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Summer Girl #Capitulo 11#

por Silver Sky, em 29.09.13

Capitulo 11

Entro na sala e vejo Luís sentado no sofá e quando me vê, levanta-se rapidamente com um sorriso fabuloso. Como eu adorava aquele sorriso, e aqueles olhos brilhantes com longas pestanas!

- O que estas aqui a fazer? – pergunto friamente.

- Então tinha saudades tuas e decidi visitar-te. – responde com um sorriso de menino safado, que ele adorava fazer.

-Tu primeiro, mentias bem melhor, Luís. O que se passa? – digo com uma voz irónica sentando-me no sofá.

- Mas eu não estou a mentir. – o seu sorriso desmorona-se e ele senta-se ao meu lado.

- Então não estas a dizer a verdade. – digo olhando para ele. – Eu conhece-to e se ainda não percebes-te nós estamos chateados …por isso diz a verdade. – ele olha para mim, com um olhar triste.

- Eu fui ter com Navid para pagar a divida. – responde com uma voz séria. Uma voz para desconfiar, porque ele nunca falava sério.

- O quê? Como conseguis-te o dinheiro?! – pergunto contente e surpresa.

- Não consegui. – diz Luís com uma voz vaga.

- Desculpa, mas não entendi. Como pretendias pagar a divida ao Navid sem dinheiro? – pergunto um pouco confusa.

- Uma corrida ilegal…eu fiz-lhe uma proposta. Se eu ganha-se a minha divida estava paga, mas se ele ganha-se eu tinha-lhe pagar a divida com a minha própria vida. – responde desviando o olhar do meu.

Quando ouvi aquelas palavras, fiquei em estado de choque. “Pagar a divida com a sua própria vida!”. Mas este rapaz estava doido, para apostar a própria vida numa corrida ilegal!

- E tu para estares aqui, quer dizer que perdes-te… - supôs com uma voz séria.

- Sim…- murmura olhando novamente para mim.

- Mas o que te passou pela cabeça?! Não aprendes-te a lição à primeira?! – exclamo exaltada e furiosa, com a estupidez que Luís tinha feito. Eu não acredito que ele tinha brincado com a sua própria vida! É mesmo criança, imprudente, sem responsabilidades e infantil.

- Eu estava desesperado! – diz ele também com uma voz exaltada.

-Mas tu sabes que ele vai acabar por encontrar-te, não sabes? – digo olhando para ele, enquanto Luís fazia os possíveis para não olhar para mim.

- Sim. Mas prefiro adiar esse dia o máximo tempo possível. – responde olhando para mim, com um olhar triste.

De repente o meu tio Edgar e a minha prima entram em casa, com os sacos das compras nas mãos e ficam surpreendidos ao verem Luís ali comigo, sentado no sofá.

- Olá Bia! Quem é o teu amigo? – pergunta Alexandra curiosa e com a sua voz irónica de sempre.

- Este é o Luís, um amigo. – digo levantando-me do sofá e Luís também se levanta. – Luís esta é a minha prima Alexandra. – aponto  para ela.

- Olá! – saúda Luís educadamente com um sorriso.

- Olá… - responde ela com uma voz seca, sem vida.

- Este é o meu tio Edgar. – continuo-o com as apresentações apontando desta vez para o meu tio.

- Muito prazer, Sr. Brás! – diz ele educadamente com um sorriso, estendendo a mão ao meu tio.

- O prazer é todo meu, rapaz! – responde o meu tio com uma voz alegre e com um sorriso, apertando a mão de Luís com muita força, porque pela cara que ele estava a fazer parecia que faltava pouco para o meu tio parti-lhe os  dos dedos com sua mãozada. – Então, ficas para jantar? – pergunta o meu tio Edgar largando a mão dele e Luís faz uma cara de alivio, massajando a mão.

- Não. Eu não quero incomodar. – responde com um sorriso esforçado, mas ainda a massajar a sua mão.

