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Parassómnia "Capítulo 16"

por Silver Sky, em 13.04.17

 

 

 

Capítulo 16

 O cheiro de Dinis levou Ema e Gaspar até a zona industrial da cidade, parando à frente de um armazém de fabrico de automóveis onde o cheiro terminava.

-Tens a certeza que é aqui? – perguntou Gaspar, olhando para Ema.

-Apesar De eu ter quase morrido intoxicado por ter cheirado a sapatilha do Dinis…sim, tenho a certeza. – respondeu Ema com uma voz segura.

Gaspar olhou depois para o céu e falou:

-Lua Cheia. O momento em que o poder atinge o seu auge.

-Algum conselho antes de eu ir enfrentar um alpha demoníaco? – perguntou Ema, olhando para o primo.

-Sê tu própria. E eu estou a referir-me ao lobo que existe dentro de ti. Tens que o libertar sem medos, Ema. – respondeu Gaspar com uma expressão séria no rosto.

Ema respirou fundo e depois os dois entraram finalmente no armazém.

Cautelosamente começaram a movimentarem-se pelos carros inacabados.

-Consegues sentir o cheiro do Dinis? – perguntou depois Gaspar, olhando para ela.

-Sim. Por aqui! – respondeu Ema, seguindo em frente. Gaspar seguia.

Caminham alguns metros pelo armazém escuro, viram algumas vezes a direita e a esquerda e finalmente encontram-no. Dinis encontrava-se a uns metros deles, deitado no chão, parecia bem e consciente.

Ema e Gaspar correm imediatamente para junto dele.

-Como estás? – perguntou Ema preocupada, ajudando-o a levantar-se com a ajuda de Gaspar.

-Estou bem. – respondeu Dinis, sentindo-se apenas um pouco dorido.

De repente algo rápido passou por eles e segundos depois Ema foi atirada violentamente ao chão.

Atrapalhada e assustada Ema levantou-se e olhou à sua volta, enquanto Gaspar e Dinis permaneciam nos seus lugares muito quietos.

Da escuridão surgiu um homem com um brilho vermelho nos olhos.

-Dr. Baltasar? – exclamou Ema confusa.

Dinis e Gaspar também estavam perplexos.

O doutor com um sorriso malicioso e divertido aproximou-se dela.

-Ema, tenho que te dar os parabéns. – disse o Dr. Baltasar com um bater de palmas. – És a primeira pessoa que eu conheço que lutou contra a transformação.

-Eu não acredito! O doutor é que é o alpha lobo demónio? – falou Ema sem ainda conseguir acreditar.

-Confesso que foi inteligente da tua parte evitares dormir durante semanas. Isso, impediu que eu conseguisse entrar na tua mente. – disse o doutor exibiu um sorriso divertido e perverso.

-Era o doutor esse tempo todo?! Você era o monstro de olhos vermelhos dos meus sonhos?! – exclamou Ema chocada com uma mistura de fúria e confusão.

-Admito que me diverti muito entrar na tua cabeça e mexer com a tua mente. Já há muito tempo que não o fazia. – disse o Dr. Baltasar com um sorriso divertido e trocista. Mas chega de diversão. Tu tens uma coisa que eu quero! – falou depois com uma expressão sombria e ameaçadora.

-O meu poder de alpha nunca vai ser teu! – gritou Ema cheia de fúria e os seus olhos ganharam um brilho vermelho.

-Queres uma aposta? – respondeu-lhe o Dr. Baltasar com um sorriso provocador e trocista.

Ema cerrou os punhos cheio de ódio e correu na direção de Dr. Baltasar, pronta para atacar. Mas Dr. Baltasar é mais rápido e conseguiu desviar-se do ataque de Ema e contra-atacando logo de seguida com um golpe que atirou com Ema brutalmente ao chão. Ema cerrou os dentes com a dor e o brilho vermelho dos seus olhos desapareceu.

O Dr. Baltasar aproximou-se de Ema.

-Tu és fraca! Patética! Não mereces ser um alpha! – falou a seguir o Dr. Baltasar com

uma voz sombria.

Um brilho vermelho reapareceu no olhar do doutor e a pele dele começou a derreter, aparecendo depois um pelo preto. Caiu depois de quatro ao chão e os pés e as mãos transformaram-se em enormes matas. A boca começava a dar lugar a um focinho comprido com grandes dentes e passado uns minutos o Dr. Baltasar tinha-se transformado num lobo preto gigante.

Soltou a seguir um rugido glorioso e com uma atitude vitoriosa e cheia de poder colocou uma das patas da frente em cima do peito de Ema, pressionando com força a caixa torácica dela.

Ema soltou um grito.

-Ele vai mata-la! – exclamou Dinis apavorado. – Temos que a ajudar! Fazer alguma coisa! – olhou depois para Gaspar.

-Não há nada que possamos fazer, Dinis. Agora é com a Ema. Só ela o consegue derrotar. – respondeu Gaspar, olhando para ele.

-EMA! -gritou Dinis em pânico.

Ao ouvir o grito de Dinis, Ema sentiu uma força dentro dela e os seus olhos ganharam novamente um brilho vermelho. Agarrou na pata do Dr. Baltasar e removeu-a do seu peito. Rodou depois para o lado e a para do doutor caiu pesadamente no chão. Num salto Ema levantou-se do chão e ficou de frente para o lobo preto gigante. Cerrou os punhos e gritou. A raiva apoderou-se dela e um calor e uma dor envolveram o seu corpo. Ema caiu de quatro ao chão e a sua pele começou a derreter. Pelos cinzentos começaram a aparecer. A sua orelhas começaram a adquirir uma forma pontiaguda. O seu rosto adquiriu feições animalescas, a boca deu lugar a um focinho cheio de dentes mortíferos e o seu corpo começou a transformar-se. Uma enorme cauda cinzenta apareceu e as mãos e os pés tornaram-se em patas grandes com garras afiadas. Segundos depois Ema tinha-se transformado num lobo cinzento gigante.

-Ela completou a transformação! – exclamou Gaspar com uma expressão animada e orgulhosa, enquanto Dinis tinha um ar assustado e ao mesmo tempo surpreso.

Ema soltou um rugido desafiador e Dr. Baltasar respondeu-lhe com um rugido provocador. Olharam-se por uns segundos e depois avançaram um para outro. A batalha tinha começado. Nos minutos a seguir trocaram patadas e dentadas no pescoço, nas patas, no focinho. Tanto Ema como o Dr. Baltasar sangravam, começando a ficar cansados.

Dinis e Gaspar observavam de longe, muito nervosos a luta. Dinis não conseguindo ver Ema a sofrer, tapava às vezes a cara com as mãos.

A luta continuava. Ema conseguiu desviar-se de um ataque do Dr. Baltasar e a seguir derruba-o brutalmente ao chão. Dr. Baltasar tentou colocar-se de pé, mas Ema como uma das patas da frente obrigou-o a permanecer no chão. A seguir num movimento rápido mordeu o pescoço do doutor com os seus enormes dentes, rasgando-lhe brutalmente a garganta. Dr. Baltasar voltou a sua forma humana e começou a esvaziar-se em sangue até morrer.

Ema afastou-se dele e voltou-se para Gaspar e Dinis (que olhava horrorizado para ela). A seguir ela também voltou a sua forma humana. Tinha o rosto, a boca e o resto do corpo coberto em sague, algum era dela, outro era do Dr. Baltasar. Olhou uma última vez para Dinis e caiu depois inconsciente ao chão.

Dinis e Gaspar preocupados correram para junto dela.

-Ema, eu estou aqui. – disse Gaspar ajoelhado ao lado dela, abraçando-a com todas as forças. – Não te preocupes. Vais ficar bem.

bem o que acharam da revelação de quem é o alpha? se calhar até já desconfiavam hahah. Mas espero que tenham gostado. Desculpem o atraso. Não fiz a revisão do capítulo. E é só para dizer que para a semana é o último capítulo de PARASSÓMINIA.

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publicado às 19:59

Parassómnia - Capítulo 15

por Silver Sky, em 05.04.17

 

 

Capítulo 15

 Um uivo estridente e assustador acordou Ema.

Levantou-se da cama num salto e acordou rapidamente Dinis que dormia numa poltrona ao fundo da cama.

-Dinis, ele está aqui! – sussurrou Ema.

-Eu, vou avisar o Gaspar.  – falou Dinis, tirando o telemóvel do bolso da frente das calças de ganga e enviando uma mensagem “S.O.S” a Gaspar.

