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Black Sea - Capitulo 1

por Silver Sky, em 23.06.15

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Capitulo 1

Querido diário hoje é a minha última noite aqui em Valência, amanhã partirei num navio com o meu pai rumo a Inglaterra para conhecer o meu noivo, que a única coisa que sei dele é que chama Gregori Law e que é um cavalheiro, dono de uma empresa bem-sucedida e que estou noiva dele á dois anos. Por isso não minto e admito que estou com medo e nervosa de conhecer o meu futuro esposo….

De repente Estella houve um barulho vindo da janela, pára de escrever e levanta-se dirigindo-se a esta, abre-a e olha lá para baixo, vendo a sua amiga Francesca a acenar-lhe.

-Estella, estão a executar dois piratas na praça pública, vens? – diz a amiga, olhando para cima.

-Espera só um minuto. Já vou descer. – responde Estella, fechando a janela.

A seguir veste um casaco de malha e sai apressada do quarto, descendo as escadas a correr e saindo depois de casa.

-Rápido. Se não perdemos a execução. – diz Francesca impaciente.

Estella dá a mão á amiga e as duas começam a correr pela rua o mais rápido que conseguiam.

Chegam á praça que estava lotada de pessoas  curiosas e ansiosas para ver os dois piratas a serem enforcados pelos terríveis e horrendos crimes que fizeram. Sem largarem as mãos, Estella e Francesca começam andar pela multidão, tentando chegar o mais perto possível á frente para ver os dois piratas. Depois de vários empurrões e várias palavras mal criadas as duas raparigas finalmente conseguem chegar á frente onde a visibilidade dos dois piratas era perfeita. Os dois piratas estavam de pé em cima do palco de madeira, cada um tinha duas cordas enroladas ao pescoço. Ao lado deles encontrava-se o carrasco com a cara tapada, a pessoa que os iria executar. O medo era bem nítido nos olhos dos dois piratas. De repente um homem, um cavalheiro, com roupas formais e uma cabeleira branca aos caracóis sobe ao palco, ficando de frente para a multidão ansiosa e de costas para os dois piratas. O cavalheiro desenrola uma folha com um símbolo do rei gravado. Depois tosse limpado a garganta e finalmente o homem dita a condenação dos dois piratas pelas horríveis e terríveis crimes que eles tinham cometido. Terminada a condenação, o cavalheiro faz com a mão um sinal ao carrasco e este puxa a alavanca que faz com que o chão do palco se abra e os dois piratas caiam, ficando presos pelo pescoço. Ao verem aquilo as duas raparigas tapam os olhos com as mãos, sentindo-se horrorizadas por aquilo que tinham acabado de presentear, enquanto o povo batia palmas e assobia ao verem aqueles dois infames homens a morrerem lentamente.

Estella e Francesca viram costas e começam a ir embora.

-Não sei porquê é que ainda reagimos assim, depois de tantas execuções que nós já vimos. – diz Francesca com um ar confuso.

-Porque eles podem ser piratas, criminosos, mas não deixam de ser seres humanos. – responde Estella olhando para amiga.

Uma vez já longe da multidão uma carruagem pára á frente das duas raparigas. A portinhola da carruagem abre-se e um homem de roupas elegantes com um chapéu e de barbas pretas sai. Era Alfonso Fernandez, pai de Estella.

-Estella, o que fazes aqui? Não me digas que vieste ver execução daqueles dois piratas? – perguntou Alfonso com uma voz séria e autoritária.

-Pai, não é nada de mais. – responde Estella.

-Mas não é sítio para duas raparigas como vocês estarem. É perigoso.– volta a dizer o pai de Estella com a mesma voz autoritária. – Agora entra imediatamente para a carruagem.

Estella despede-se de Francesca e entra para dentro da carruagem seguida pelo seu pai. Alfonso fecha a portinhola e a carruagem entra em andamento.

-Estella, eu não te criei nem te eduquei para tu assistires a execuções publicas. – diz Alfonso com um ar duro.

-Pai, eu já não sou uma criança. Sou já uma mulher, por isso tenho direito de fazer o que eu quero, não? – diz Estella.

-Filha não fica bem tu estares em praça publica assistires a uma execução de dois piratas. Suja o nome da nossa família. Nós não nos expomo-nos a isso.

-Eu sei, por causa da nossa posição social. Por causa de eu ser filha do banqueiro. Mas pai, francamente eu já aceitei casar com um homem que eu mal conheço. Por favor deixe-me pelo menos ir para onde eu quero. Ver o que me apetecer e estar com quem eu quero. Só lhe peço isso. Não me tire a minha liberdade, que já tem os dias contados. – diz Estella com um ar sério e triste, porque a verdade era só uma. Estella ia-se casar contra sua vontade.

Alfonso fica uns segundos a olhar para a filha e finalmente fala:

-Eu percebo-te filha. Mas sabes que tua mãe vai ficar fula, quando descobrir que tu estives-te novamente a assistir uma execução publica.

-Tens mesmo que lhe contar? – pergunta Estella.

A mãe de Estella, Amélia Fernandez, era uma lady,  e como mulher do banqueiro da cidade, dava muito importância a aparência e ao que os outros diziam. Por isso se soube-se que Estella esteve a assistir a uma execução publica não iria gostar nada. Aliás iria atazanar a cabeça de Estella com sermões longos e sem sentido nenhum.

p.s. espero que gostem bjs :)

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publicado às 11:39


3 comentários

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De sacha hart a 23.06.2015 às 15:12

Vou gostar de ler esta história que se passa num tempo mais antigo!
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De twilight_pr a 24.06.2015 às 19:46

Olá, já postei o cap 12 :D espero que gostes
Vou-me atualizar e já venho cá ler ^-^
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De twilight_pr a 24.06.2015 às 19:59

Olá again, já li o capítulo e adorei o primeiro capítulo.
Meu Deus, gostei mesmo!
Já tens uma leitora para os próximos capítulos.

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