- Não é incomodo nenhum, rapaz! Há sempre lugar na mesa para mais um. – diz o meu tio, dando-lhe uma palmada nas costas, que fez com que Luís fosse para frente.

-Fraquinho…- murmura Alexandra com um sorriso de gozo, revirando os olhos e eu olha para ela com um olhar de reprovação, mas ele não me liga nenhuma.

Luís olha para mim, à espera de uma resposta minha. Á espera minha aprovação para aceitar jantar aqui.

- Sim, fica. – digo com um sorriso.

Só espero não me arrepender. Penso.

Eu sei que estava chateada com ele e por bons motivos. Ele tinha-me pedido indirectamente para escolher entre ele e a minha família. E isso foi realmente estúpido da parte dele, depois de eu ter feito tudo por ele. Pelo menos podia ter um pouco de bom senso e não me fazer uma proposta daquelas. Não me ter posto entre a espada e a parede! Mas ele era o meu melhor amigo e eu preocupava realmente muito com ele. Mesmo não querendo, não conseguia evitar…era uma coisa inevitável…como não ter coragem de me chatear com ele….por muito tempo.

***

Estávamos todos sentados a mesa de jantar. Cada um serviu-se da quantidade que queria, mas o ambiente naquela mesa estava bastante desconfortável…silencioso de mais. Será que era por Luís estar ali!? Delfim estavam a comer e como sempre a olhar para a televisão, Alexandra não parava de olhar para Luís, que estava-o intimidar e eu já me estava passar, enquanto os meus tios estavam a comer normalmente.

-Luís! A Bia disse-nos que foste assaltado. Devias ter passado um mau bocado. – diz o meu tio bebendo um pouco da sua cerveja.

- Sim…mas foi só um susto. – responde Luís, olhando para mim e eu desvio-o o olhar para o meu prato.

- E o que estas a fazer na Praia do Cravo? Vieste visitar Bia? – pergunta desta vez a minha tia com um sorriso amável.

- Sim. A Bia falou-me que a praia era muito boa e eu decidi vir. – responde ele também com um belo sorriso. Um sorriso mentiroso.

Mais uma mentira e isso estava a deixar-me doida. Detestava fingir, detestava mentir e a minha priminha não estava ajudar em nada com o seu olhar observador, que não parava de olhar para mim e para Luís.

- E à quanto tempo conheces a Bia? – pergunta Alexandra, olhando para Luís que bebia a sua cola e depois sorrindo para mim, com um sorriso provocador. Eu sei o que ela estava afazer, estava tentar provocar-me, tirar-me do sério, mas eu não ia deixar que isso acontece-se…não esta noite.

- Desde a primária. -  responde Luís.

- Então, quer dizer que são amigos a bastante tempo. – diz ela “carregando” na palavra “amigos” e olhando para mim…só para me irritar, porque eu sabia o que ela queria dizer ao “carregar” na palavra “amigos”. Ela queria dizer que eu estava apaixonada por ele, desde a primária e isso era totalmente mentira.

- Mas a nossa amizade só fortaleceu no final do liceu. – respondo “carregando” na palavra “fortaleceu”,só para  lhe dizer que eu só me tinha apaixonado por ele à pouco tempo.

Alexandra olha para mim com um sorriso ( a dizer que tinha percebido o que eu queria dizer), eu também sorri-o para ela, mas com um sorriso que queria dizer “só me apetece matar sua rapariguinha irritante”. Depois olho para Luís que estava entretido a falar com os meus tios. Nada mau…pelo menos estava a descontrair e não tinha assistido aquela “pequena” metafórica discussão entre mim a minha prima.

- Bem…eu vou sair. – diz Delfim levantando-se da mesa.

- E vais sair com quem? – pergunta a tia Anita curiosa.

- Com a Maria. Vamos ver as estrelas na praia. – responde Delfim um pouco envergonhado.

- Uhh…que romântico! – goza Alexandra sorrindo ironicamente para o irmão.