A seguir os dois saíram do quarto, atravessaram o corredor e entraram sorrateiramente na sala de estar. Mas de repente, algo atravessou a janela, estilhaçando os vidros todos no chão. Ema e Dinis perplexos com aquilo que se encontrava diante dos seus olhos não se atreveram a mexer.

Era um lobo gigante, de pelo preto, com pelo menos dois metros de altura. Os seus olhos vermelhos brilhantes estavam fixados em Ema. Era ele. O monstro de olhos vermelhos dos sonhos dela.

O monstro num movimento rápido avançou na direção deles e atacou Ema, atirando-a violentamente para o chão. Dinis assustado corre imediatamente para um canto. O lobo ignorou a presença dele e aproximou-se de Ema. Ema tentou levantar-se, mas o lobo voltou ataca-la, atingindo-a no braço com as suas garras afiadas, fazendo-a novamente cair ao chão. Dinis escondido num canto estremeceu. Ema mordeu o lábio com a dor. Olhou para o seu braço que sangrava abundantemente. O lobo soltou um rugido arrepiante e olhou para ela com desprezo. Ema começou a rastejar em direção à mesa de madeira, enquanto o lobo se aproximava dela em passos lentos. De repente quando ela se preparava para se refugiar debaixo da mesa de madeira, o lobo atacou-a, mordendo-lhe a perna e puxando-a. Ema agarrou-se imediatamente à perna de madeira da mesa e gritou. Debatia-se para libertar a perna dos enormes dentes do alpha, mas não estava a conseguir. Não havia maneira de o lobo libertar a sua perna. Puxava-a com toda a ferocidade e o pior é que Ema começava a ficar cansada a perder as forças.

Dinis no seu canto encontrava-se apavorado e inquieto. Tinha que fazer alguma coisa. Ele ia mata-la! Olhou à sua volta e viu o taco de basebol encostado ao sofá. Inspirou fundo e correu, agarrando a seguir no taco.

-HEI! – gritou em plenos pulmões, segurando firmemente o taco e basebol com as duas mãos.

Mas o lobo ignorou-o.

-Hei. Deixa-a em paz! – disse depois ele furioso, batendo com toda a força o taco de basebol nas costas do lobo, mas o taco parte-se ao meio. Dinis olhou para ele confuso.

O lobo largou a perna de Ema e virou-se lentamente para Dinis.

-Ops! – disse Dinis com uma expressão assustada, engolindo em seco.

-Dinis, CORRE! -gritou Ema apavorada.

Mas Dinis não se conseguia mexer era como se tinha os seus pés colocados ao chão. O lobo começou a aproximar-se dele. Dinis tremia. A seguir o lobo parou à frente dele. O seu focinho estava uns caços centímetros da cara de Dinis. Ele conseguia sentir a respiração quente do lobo a bater-lhe no rosto.

-DINIS! – gritou Ema desesperada, não se conseguindo levantar.

Mas Dinis continuava a não se conseguir mexer. A seguir o lobo abriu a sua enorme boca, mostrando os seus dentes afiados e Dinis fechou os olhos, à espera da sua morte.

Mas de repente a porta de casa abriu-se e apareceu um lobo grande (mais pequeno que o alpha), castanho, de olhos amarelos brilhantes e atacou imediatamente o lobo preto, atirando-o violentamente para o chão.

-Gaspar. – disse Ema, respirando de alívio.

Gaspar abriu os olhos e correu para junto de Ema.

-Estás bem? – perguntou-lhe preocupado.

Ema assentiu com a cabeça.

Mas rapidamente os seus olhares desviaram-se para a luta entre Gaspar e o alpha.

E Gaspar estava nitidamente a perder. O alpha atacava-o, atingindo-o com golpes e dentadas.

-Ema, tu precisas de fazer alguma coisa! – disse a seguir Dinis num tom alarmado.

-Não consigo. – respondeu Ema com uma expressão fraca.

-Tu, precisas de reagir! Precisas de te transformar! Se não fizeres nada, o alpha vai mata-lo! Precisas de ficar com raiva!

-É fácil de falar!

-Desculpa, por aquilo que vou fazer a seguir. – disse depois Dinis com uma expressão cheia de culpa.

Ema olhou confusa para ele. E a seguir a única coisa que sente é palma da mão de Dinis na sua cara.

-Agora já sentes raiva?

-Dá-me outro estalo! – pediu Ema, com a respiração a começar a ficar ofegante.

Dinis voltou a dar-lhe outro estalo e uma raiva inexplicável atingia como um relâmpago. Sentiu um calor e uma enorme dor a invadir-lhe o corpo, como se estivesse a ser queimada viva. Os seus olhos ficam vermelhos brilhantes e todas as suas feridas saram. Os seus dentes ficaram enormes e as suas unhas transformaram-se em garras. O seu rosto transforma-se, ganhando feições animalescas. Sentia uma enorme vontade de arrancar a cabeça a Dinis, mas esse pensamento é interrompido pelo grito de Gaspar. Ema olhou imediatamente para o lado e viu o primo caído no chão, na sua forma humana, com o lobo preto a tentar morde-lo.

Ema reagiu rapidamente, saiu debaixo da mesa de madeira e atacou o alpha, cravando as suas garras nas costelas dele. O lobo preto soltou um doloroso rugido e afastou-se de Gaspar que rastejou para longe.

Dinis continuava escondido debaixo da mesa de madeira.

A seguir o lobo preto virou-se para Ema, ficando de frente para ela.

-EU NÃO TENHO MEDO DE TI! – gritou Ema com uma voz rouca e grave.

O lobo preto soltou um rugido provocador, desafiando-a.

Ema respondeu-lhe a seguir com outro rugido potente e os dois começaram a correr na direção um do outro.

O lobo preto tentou mordeu Ema, mas ela conseguiu prender o focinho dele e depois cravou os seus enormes dentes afiados no pescoço dele. O lobo ganiu e afastou-se, mas Ema não perdeu tempo e voltou a investir outro ataque, golpeando a perna do lobo com as suas garras afiadas. O alpha ferido acabou por ceder e caiu ao chão.

Ema inspirou fundo e lembrou-se do sorriso de Dinis e voltou ao normal. Sem perder foi ter com o Gaspar.

-Estás bem? – perguntou-lhe preocupada.

O primo respondeu-lhe, assentindo com a cabeça e levantando-se a seguir com a ajuda dela.

-Onde está o Dinis? – perguntou Gaspar preocupado, olhando à sua volta. – E onde está o alpha?

-Oh, não! O alpha levou o Dinis! – disse rapidamente Ema alarmada. – Ele vai mata-lo, Gaspar. – disse depois com uma expressão em pânico.

-Não, não vai mata-lo, Ema. O alpha vai usar Dinis como isco para te atrair.

-Então, temos que o encontrar antes que seja tarde demais. Se alguma coisa acontecer a Dinis nunca me vou conseguir perdoar!

- Agora não vale a pena pensar nisso. Temos que ter calma. – disse Gaspar, tentando tranquilizar Ema. – Tens alguma coisa do Dinis para seguirmos o cheiro dele?

- Não sei. Talvez no quarto.

Os dois saíram da sala de estar e entraram no quarto. Junto à poltrona encontravam-se as sapatilhas cinzentas de Dinis.

-Estas são as sapatilhas do Dinis. – disse Ema, agarrando numa das sapatilhas.

-Ok, agora cheira. – disse Gaspar num tom sério.

Ema olhou para ele confusa e disse:

-Só podes estar a brincar!

-Queres ou não encontrar o Dinis?

 

Olá! Está aqui mais um capítulo? O que acharam do final? O que irá acontecer  Dinis? Bem...já só faltam dois capítulos para a história acabar. bjs

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publicado às 14:28

Parassómnia - Capítulo 14

por Silver Sky, em 29.03.17

 cliquem :)

Capítulo 14

Ema acordou no sofá. A sala de estar estava submersa na escuridão.

Junto à janela encontrava-se o Dinis a olhar para o céu estrelado com uma expressão serena.

-Onde está o Gaspar? – perguntou Ema, endireitando-se do sofá.

Dinis virou-se para a encarar.

-Ele já se foi embora.

-E tu porquê é que ficaste? – perguntou Ema, olhando confusa para o amigo.

-Queria ter a certeza que ficavas bem. – respondeu Dinis, sorrindo e sentando-se depois no sofá ao lado de Ema.

