma miudinha rebelde.

- Ainda bem que vieste, Bia! - exclama ela eufórica de tanta alegria.

- Sim. Ainda bem que pude vir. - respondo a sorrir.

-Olá. Bem-vinda a casa. - diz Delfim, timidamente.

Delfim era dois anos mais velho que Alexandra, mas era um rapaz tímido e inteligente. Estava sempre a estudar. Tentar sempre ser o melhor da turma e da escola. Eu admirava-o e as vezes desejava que Alexandra fosse mais como o seu irmão. Porque a verdade é que ela as vezes dá trabalho.

- Olá, Delfim. E obrigada. - respondo sorrindo para ele também.

- Bem. E se te mostrasse o meu quarto?! Fiz melhorias da última vez que cá estives-te. - diz Alexandra a sorrir.

- Mas não se demorem, o jantar está quase pronto. - interrompe Edgar.

- Sim, pai. Eu só vou mostrar a prima onde ela vai dormir neste verão.

Eu olho para o meu tio e sorri-o revirando os olhos. Como pensando " Aqui vou eu mais uma vez".

 Capitulo 2

Entro no quarto da minha prima e fico surpreendida com aquilo que estava a ver. O seu quarto realmente mudou. As paredes rosas deram lugar a paredes brancas e os peluches deram lugar a fotografias de amigos, ou seja tinham desaparecido. Realmente era um quarto mais maduro, de uma verdadeira adolescente.

- Então! Gostas? - pergunta ansiosa com a minha resposta.

- Sim, Alex. Está de mais, priminha. De uma verdadeira adolescente. - respondo a sorrir, olhando o quarto com mais atenção.

- Ainda bem que gostaste! - responde ela deitando-se para cima da cama, toda contente.

A minha opinião era muito importante para esta jovem rapariga. Se eu gostasse estava tudo bem para ela. Eu era com se fosse uma irmã mais velha para ela e eu adorava ter Alexandra como minha irmã mais nova. Mesmo me tirando do sério algumas vezes.

- O tio comprou-te um computador. - reparo olhando para sua secretária, sentando-me numa cadeira.

- Sim. Mas tive que insistir muito, mas mesmo muito.  -  levantando-se ficando sentada na cama.

O meu tio era carpinteiro e a minha tia era domestica, não tinham muito dinheiro. Mas era uma casa que nunca faltava comida e muito amor. Ao contrário da minha que tinha muito dinheiro e pouco amor. Bem não era pouco amor, tinha algum. Mas como os meus pais trabalham muito, um é médico e outra é enfermeira, não estão muito tempo em casa. Por isso mandaram-me este verão para casa dos meus tios foi a melhor coisa que eles me podiam fazer.

- Mas conta-me. Algum namorado? Gostas de alguém? - pergunta ela curiosa.

- Não. Nenhum namorado. Mas gosto de um rapaz que não gosta de mim. É por isso que foi bom vir para aqui, para me esquecer da confusão da cidade.

- Pois. E vais ver que vais gostar passar aqui o verão. O dia é só sol, praia e mar e a noite é festas, diversão. - diz Alexandra sorridente.

-Tu estas contente por eu estar aqui, porque assim eu sou o teu passaporte para as saídas. - respondo com um sorriso.

- Sabes como é o Sr. Edgar. Não me deixa fazer nada. Trata-me como se fosse uma criança. - resmunga ela.

- Mas tu és uma criança, Alexandra. - digo eu a rir. - Mas não te preocupes o tempo de tu saíres a noite vai chegar. Acredita naquilo que te digo.

- Pois. Até podes ter razão. Mas tens pelo menos uma vez tentar convencer o meu pai a sair contigo. - diz ela.

- Está bem. Mas agora vamos jantar. - respondo a rir e levantando-me da cadeira, caminhando na direcção da porta, seguida por Alexandra.

***

Eu estava na praia com os meus dois primos. O sol brilhava com bastante intensidade, o ar estava quente, resumindo estava um dia perfeito. Eu estava deitada numa toalha a apanhar banhos de sol. Delfim estava a ler um livro sobre ciências e Alexandra estava-se a preparar para ir dar um mergulho ao mar.

- Cuidado! - exclamo.

- Sim. - responde Alexandra a correr na direcção do mar.

- Então o que estas a ler, Delfim? - pergunto.