- Cala-te. – responde Delfim saindo da cozinha.

- Quero-te em casa antes da meia-noite. – diz o meu tio, mas tarde de mais, porque Delfim já se tinha ido embora e de certeza não tinha ouvido nada.

- Bem…eu também vou indo. Já é tarde. – pronuncia-se Luís levantando-se da mesa.

- Já!? Mas se quiseres podes ficar mais algum tempo ou até mesmo dormir aqui. – diz o meu tio levantando-se também.

Não sei porquê, mas o meu tio tinha gostado de Luís. Acho que era uma coisa boa….mas neste momento não conseguia ver Luís a fazer parte desta família, como meu namorado. Era uma coisa impossível e eu também já estava cansada de levar “patadas” dele, que até me custava pensar, ou melhor já não gostava de pensar, nem sonhar e nem de imaginar…era como se Luís tivesse destruído isso tudo.

- Não, não é preciso. Eu vou passar a noite na pousada da vila e também não quero incomodar mais. – responde ele olhando para o meu tio e mais uma vez para mim.

- Então, está bem.  – diz o meu tio.

- Boa noite e obrigado pela jantar. – diz Luís educadamente, novamente com um sorriso.

- De nada, querido. E volta sempre que quiseres. – diz a minha tia com um sorriso e Alexandra faz cara feia.

Era oficial a minha priminha não gostava de Luís! Mas culpa-la!? Luís era um idiota …eu mesma pensava o mesmo e nem sei como estou apaixonada por ele. Por vezes penso que deve ser só uma fase maluca da minha vida. Mas enquanto esta fase maluca da minha vida não passa…eu sofro e muito.

- Espera! Eu levo-te até à porta. -  digo levantando-me e caminhando na sua direcção.

Ambos saímos da cozinha e caminha-mos silenciosamente até à porta da rua. Eu abro a porta e Luís saí.

- Vemo-nos amanhã? – pergunta com um sorriso.

- Sim. – sorri-o também.

- Então, adeus. – diz ele.

- Adeus. – murmuro fechando a porta.

***

Mais tarde durante a noite estava-mos no quarto. Alexandra estava no computador a falar com os seus amigos no chat, enquanto eu estava sentada na cama a ler uma revista de fofoquices. Como os famosos eram tão excêntricos e estranhos, comportavam-se como se fossem mais que as outras pessoas, como se tivessem o rei na barriga. Patéticos!

- Então hoje não sais? – pergunto a minha priminha que estava muito entretida no computador a falar com os seus amigos.

- Não, não me apetece. E tu? Não vais sair com o teu namoradinho, Luís? – responde com uma voz de gozo. Outra vez para me tentar provocar.

- Ele não é o meu namorado. – digo rapidamente mudando de página.

- Mas gostavas… - diz ela com um sorriso cheio de gozo.

Eu agarro numa almofada e atiro-lhe, acertando-lhe em cheio.

- Hei! Não é preciso seres violenta, priminha. – diz ela ironicamente.

- Cala-te. – respondo lendo um artigo sobre o Johnny Depp.

Alexandra olha para mim, ri-se e volta a olhar para o ecrã do computador.

- Sabes uma coisa, priminha? – pergunta ela mexendo no rato do computador.

- O quê? – pergunto com uma voz desinteressada.

- Estou ansiosa pelo dia de amanhã. – diz ela olhando novamente para mim.

- Porquê? – pergunto continuando sem interesse nenhum desfolhando a revista.

- Porque quero ver a cara de Tyler quando vir Luís! Vai ser um máximo! – responde com uma voz irónica.

- Não vai acontecer nada, porque eu e o Tyler não temos nada um com outro. – respondo com uma voz firme.

- Mas gostavas! – responde repentinamente a rir e com um sorriso trocista.

- Porque não te calas de uma vez por todas. – digo revirando a os olhos, fechando a revista e atirando-a para o chão.


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publicado às 12:39




Caindo das Estrelas

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