Ema sem conseguir evitar olhou para as marcas arroxeadas que Dinis tinha no pescoço. Ao vê-las sentiu um aperto no coração. Sentiu nojo e raiva dela própria. Como ela poderia ter feito aquilo ao seu amigo?

-Dinis…desculpa por te ter magoado. – disse depois Ema com um sentimento cheio de culpa.

-Ema, já te disse que não faz mal. Eu estou bem. – respondeu Dinis, olhando para ela.

-Claro que faz mal! – disse rapidamente com um ar furioso. – Eu poderia ter-te matado, Dinis!

-Mas não o fizeste, Ema! Por isso para pensar nisso.

-Não consigo. – disse Ema, abanando a cabeça angustiada. – Por isso, acho que é melhor afastarmo-nos. Deixarmo-nos de ver. É o melhor para ti. – Ema acabou por olhar, tristemente para Dinis.

-Queres que deixemos ser amigos? – perguntou Dinis com uma expressão séria e também triste enquanto olhava para ela.

-Se não fores mais meu amigo, ficas seguro, Dinis!

-Eu, não me vou afastar de ti, Ema. Eu confio em ti! – Dinis impulsivamente agarrou na mão de Ema. – Eu sei que para a próxima vais conseguir controlar-te.

Ema limitou-se a olhar para ele com uma expressão fechada e angustiada enquanto ele lhe exibiu um sorriso simpático.

 

XXX

 

Gaspar prendia os pulsos de Ema com fita adesiva.

-Isto é mesmo necessário? – perguntou-lhe Ema, nervosa com o novo plano de Gaspar para a fazer completar a transformação.

-Confias em mim? – perguntou a seguir Gaspar com um sorriso.

-Não! – respondeu rapidamente Ema. – Da última vez que confiei, tu fechaste-me dentro roupeiro. Lembras-te?

Gaspar sorriu divertido.

-Pensei que isso já fosse águas passadas.

Entretanto, Dinis apareceu na sala de estar completamente equipado com um capacete na cabeça, joelheiras, braçadeiras e um taco de basebol num das mãos.

Gaspar e Ema olharam para ele confusos.

-Para quê é isso? – perguntou a seguir Ema.

-Desta vez prefiro não arriscar. – respondeu Dinis.

-Mas, pensei que confiasses em mim. – disse depois Ema enrugando a testa confusa.

-E, confio. Mas assim fico mais descansado. E nunca ouviste o ditado? Mais vale prevenir do que remediar!

Gaspar riu-se e terminou de prender os pulsos de Ema.

-Prontinho. Podemos começar. – falou a seguir Gaspar.

-O que vai ser desta vez? Vais deita-la a uma piscina com a mãos e pés amarrados e vamos vê-la afogar-se lentamente? – perguntou Dinis num tom irónico.

Gaspar limitou-se a retribuir-lhe um sorriso divertido e respondeu-lhe depois:

-Essa é uma ideia bastante boa, mas tenho outra coisa em mente.

-Qual? – perguntou Dinis ansioso e nervoso.

Gaspar ignorou a pergunta de Dinis e colocou-se de frente para a Ema que se encontrava de pé.

-Desde que eu não volte a ficar trancada no roupeiro, por mim tanto faz. – disse depois Ema.

Gaspar sorriu e soqueia depois Ema bem na barriga, que caia de joelhos, sentindo uma enorme dor a atingi-la no estômago.

-Oh boa! – disse rapidamente Dinis nervoso. – É essa a tua brilhante ideia? Espancar uma rapariga indefesa com os pulsos presos com fita adesiva até à morte?

- A Ema, de rapariga indefesa não tem nada. – respondeu Gaspar, com um sorriso divertido, olhando para Dinis.

A dor no estômago finalmente desapareceu e Ema conseguiu respirar de alívio. Mas Gaspar não ia terminar por ali. Sem qualquer aviso prévio soqueia a cara de Ema, virando-lhe a cara para o lado.

Dinis engoliu em seco com a vontade de soltar Ema e fazer Gaspar parar. Mas ele sabia que Ema não queria que ele fizesse isso. Gaspar estava só a tentar ajudar, mesmo que os seus métodos de ensino não fossem os mais seguros e normais.

Sangue apareceu na boca de Ema e ela deixou depois a cabeça cair para baixo. Começava a sentir uma dor e um calor enorme a invadir o seu corpo. O coração tinha começado a bater mais depressa, era como se conseguisse ouvir o sangue a circular depressa nas suas próprias veias. Sentia um frenesim dentro dela, como se algo estivesse ansioso para se libertar.

Gaspar cautelosamente aproximou-se mais de Ema e baixou a cabeça, até ficar à altura da cabeça dela, sussurrando-lhe depois ao ouvido com uma voz sombria e ameaçadora

-O alpha vai-te encontrar, vai-te matar e depois quando tiver acabado contigo...vai atrás do Dinis e acredita em mim… vai-lhe rasgar a garganta e vai-lhe arrancar a cabeça e tu não vais poder fazer nada para o impedir, porque já não estás aqui!

Ema ao ouvir aquelas palavras sentiu uma incontrolável raiva a ponderar-se de si. A envolve-la como um manto. E todos os seus instintos de animal vieram ao de cima e o animal finalmente se libertou. Ema levantou a cabeça e os seus olhos tinham um brilho vermelho sombrio. Gaspar dá automaticamente um passo para trás e Dinis faz involuntariamente o mesmo, agarrando fortemente o taco de basebol contra o seu peito. A seguir Ema libertou-se da fita adesiva que prendia os seus pulsos e tornozelos e levantou-se lentamente, olhando fixamente para Gaspar e Dinis. As feições do seu rosto eram animalescas e demoníacas. Os seus dentes estavam enormes e as suas tinham-se transformado em normas garras. O seu olhar era de pura raiva e ameaçador.

-Ainda achas que ela é uma rapariga inofensiva? – disse Gaspar sarcasticamente, olhando para Dinis.

Ema soltou a seguir um rugido e avançou em direção de Gaspar, agarrando-o pelo pescoço e atirando-o violentamente contra o sofá. Depois ela virou-se automaticamente para Dinis.

-Por favor, Ema, não me faças usar isto! – disse Dinis assustado, estendendo o taco de basebol, de forma a colocar o taco no espaço vazio entre ele e ela.

Ema ignorou Dinis e com um simples movimento das suas garras tirou o taco de basebol das mãos dele, atirando-o para o chão.

Dinis aterrorizado recuou automaticamente um passo para trás.

Ema deu um passo em frente na direção dele. Os seus olhos vermelhos brilhantes estavam mais intensos e mais enraivecidos. Ela a seguir abriu a boca pronta para o atacar.

Mas Dinis gritou desesperado, encolhendo-se:

-EMA!

A voz de Dinis atingiu Ema como um choque elétrico, fazendo-a despertar. De repente a cor dos olhos de Ema voltaram ao normal. Um castanho escuro. As garras também desapareceram e os dentes voltaram ao tamanho normal. O seu rosto perdeu as feições animalescas e Ema era novamente ela.

Dinis respirou de alívio e abraçou-a com um sorriso.

-Conseguiste! Eu, sabia conseguias! – disse depois ele excitadíssimo e orgulhoso.

-Sim, consegui. – disse Ema, ainda com dificuldades de acreditar que tinha conseguido controlar a sua transformação.

-Eu, sempre acreditei em ti, priminha. – disse a seguir Gaspar, aproximando-se dos dois com um sorriso rasgado.

 

XXX

 

 Depois de tomar um banho, Ema encontrava-se no quarto a olhar-se ao espelho com uma expressão pensativa e séria, quando Gaspar entrou no quarto.

-O Dinis já foi embora, mas ele disse que ainda volta esta noite. – falou Gaspar, aproximando-se de Ema. – Como te sentes?

-Bem. – respondeu Ema, acabando de secar o cabelo com a toalha e atirando-a depois para cima da cama.

-Hoje estiveste muito bem. Estas no bom caminho. Não tarda nada e já vais conseguir completar a transformação. – disse Gaspar, sorrindo para ela.

-E tornar-me num lobo demónio. – disse Ema com um olhar triste.

-Não necessariamente. Podes completar a transformação sem te transformares num lobo demónio.

-Como assim? – perguntou rapidamente Ema curiosa com um pequeno sentimento de esperança a aparecer dentro do seu coração.