- Nada especial. Uma coisa sobre ciências. - responde ele, olhando por cima dos óculos.

- E como foram as notas? - pergunto, tentado fazer conversa. Como era difícil fazer conversa com aquele rapaz. Era tão fechado.

- Foram óptimas. - responde voltando a ler.

- Ainda bem. - digo colocando protector solar nas pernas.

 

De repente olho para o mar e não vejo Alexandra.

- Tu vês a tua irmã? - pergunto a Delfim preocupada, levantando-me bruscamente.

- Ela está ali. - aponta Delfim para o mar. - Mas parece que lhe está acontecer alguma coisa.

Eu olho novamente para o mar e reparo que ela estava afogar-se. Corro na direcção do mar a pedir socorro. Um rapaz que estava deitado na toalha a apanhar sol, ao ouvir-me a gritar, vai ter comigo.

- O que se passa? Tudo bem? - pergunta o rapaz preocupado.

- A minha prima está afogar-se! - exclamo quase gritando, agitadíssima, apontando para o mar.

O rapaz sem hesitar corre na direcção do mar para tentar salvar a minha prima. Passado alguns minutos o rapaz aparece com a minha prima inconsciente ao colo e deita-a na areia. Faz respiração boca a boca e ela acaba finalmente por acordar.

- Estas bem, Alex? - pergunto ajoelhada junto dela, ajudando-a a levantar-se.

- Sim, estou bem. - responde com um ar assustado. - Mas foi tudo tão rápido.

- Tens a certeza? - pergunto mais uma vez preocupada.

- Sim, Bia. Para de ser chata. - refila ela.

- Pronto. Se já estas a refilar significa que estas bem. - respondo a sorrir, ironizando.

- Que gracinha! - refila ela mais uma vez. - caminhando na direcção do irmão que estava com um ar assustado.

Eu olho para o rapaz que salvou a minha prima. E é só aí que reparo que ele até era bonito. Tinha um corpo atlético ( deveria ser surfista), cabelo loiro e olhos azuis.

- Obrigado, por teres salvo a minha prima. - agradeço ao rapaz que um sorriso.

- De nada. Já agora sou o Tyler. - responde ele a sorrir.

- Beatriz. Mas toda gente me trata por Bia. - sorrio para ele. - Bem é melhor ir ter com os meus primos. - digo olhando para eles.

- Então. Até um dia destes. -  diz Tyler a sorrir.

- Sim. Adeus. - disse eu a sorrir novamente e virando costas.

 ***

Depois de ter feito o jantar com ajuda do meu tio e do Delfim (menos Alexandra que escapou-se dizendo que estava com dores de cabeça), sentamo-nos na mesa e começamos a comer, a salada fria que eu tia feito.

- Bem. Ouvi dizer que tu quase te afogaste, Alexandra. - diz o meu tio, olhando para mim e para a minha prima.

- Sim. Bem...a culpa foi minha. Eu deveria ter estado com mais atenção a Alexandra. - respondo tentando-me desculpar.

- A culpa não foi tua, Bia. As coisas acontecem. Mas para a próxima quero que tenham mais cuidado.

- Pronto! Já que eu estou sã e salva...pai, tu podias-me deixar sair hoje com a Bia. - diz Alexandra com um tom de voz arrebitado.

Que Novidade! Nem sabia que eu hoje ia sair a noite! Esta rapariga é incrivelmente impossível.

- Mas tu devias ficar em casa, a descansar. - digo olhando para ela com uma cara confusa.

- Sim, a tua prima tem razão. - diz o tio Edgar.

- Mas eu sinto-me bem! Acreditem.

Eu olho para o meu tio, a espera da resposta.

- Esta bem...mas nada chegar depois da meia-noite. - diz ele com uma cara autoritária.

- Não te preocupes tio. Eu prometo que desta vez tomo bem conta dela e chegamos antes da meia noite. -  respondo com um sorriso.

De seguida olho para Alexandra e esta sorria-me radiante.

- E tu, Delfim? Queres vir? - pergunto olhando para o meu primo, que estava entretido a ver televisão.

- Não, obrigado. Eu vou ficar por aqui a ver televisão. - responde ele olhando para mim.

- Está bem...então. - digo, bebendo um pouco de água.

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publicado às 12:17




Caindo das Estrelas

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