-Só aqueles que são cruéis e tem um coração mau é que se transformam em lobos demónios quando completam a transformação. Mas eu sei e acredito que o teu coração é bom, puro e cheio de bondade, priminha. – respondeu Gaspar, apontando para o peito de Ema.

-Bom, sendo assim sinto-me um pouquinho melhor…mais otimista. – disse por fim Ema com um meio sorriso.

-Mas, Ema, tenho uma coisa que te quero perguntar. – disse depois Gaspar com uma pequena faísca de curiosidade a aparecer no olhar.

-O quê?

-Como conseguiste voltar ao normal?

-Foi a voz de Dinis. Lembrei-me como ele me fazia rir…como ele me fazia feliz. Como me fazia sentir humana. – sem se perceber, Ema deixa escapar um sorriso feliz.

-Tu gostas dele? – perguntou rapidamente Gaspar.

Ema ao ouvir aquela pergunta o seu corpo congelou e o seu coração disparou.

-Não. Ele é o meu melhor amigo!

-Sabes, priminha, as maiores histórias de amor, nasceram a partir de grandes. E, sem dares por isso, num piscar de olho a amizade transforma-se em amor e acabas por te apaixonar. – disse a seguir Gaspar com um sorriso divertido.

Ema engoliu em seco.

desculpem pelo atraso. Não deu para rever o capítulo por isso sorry :/. Espero que gostem do capítulo. Neste capítulo deu para ver mais um poquinho do treino de Ema para completar a transformação e também mostrou um pouco da relação de Ema e Dinis.

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publicado às 23:53

Parassómnia - Capítulo 13

por Silver Sky, em 22.03.17

 cliquem :)

 

Capítulo 13

Ema entrou no consultório do Dr. Baltasar e sentou-se na cadeira que se encontrava a frente da secretária. Ficando de frente para o psicólogo.

-Olá, Ema. – cumprimenta-a o doutor com um sorriso. – Como te tens sentido desde a última vez que falamos?

-Muito melhor. O doutor tinha razão. Eu deixe-me levar muito por aquilo que a minha avó escreveu no seu diário. Como o doutor disse são apenas histórias. Os lobisomens não existem e certamente eu não sou um. – disse Ema, sorrindo nervosa. – A minha avó tinha apenas uma mente muito criativa.

-Fico feliz em ouvir isso, Ema. – disse Dr. Baltazar, voltando a sorrir. – Mas mesmo assim acho que devíamos continuar com as consultas.

-Acho que já não preciso, doutor. Não voltei a ter pesadelos e nem alucinações. Mas agradeço tudo o que fez por mim. Ajudou-me imenso.

-Hum…está bem. Mas caso precisas de falar ou desabafar sabes onde me encontrares. O meu consultório estará sempre de portas abertas para ti, Ema. – disse Dr. Baltasar, sorrindo calorosamente a Ema.

-Obrigada, doutor. – Ema devolveu-lhe o sorriso.

 

XXX

 

Encontravam-se todos no quarto de Ema.

-Então, qual é o truque para despertar a transformação? – perguntou Ema curiosa, olhando para Gaspar.

-Raiva. – respondeu Gaspar. – Tu precisas de sentir raiva.

-Pois…mas isso é mais fácil de dizer do que sentir. – disse depois Ema.

-Eu tenho uma ideia! – disse rapidamente Gaspar com um sorriso travesso.

-E qual é essa ideia? – perguntou Ema, franzindo a sobrancelha.

-Confia em mim.

A seguir Gaspar agarrou em Ema e fechou-a dentro do guarda-fatos, bloqueando depois a porta com as costas para ela não sair.

-Gaspar! O que estás a fazer? Tira-me daqui! – gritou Ema em pânico, batendo violentamente na porta do guarda-fatos.

-Confia em mim, Ema. – voltou a dizer Gaspar.

-Hei, meu! O que estás a fazer?! Deixa-a sair daí! – disse a seguir Dinis nervoso e preocupado.

-Só mais um segundinho. – falou Gaspar, ainda a bloquear a porta com as costas para Ema não sair.

-DEIXA-ME SAIR! – gritou Ema furiosa, cheia de raiva.

-Gaspar! Tira-a daí! – disse Dinis começando a ficar irritado.

De repente Ema calou-se e parou de bater na porta do guarda-fatos. O quarto ficou mergulhado num silêncio assustador.

Dinis olhou para Gaspar confuso e preocupado. Pensado imediatamente no pior.

-Hora do espetáculo! – disse Gaspar com um sorrisinho divertido, afastando rapidamente da porta do roupeiro.

A porta do guarda-fatos abriu-se e dois olhos vermelhos brilhantes surgiram da escuridão.

Dinis assustado deu um passo para atrás.

Ema saiu finalmente do guarda-fatos. Estava diferente. O seu rosto tinha contornos animalescos, as suas unhas tinham-se transformado em garras e os seus dentes estavam maiores e mais afiados. Tinha uma expressão sombria e assustadora.

Ema olhou com os seus olhos vermelhos para Gaspar e atacou-o, com um simples golpe atirou-o ao chão. A seguir colocou-se por cima dele e rosnou. Dinis tremeu e engoliu em seco. Ema olhou uma última vez para Gaspar e acabou por sair de cima dele, voltando-se para Dinis, começando a caminhar na direção dele.

-Ema! Sou eu, o Dinis! – falou Dinis assustado, afastando-se à medida que Ema se aproximava dele.

Mas Ema não o ouvia. Parecia que estava num transe qualquer.

Dinis acabou por bater de costas contra a parede e Ema agarrou-o pelo pescoço, apertando-o com toda a força.

-Ema… - disse Dinis, começando a sufocar.

Mas Ema não o ouvia. Pelo contrário, apertou o pescoço ainda com mais força.

De repente Gaspar levantou-se do chão, agarrou numa cadeira e atirou-a contra Ema, que imediatamente largou Dinis e caiu a seguir inconsciente no chão, voltando ao normal.

-Esta foi por pouco! – exclamou Dinis ainda muito assustado.

 

XXX

 

Ema, Dinis e Gaspar encontravam-se na sala, sentados no sofá.

-Aquela foi a tua ideia brilhante de me ajudares? Fechar-me no guarda-fatos? – disse Ema, olhando para Gaspar, ainda zangada com ele.

-Resultou, não resultou? – respondeu Gaspar com um sorriso divertido.

-Eu poderia ter matado o Dinis se tu não me tivesses impedido! – disse rapidamente Ema ainda muito irritada.

-Mas, não o mataste, pois não?

Ema não respondeu e lançou simplesmente um olhar furioso a Gaspar.

-Ema. – falou a seguir Dinis. – Não te martirizes mais com isso. Eu, estou bem. – Sorriu-lhe a seguir.

 Mas Ema não lhe devolveu o sorriso, apenas limitou-se a olhar para as marcas arroxeadas que Dinis tinha no pescoço, desviando imediatamente o olhar. Fora ela que lhe fizera aquelas marcas. Era um monstro! Como Dinis ainda poderia estar ali a falar para ela como se nada tivesse acontecido? Naquele momento, Ema sentiu vergonha e nojo dela própria.

-Mas, eu não percebo. Como é que vocês na outra noite pararam a transformação? – perguntou a seguir Dinis curioso, olhando para eles os dois e interrompendo os pensamentos de ódio que Ema sentia dela própria.

-Eu beijei a Ema. – respondeu Dinis.

Ao ouvir a resposta, Ema olhou imediatamente para Dinis e depois para Gaspar que tinha uma expressão confusa e surpresa enquanto ainda olhava para eles os dois.

-Oh, isso… - começou por dizer Gaspar, sorrindo.

-Não é nada disso que estás a pensar! – falou rapidamente Ema. – O Dinis agiu como se eu estivesse a ter um ataque de pânico. Sustentar a respiração pode parar um ataque de pânico. E foi isso que aconteceu. Quando ele me beijou eu sustive a respiração e eu voltei ao normal. E foi assim que paramos a transformação.

-Cada um usa os truques que conhece. – disse Gaspar com um sorriso, piscando o olho a Dinis, que se encontrava nervoso. A seguir Gaspar olhou para Ema com uma expressão mais séria. – Mas o Dinis não pode passar a vida toda a beijar-te para impedir que tu te transformes, Ema. Ou é isso que vocês querem?

-Não! – responderam os dois ao mesmo tempo, trocando depois um olhar embaraçoso.

Gaspar riu-se divertido, olhando para eles os dois.

-Bom, voltando ao tópico inicial. – começou por dizer a seguir Gaspar. – A transformação é fácil. O difícil é voltar ao normal…à forma humana. Sei do que falo. Quando eu completei pela primeira vez a minha transformação, foi muito duro voltar ao normal. Pensei que ia ficar daquela forma para sempre, que nunca mais ia voltar a ver a minha forma humana…foi assustador. – disse Gaspar com uma expressão séria e nostálgica no olhar.

-E, então como conseguiste voltar ao normal? O que tu fizeste? – perguntou Ema curiosa e ansiosa.

-O truque é pensares em algo que te torne humano. Pode ser um objeto, um sentimento, ou pode ser uma pessoa. – respondeu Gaspar olhando para Ema e depois para Dinis.

Olá. Tudo bem? Mais um capítulo. E então o que acharam? Concrodam com os métodos de Gaspar a tentar Ema a completar a transformação? bjs e boa leitura

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publicado às 19:55

PARASSÓMNIA "PERSONAGENS"

por Silver Sky, em 19.03.17

 Ema Chagas

 Dinis Lopes

 Dr. Baltasar Nunes

 Gaspar Chagas

 

 Sr.Lobo

E aqui estão as personagens de PARASSÓMINIA.

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publicado às 14:27

PARASSÓMNIA "Capítulo 12"

por Silver Sky, em 15.03.17

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Capítulo 12

Ema e Dinis caminhavam pelo parque de estacionamento.

-Eu não acredito que me fizeste mesmo pagar o jantar! – disse Ema com uma expressão indignada olhando para Dinis.

-Eu mereci! Salvei a minha vida e impedi que te transformasses num lobo demónio! – respondeu o amigo com um sorriso divertido.

Ema limitou-se a revirar os olhos.

-Mas existe uma coisa que eu não percebo. – falou depois Ema com um ar pensativo.

-O quê? – perguntou Dinis, olhando para ela com curiosidade.

-Não percebo porque me comecei a transformar numa lua crescente? – Ema olhou para céu, fitando a lua.

-Bem, uma vez no liceu tive que fazer um trabalho sobre as fases da lua e li num livro que a lua crescente representa a transformação do real, do não tangível em tangível. O que se formos ver encaixa perfeitamente na tua situação. – respondeu Dinis.

Mas Ema tinha parado de andar.

-Ema?! O que foi? Porque paras-te? – perguntou Dinis, olhando confuso para ela.

Mas Ema não respondeu e um brilho vermelho apareceu nos seus olhos.

-Estas assustar-me…porquê é que os teus olhos estão vermelhos? – perguntou Dinis num tom receoso.

-Quem és tu? – perguntou a seguir Ema com uma voz sombria e rouca, virando-se para trás e fitando a escuridão.

-Quem? Para quem estas a falar? Não está aqui ninguém! – disse Dinis, virando-se igualmente para trás e começando a ficar seriamente assustado. – Não me digas que começaste novamente a ter alucinações?!

-Eu vim em paz, priminha. – respondeu uma voz enquanto da escuridão surgia um rapaz com um brilho amarelo nos olhos.

-O que queres? – perguntou a seguir Ema com uma voz firme, ainda com um brilho vermelho nos olhos.

-Apenas quero ajudar. Imagino que a transformação não esteja a ser nada fácil. – respondeu o rapaz com um sorriso, ao mesmo tempo que desaparecia o brilho amarelo dos seus olhos.

XXX

Dinis e Gaspar encontravam-se sentados no sofá, enquanto Ema anda de um lado para o outro.

-Gaspar, como é que eu nunca ouvi falar de ti? – perguntou Ema confusa, olhando para ele.

-A nossa família gosta dos seus segredos. – respondeu Gaspar a sorrir.

Ema finalmente se senta numa cadeira, olhando para Gaspar.

-Tu ainda não completaste a transformação. – falou novamente Gaspar, olhando para Ema já com um ar mais sério.

-E nem vou completar. – respondeu rapidamente Ema. – Eu não me quero transformar num lobo demónio!

Gaspar soltou uma gargalhada divertida.

Ema e Dinis olharam para ele confusos.

-Qual é a piada? – perguntou a seguir Ema.

-Vejo que andaste a falar com o Sr. Lobo. – respondeu Gaspar, voltando a sorrir.

-Tu conheces o Sr.Lobo? – Ema franziu a sobrancelha.

-Sim. Ele é meu pai, teu tio. Um lobisomem também. Mas a medicação que toma impede-o de se transformar.

-E porquê ele está internado? – perguntou Ema confusa.

-Porque a nossa família pensou que ele era louco. Como deves calcular a nossa família é conhecida pelos seus casos de insanidade. – respondeu Gaspar esboçando um sorriso divertido.

-Sim, eu li o diário da nossa avó. O nosso bisavô e a nossa tia-avó também eram lobisomens.

-Eu tenho uma pergunta. – pronunciou-se pela primeira vez Dinis. Ema e Gaspar que se tinham esquecido completamente da sua presença olharam para ele. – Porquê é que a cor dos vossos olhos é diferente? Porquê é que os olhos da Ema são vermelhos e os teus, Gaspar, são amarelos?

-Porque ela é um alpha e eu sou um beta. – respondeu Gaspar a Dinis, olhando depois para Ema.

-Isso é fixe! Mesmo fixe! Um alpha! – disse rapidamente Dinis com uma expressão entusiasmada.

-Um alpha!? Porquê é que eu sou um alpha? – perguntou Ema franzindo a sobrancelha.

-Na nossa família o poder de alpha é passado de geração em geração. Mas ninguém sabe quem é o próximo alpha até ele se revelar. O meu pai era o alpha da geração dele e tu és o alpha da nossa geração. – respondeu Gaspar com uma expressão estranhamente mais séria.

-Isso é um máximo! – exclamou Dinis encantado.

Ema com uma expressão pensativa levantou-se da cadeira e foi até a janela.

-O rapaz que eu matei faz parte da revelação de eu me tornar alpha? – Ema olhou para Gaspar.

Gaspar levantou-se também do sofá e foi ter com ela.

-Não, Ema. Tu já nasceste como alpha. Está no teu sangue, faz parte de ti…e tu não mataste aquele rapaz.

Ema olhou confusa para o primo.

-Então quem foi? – perguntou Dinis curioso levantando-se de rompante do sofá.

-Outro alpha. Um poderoso e muito perigoso lobisomem. Eu tenho vindo a segui-lo faz algum tempo. E ele tem matado muitos alphas pelo país fora. Ele deseja poder mais do que tudo na vida. Ele é um verdadeiro lobo demônio. Por isso, eu vim para cidade para te avisar, Ema!

-E tu sabes quem ele é? – perguntou Dinis, olhando para Gaspar.

-Não, nunca o vi na sua forma humana. Mas também apenas sigo o rasto de cadáveres que ele deixa no seu caminho. Evito cruzar-me no caminho dele. – respondeu Gaspar com algum receio no olhar.

-Mas, por que  me fez pensar que eu tinha morto aquele rapaz?

-Porque, ele quer que tu completes a transformação. Que tu atinjas o auge do teu poder para que ele depois possa tira-lo de uma só vez. – respondeu Gaspar.

-Então está decidido. A Ema não pode completar a transformação! – disse rapidamente Dinis.

-Pelo contrário. Se ela quer ter alguma hipótese contra esse alpha e vencer, vai ter que completar a transformação. – disse Gaspar. – E eu posso ajuda-la.

Olá. Neste capítulo deu para perceber a história a volta da família de Ema e até conhecemos o primo dela, Gaspar. Também foi revelado o aparecimento de um novo alpha (um verdadeiro lobo demónio)  que quer matar Ema para ficar com o poder dela. O que acharam? O que acham que agora vai acontecer? bjs espero que tenham gostado do capítulo.

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publicado às 13:19

PARASSÓMNIA "Capítulo 11"

por Silver Sky, em 08.03.17

 

 

 Tyler Joseph (Twenty one pilots) -> cliquem ;)

Capítulo 11

Os dois saíram do hospital. Ema encontrava-se com uma expressão pensativa.

-Tu não vais acreditar no que aquele louco te disse, pois não? – perguntou Dinis, olhando para ela.

-Eu não posso completar a transformação. – disse rapidamente Ema, virando-se para ele. – Dinis, tu tens que me matar, antes que isso que aconteça.

-Vejo que acreditaste mesmo naquilo que aquele homem disse. – disse Dinis, suspirando. – Ema, tu não vez que ele inventou aquilo tudo? Ele é louco. Não sabe o que diz.

Mas Ema ignorou as palavras de Dinis e continuou a dizer:

-Dinis, tu tens que prometer! Tens que prometer que o fazes! – olhando para ele com uma expressão aterradora e desesperada.

 

XXX

 

Ema abriu imediatamente a porta a Dinis.

-Trouxeste? – perguntou Ema ansiosa, enquanto Dinis entrava em casa.

-Sim. Está aqui. – respondeu Dinis, tirando a arma do bolso do casaco. – É do meu pai. Não foi nada fácil encontra-la.

-Perfeito! – disse Ema, afastando-se. – Agora sabes o que tens que fazer, Dinis.

-Pensei que não estivesses a falar a sério sobre o assunto de te matar. – disse Dinis, olhando confuso para ela.

-Nunca falei tão a sério em toda a minha vida! – disse Ema com uma expressão sombria e séria. – Se eu matei aquele rapaz sem completar a transformação, imagina quando eu completar a transformação…poderei massacrar a cidade inteira!

-Tu não matas-te aquele rapaz, Ema! O Dr. Baltasar disse que tu estas simplesmente a vivenciar sintomas de parassómnia. Como sonambulismo, alucinações, pesadelos… - Dinis tenta chamar Ema a razão.

-O Dr. Baltasar pensa que aquilo que a minha avó escreveu sobre  a minha família é apenas uma história. Mas, Dinis, como podes ver tudo é real!

 

XXX

 

Ema e Dinis passaram o serão na sala a jogar as cartas. Dinis lançou a última carta. A carta da vitória.

-E pela segunda vez consecutiva eu GANHO! – disse Dinis feliz e orgulhoso com um ar vitorioso, agarrando em todo o dinheiro que estava em cima da mesa.

Ema revirou os olhos, deixando escapar um suspiro de frustração e dizendo:

-Porque é que te dei ouvidos quando tu propuseste jogar a dinheiro?

Dinis limitou-se a rir.

De repente sentiu um mau estar. A sua temperatura corporal subiu repentinamente, como se o seu sangue estivesse a ferver.

Ema automaticamente retraiu-se para frente, dobrando-se de dor.

-Ema, tu estas bem? – perguntou Dinis preocupado, aproximando-se dela.

-Está a acontecer, Dinis! – respondeu Ema em sofrimento sem conseguir olhar para ele. – A transformação está acontecer!

Dinis olhou alarmado para a janela.

-Mas hoje é lua crescente! – falou a seguir confuso, voltando a olhar para Ema.

-Dinis, tu precisas de me matar! – disse a seguir Ema, conseguindo finalmente olhar para ele.

Dinis ficou a olhar para Ema sem qualquer reação. Parecia que naquele momento todos os seus músculos, incluindo o seu cérebro tinham congelado.

Ema rapidamente agarrou na arma (que se encontrava sobre a pequena mesa central de madeira) e colocou-a na mão de Dinis. A seguir Ema encostou a arma contra a sua própria testa. A mão de Dinis começou a tremer.

-Dispara! – pediu Ema, fixando o seu olhar no olhar de Dinis.

Dinis engoliu em seco e respirou fundo, mas acabou por fechar os olhos, abanando a cabeça como forma de negação.

-Não! – exclamou a seguir Dinis assustado, voltando a abrir os olhos e olhando para Ema. – Tem que haver outra solução, Ema!

Dinis pousou novamente a arma em cima da pequena mesa central de madeira e foi depois buscar as correntes de ferro. A seguir ajudou Ema a levantar-se do chão e sentou-a depois numa cadeira, amarrando-a com as correntes de ferro.

Mas a dor de Ema tinha começado a piorar. Ela sentia como se todos os seus ossos tinham começado a partir. Gritava desesperada e em sofrimento. Dinis sem saber o que fazer olhava para ela assustado, tentando manter a calma, ao mesmo tempo que arranjava uma solução o mais rápido possível. Mas de repente os olhos de Ema ganharam um brilho vermelho e os suas unhas transformam-se em garras.

-Estou quase a completar a transformação! – falou Ema com uma voz rouca. – Tens que me matar, Dinis.  Por favor! – suplicou olhando para ele.

Dinis abanou a cabeça como negação.

-Tens que o fazer! MATA-ME! – gritou Ema com uma voz mais rouca e um olhar sombrio.

Dinis impulsivamente beijou Ema.

Ema arregalou os olhos com a atitude do amigo, mas começou a voltar ao normal.

-Porque fizeste isso? – perguntou Ema, olhando muito confusa para Dinis que ainda se encontrava muito próxima dela.

-Bem… - começou por dizer Dinis nervoso a medida que se afastava de Ema. – Não sei porque o fiz. Mas há uns tempos li na internet que suster a respiração pode parar um ataque de pânico. E quando te beijei…tu sustes-te a respiração e voltaste ao normal. – Dinis terminou coçando a nuca da cabeça sem jeito.

-Dinis, brilhante da tua parte agires como se eu estivesse a ter um ataque de pânico! – disse rapidamente Ema radiante. – Mas desta vez resultou e para as próximas vezes? Como fazemos? – perguntou ela ficando com um ar mais sério. – Não me podes estar sempre a beijar!

De repente os dois trocaram um olhar encavacado.  Ema estava claramente arrependida pela última frase que tinha dito. Tinha saído de forma errado.

-Bem…o que eu queria dizer…é que temos que ter uma solução mais fiável…permanente. – disse rapidamente Ema nervosa.

-Eu sei aquilo que querias dizer, Ema. E não te preocupes, nós vamos arranjar uma solução permanente. – respondeu Dinis com um sorriso. – Mas o melhor é ganhar uma batalha de cada vez. E o que interessa é que hoje conseguimos impedir a tua transformação. Por isso, devíamos ir comemorar.

-Sim, tens razão. – disse ela, sorrindo também.

-Ok, sendo assim vamos jantar fora e pagas tu como é claro! – disse a seguir Dinis com um ar divertido.

-Nem pensar! – protestou rapidamente Ema.

-Sendo assim eu não te tiro as correntes. – falou depois Dinis, encolhendo os ombros com um sorrisinho trocista.

 Bom o que acharam deste capítulo? Intenso, romântico, fofo? Eu achei as três coisas. E por que será que a Ema se começou a transformar em lua crescente? Mas eu admito que este é o meu capítulo preferido e não é porque o escrevi hahahah. bjs boa leitura

p.s este capítulo foi um pouquinho inspirado em duas cenas de uma série que eu vejo, teen wolf. Uma cena foi entre Stiles e Lydia e a outra foi entre Stiles e Malia.

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publicado às 16:16

PARASSÓMNIA "Capítulo 10"

por Silver Sky, em 01.03.17

 twenty one pilots -> cliquem :)

Capítulo 10

 

Eram cinco da manhã. Ema dormitava no sofá com a televisão ligada, quando batem à porta.

Ema acordou com o barulho e foi abrir.

Dinis entrou em casa com um taco de basebol numa das mãos e na outra uma corrente de ferro.

-Dinis, o que estas aqui a fazer? São cinco da manhã! – disse Ema, olhando para o amigo confusa.

-Eu sei! Passei a noite toda a fazer pesquisa na internet! – exclamou Dinis com um comportamento hiperativo e as pupilas dilatadas.

-A pesquisar sobre o quê? – perguntou Ema, fechando a porta atrás de sim

-Sobre a tua condição. Se fores mesmo um lobisomem temos que saber como agir quando te transformares.

-Quanta cafeína tu ingeriste? Só por curiosidade?

-Cinco cafés…ou foram dez? – respondeu Dinis confuso.

-Bem, eu acho que é melhor sentarmo-nos um pouquinho. – diz rapidamente Ema.

Os dois acabam por se sentarem no sofá e Dinis coloca o taco de basebol e as correntes de ferro no chão.

-Então, diz-me lá, o que encontraste na tua pesquisa? – perguntou Ema, olhando com uma certa curiosidade para Dinis.

-Várias coisas! – respondeu Dinis muito entusiasmado. – Descobri que existe uma planta tóxica para os lobisomens. Chama-se acónito. Sabias disso?

-Não, não sabia. – respondeu Ema, abanando a cabeça. – Mas é muito interessante.

-E sabias que a forma de matar um lobisomem é com uma bala ou espada de prata?

-Hum…acho que isso é conhecimento geral. Toda a gente sabe isso, Dinis. – respondeu Ema, arqueando a sobrancelha.

-Oh…sim, tens razão. – disse Dinis com um sorriso sem jeito.

Ema a seguir desviou o olhar para o chão e franziu a testa ao ver as corrente de ferro e o taco de basebol.

-Dinis, para quê é que queres isso? – perguntou Ema, olhando depois para o amigo.

-Bem, o taco de basebol é para mim e…as correntes de ferro na verdade são para ti. Caso tu…

-Me transforme. – Ema terminou a frase do amigo.

Dinis sem jeito assentiu com cabeça.

-Bem, eu não sei nada sobre transformação. Mas conheço uma pessoa que pode saber mais sobre lobisomens do que nós sabemos.

-Quem? – perguntou Dinis curioso.

-Digo-te pelo caminho. Vamos? – respondeu Ema.

-Sim, claro. – respondeu Dinis entusiasmado.

XXX

Ema e Dinis pararam a frente do hospital.

-A pessoa que tu conheces e que sabe mais sobre lobisomens, está internada no hospital? – perguntou Dinis, olhando para Ema confuso.

-Para dizer a verdade está internado na ala psiquiatra do hospital. – respondeu Ema, mordendo o lábio.

-Um maluquinho, sendo assim. Ótimo, não podia ser melhor. – disse Dinis num tom sarcástico e desesperado. – Ema, onde estas com a cabeça para pensares que um maluquinho poderá dar-te respostas fiáveis?

-Por acaso tu conheces alguém que tenha conhecimento sobre este assunto? – perguntou rapidamente Ema ao amigo.

-Não, não conheço.

-Ok. Então não temos outra escolha, Dinis.

Os dois acabaram por entrar no hospital, registando-se no balcão da entrada e sendo depois reencaminhados para ala psiquiatra, mais especificamente a sala de convívio da ala psiquiatra.

Ao entrar naquele sítio, Ema lembrou-se dos dias que passara aqui, mas preferia não pensar neles, esquece-los para sempre. O ambiente estava calmo. Apenas havia meia dúzia de doentes que se encontravam entretidos com as suas atividades de desenho e pintura. Entre os doentes estava Sr. Lobo, sentado num dos sofás da sala de convívio, muito quieto a olhar fixamente para a parede branca que se encontrava a sua frente.

-Ali está ele! – disse Ema, apontando discretamente para o Sr. Lobo.

-Parece estranhamente tranquilo. – disse Dinis, olhando com alguma relutância para ele.

Ema e Dinis caminharam na direção do homem, parando a frente dele.

-Sr. Lobo… - disse Ema, olhando para ele.

O homem olhou para ela e começou imediatamente a gritar com um expressão assustada no olhar.

-Por favor, não me mates! Por favor! – suplicava Sr. Lobo, ajoelhando-se a frente de Ema.

Os poucos enfermeiros que se encontravam na sala de estar começaram a olhar.

-Ema! Tens que fazer alguma coisa! – disse Dinis aflito, olhando para os enfermeiros.

Ema abaixou-se até os seus olhos ficarem ao nível dos olhos do Sr. Lobo.

-Pare de gritar! – falou Ema de forma firme, aparecendo um pequeno brilho vermelho nos olhos dela.

O homem calou-se imediatamente e voltou-se a sentar no sofá. Os enfermeiros viraram as caras e foram-se embora.

A seguir Ema voltou-se a levantar, adquirindo uma postura mais descontraída.

-Sr. Lobo eu não lhe quero fazer mal. Apenas quero-lhe fazer algumas perguntas. -disse ela com tom de voz mais suave, demostrando no final um sorriso simpático.

Sr. Lobo permaneceu quieto, ficando a olhar para ela.

-O que sabe sobre lobisomens? – perguntou finalmente Ema.

-Criaturas perigosas. Metade homem, metade lobo. Criaturas condenadas a andar sob a luz prateada da lua cheia. – respondeu Sr. Lobo com uma expressão sombria.

-E que tal dizer-nos uma coisa que nós ainda não sabemos? – disse rapidamente Dinis impaciente.

Ema olhou para o amigo e este encolheu os ombros.

-Conta a lenda que quem completar a transformação, o seu lado humano desaparecera para sempre e transformara-se no lobo demónio. Uma criatura cruel, sem piedade, ou qualquer compaixão. – disse a seguir o homem ainda com um olhar sombrio, virando-se para Ema.

Ema engoliu em seco e Dinis estremeceu com as palavras do Sr. Lobo.

Bem, o que acharam de Dinis com aquelas coisas todas? Ele está mesmo empenhado para ajudar Ema, até diria empenhado demais ahahah. Um pouco paranóico. Mas não é todos os dias que descobres que um amigo teu é um lobisomem. E a conversa que Ema teve com o Sr.Lobo? Será verdade aquilo que ele disse? Ou ele é simplesmente louco?

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publicado às 20:05

PARASSÓMNIA "Capítulo 9"

por Silver Sky, em 22.02.17

 Twenty one pilots -> sabem o que fazer! kiss

 

Capítulo 9

 

Dr. Baltasar fez o que Ema lhe pediu há dois dias e trancou-a no quarto durante o dia todo. Ao chegar a noite, Ema sentiu-se nervoso e inquieta, no entanto, quando a lua cheia atingiu o ápice do céu, nada aconteceu. Apenas ouvia os uivos desesperados do Sr. Lobo e como o enfermeiro do outro dia disse, naquela noite a ala psiquiatra do hospital tinha-se transformado num autêntico circo com pessoas a gritar, a chorar, ou a gemer. E para Ema ouvir tanta dor e sofrimento ao mesmo tempo era simplesmente doloroso. Era como se ela conseguisse sentir toda aquela dor dentro dela. Ao primeiro feixe de luz de sol, Dr. Baltasar abriu a porta do quarto de Ema e encontrou-a sentada na cama com os braços à volta dos joelhos, olhando pensativa para a janela.

-Como te sentes? – perguntou o doutor, aproximando-se dela. – Como foi a transformação?

Ema olhou para o Dr. Baltasar e acabou-se por levantar finalmente da cama.

-Não aconteceu nada. – respondeu depois Ema desanimada.

-Está decidido. Hoje assino o teu termo de responsabilidade e vais para casa. Tu não pertences aqui, Ema. – disse Dr. Baltasar, olhando seriamente para ela.

 

XXX

 

Ema encontrava-se na sala da sua casa em frente do seu computador portátil a pesquisar na internet algo que pudesse encontrar sobre a sua família. Mas era um beco sem saída. Ema bufou de frustração e deixou cair cara sobre o teclado do computador.

De repente batem à porta. Ema acabou por ir abrir.

-Quando estavas a pensar dizer-me que tinhas saído do hospital? –perguntou Dinis com uma expressão zangada e chateada.

-Desculpa. Mas eu ia agora mesmo telefonar-te. – respondeu Ema arrependida.

-Podias-me ter telefonado antes de eu ter ido até lá visitar-te! Poupava uma viagem inútil de carro e evitava fazer figura de parvo! –falou Dinis ainda muito furioso, entrando pela casa a dentro.

-Eu sei, Dinis. E penso imensa desculpa por isso. Mas precisava de um tempo sozinha para pensar.

-E como estás? – perguntou Dinis agora com uma expressão preocupada.

-Eu, estou bem. – respondeu Ema com um pequeno sorriso.

-Ainda bem que tiveste juízo e saíste finalmente daquele lugar! – disse Dinis com uma expressão de alivio por Ema estar finalmente em casa.

Ema sorriu para o amigo e perguntou-lhe:

-Queres alguma coisa para beber? Água, sumo, cerveja?

-Pode ser uma cerveja.

Ema foi até a cozinha e regressou minutos depois com uma cerveja, entregando a Dinis.

Dinis deu um gole e os dois acabaram por se sentarem no sofá.

-Ema…porquê é que disseste que estavas amaldiçoada? – perguntou Dinis olhando para ela confuso.

Ema levantou-se e foi até mesa, agarrando no diário da sua avó e entregando-o a Dinis.

-Esse é o diário da minha avó. Ela escreveu aí que a minha família estava amaldiçoada.

-Que tipo de maldição, Ema? – perguntou Dinis, olhando intrigado para a amiga.

-Que o meu bisavô era um… lobisomem, que a minha tia-avó também era um…e que eu também sou um…lobisomem. – respondeu Ema, com uma expressão sombria.

-E tu acreditas nisso?

-Porque iria a minha avó mentir sobre isso?

-Há dois dias trás foi lua cheia… - Dinis ficou com um ar sério e fitou depois Ema.

-Não, Dinis. Eu não me transformei em nenhum lobo gigante. Se era isso em que estavas a pensar.

-Então podes estar enganada, Ema! – Dinis levantou-se do sofá com um brilho esperançoso no olhar.

-Infelizmente não estou enganada, Dinis. – falou Ema com uma expressão triste. -Eu sinto que dentro de mim existe algo…algo muito mau a crescer. Desejoso para se libertar. – Ema tinha agora um olhar sombrio.

-Ok. – disse Dinis, respirando fundo. – Independentemente daquilo que esteja a acontecer contigo, tu sabes que podes sempre contar comigo, Ema. Eu vou estar sempre aqui para ti e nós vamos arranjar uma forma de tu superares isso. Juntos. – Dinis sorriu depois para ela.

- Obrigada. Nem imaginas o quanto importante é para mim ouvir isso. – agradeceu Ema, devolvendo o sorriso ao amigo.

 

Bem parece que a teoria da Ema sobre a lua cheia não correu lá muito bem. Ela não se transformou em nenhum lobo. Será que ela enloqueceu mesmo? Será verdade ou é apenas tudo da imaginação dela? Agora que Dinis já sabe de tudo o que acham que vai acontecer?

 

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publicado às 16:58

Cold Blood - Capitulo 15

por Silver Sky, em 18.02.17

 

Capitulo 15

Kyle entra no apartamento, caminha até ao frigorifico e abre-o, colocando lá dentro as bolsas de sangue que tinha na mochila.

A seguir vai até ao quarto de Cedric, mas ele não estava lá.

-Cedric? – chama Kyle, abrindo a porta da casa-de-banho e voltando depois a sala. – Estranho ele disse-me que ia ficar em casa. – diz depois o rapaz para os seus botões.

De repente em cima da pequena mesa central de madeira vê um bilhete.

Kyle agarra no bilhete e começa a ler:

“Desculpa, Kyle. Mas tive que acabar com isto uma vez por todas. Não venhas atrás de mim”.

-Cedric, o que tu foste fazer? – diz Kyle em voz alta com uma expressão alarmada.

A seguir o jovem vampiro tira do bolso das calças o telemóvel e liga para Nathan Campbell (um bruxo muito amigo de Cedric).

Nathan atende ao terceiro toque:

-Boa noite, quem fala? – diz o bruxo do outro lado da linha com uma voz muita educada.

-Nathan, sou eu, o Kyle. – responde rapidamente.

-Oh, olá, Kyle, tudo bem?

-Nem, por isso. Preciso que me localizes o Cedric.

-Mas está tudo bem? – pergunta Nathan num tom de voz preocupada.

- Não, e não vai ficar se eu não encontrar o Cedric a tempo.

-Está bem. Eu vou localizar o Cedric o mais rápido possível. Mando-te depois o local por mensagem.

-Obrigado, Nathan. Eu depois explico-te tudo. – diz depois Kyle, desligando a chamada.

Não valia apena dizer que Kyle estava uma pilha de nervos. Nathan tinha localizar Cedric o mais rápido possível. Antes que uma tragédia acontece-se.

 

Mason, Alex e Tessa encontravam-se sentados na areia virados para o mar, a observar o sol a pôr-se.

-Vocês lembram-se quando passávamos dias inteiros na praia. – diz Tessa com um sorriso e um olhar nostálgico, olhando para os dois rapazes.

-Sim como se fosse ontem. Tenho saudades desses tempos. – confessa Alex, olhando para o mar.

-É bom estar de volta. – diz a seguir Mason com um sorriso feliz.

Os três amigos acabam por se envolver num grande abraço.

-Acho que já chega, não? – refila Tessa divertida, enquanto estava no meio dos dois rapazes a ser esmagada pelos braços deles.

Alex e Mason riem-se.

-Não sejas careta, Tessa. Tu já tinhas saudades dos nossos abraços, admite lá. – fala a seguir Alex divertido.

-Eu posso já não ser o alfa mas ainda consigo acabar com vocês os dois num piscar de olhos. – responde Tessa com um sorriso convencido e divertido.

Os dois acabam por libertar finamente Tessa dos seus braços. Mas Mason fica repentinamente sério.

-O que foi, Mason? -pergunta Tessa, apercebendo da mudança de humor do amigo.

Mason olha para Tessa e diz por fim:

-Tessa, eu quero devolver-te o poder de alfa. É o correto a fazer. Ele pertence-te a ti e não a mim.

-Mason, eu já te disse que não importa quem é o alfa, mas sim que a alcateia esteja toda unida e em segurança. – responde Tessa, sorrindo para o amigo.

-E então a Mia? Porque é que ela não está na cidade? – pergunta a seguir Alex, tentando mudar o assunto.

-Ela foi até Miami ajudar uma amiga. Longa história. – responde Mason, olhando para Alex.

-Bem, sendo assim quando ela voltar temos que fazer um grande jantar para recordar os velhos tempos e para começar a fazer memórias novas. – diz a seguir Tessa animada.

-Combinado. – diz Mason, sorrindo.

Entretanto aparece Chad a caminhar na direção deles.

-Chad, é um bom rapaz. – diz Tessa com um sorriso, olhando para o Chad enquanto que ele se aproximava deles.

-E como tu lhe salvaste a vida, ele vai pagar essa divida, sendo sempre leal a ti. – diz a seguir Alex.

-Eu sei disso. Por isso, tenho que o proteger. Ensinar-lhe tudo sobre como ser um lobisomem. Mas, a verdade é a minha vida não é lá muito calma. – responde Mason, quase num desabafo.

-Não te preocupes. Nós vamos ajudar-te com isso, Mason. – diz Alex, colocando a sua mão sobre o ombro do amigo, dando-lhe assim um certo reconforto.

Tessa assenta com a cabeça, exibindo um sorriso.

-Podes contar connosco. – diz depois ela.

Por fim, Chad chega junto deles.

-Então! Vai um mergulho? – perguntou Chad com um sorriso e uma expressão animada, olhando para eles.

Mason, Alex e Tessa assentam com a cabeça, mostrando um sorriso e a seguir todos vão para dentro da água.

 

Natalie, Mia, Jessy, Summer e Logan entraram no bar onde supostamente estava a bruxa Collins Lincon.

O bar estava repleto de pessoas que dançavam, conversavam e bebiam ao som de uma música bastante alta.

-Isto faz-me recordar os velhos tempos. – diz Natalie com um sorriso nostálgico, olhando depois para Mia que lhe devolveu o sorriso.

-Vocês vêm a Collins nalgum lado? – pergunta a seguir Logan, olhando para as quatro.

-Não. – responde Summer.

Mia, Natalie e Jessy também assentiram não.

-Ok, sendo assim vamos ficar atentos. Ela deva estar aqui nalgum lado – diz depois ele.

A seguir Mia, Summer e Logan começaram a olhar à sua volta, movendo-se pela multidão.

-Oh! Adoro esta música! – exclama Natalie animada. – Vamos dançar! – agarra depois no braço de Jessy.

-Mas, nós, estamos aqui para encontrar a tal Collins e não para dançar. – responde Jessy confusa.

-Como tu te enganas minha pequena Jessy. – diz Natalie com um sorriso divertido. – Eles estão aqui para encontrar essa tal bruxa, mas nós estamos aqui para nos divertir! – Natalie entusiasmada agarra na mão de Jessy e puxa-a para o centro da pista de dança (para o meio da confusão toda). E as duas começam a dançar.

Entretanto Summer vê Jev Carter junto ao balcão.

-O Jev está qui! – fala Summer para Mia e Logan. – Por isso, ele deve saber onde a Collins está.

-Eu vou avisar a Natalie e a Jessy. – diz Mia, afastando deles os dois e começando a caminhar na direção onde Natalie e Jessy estavam.

DESCULPEM POR NÃO TER POSTADO ATÉ AGORA NENHUM CAPITULO. MAS AQUI ESTÁ O CAPITULO 15. ESPERO QUE GOSTEM. NÃO TIVE TEMPO PARA REVER POR ISSO SE TER ALGUM ERRO SORRY. E TAMBÉM APROVEITO JÁ PARA DIZER QUE FALTA MAIS SÓ TRES CAPITULOS PARA COLD BLOOD ACABAR. BOA LEITURA.

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publicado às 12:34