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Black Sea - Capitulo 11

por Silver Sky, em 01.11.15

Não esqueci desta história lol. Desculpem por não ter publica-la mais, mas deixeia-a de a escrever por causa do estagio. Mas aqui vai o 11º capitulo :). Para quem quere reler ou ler o capitulo: Capitulo 10

black sea.JPG

 

Capitulo 11

Estella encontrava-se nos seus aposentos a ler um livro que Joseph lhe tinha dado esta tarde quando de repente sente um calafrio e uma brisa fria que apaga a única vela que se encontrava acesa, deixando assim o pequeno quarto na escuridão. Estella levanta-se da cadeira onde se encontrava a ler e sai do camarote, subindo o lance de escadas até ao convéns. A noite estava gelada, chovia e o mar encontrava-se agitado. Estella olha a sua volta e vê Joseph, a frente do leme. Caminha na direção dele.

-Estella, devias estar no interior! – diz Joseph, já completamente molhado.

-Onde estamos? – pergunta Estella, sentindo a chuva a bater no seu rosto.

-No mar negro. – responde o pirata. – O mar das almas perdidas. – diz a seguir Joseph com uma voz misteriosa.

-Mar das almas perdidas? – inquere Estella curiosa.

-Conta a lenda, que estas águas tem poderes hipnóticos. Quem se atrever a olhar o mar negro ficara de tal maneira enfeitiçado que se lançará a água e morrerá afogado. Por isso que se chama o mar das almas perdidas, porque debaixo destas águas estão centenas de navios naufragados e de pessoas que morreram enfeitiçadas.

De repente ouvem um grito, seguido por um som de algo a cair ao mar.

-HOMEM AO MAR! – grita um pirata.

-TODOS PARA DENTRO! – ordena Joseph, agarrando na mão de Estella e levando-a para dentro dos seus aposentos.

O resto da tripulação recolhe-se nos seus camarotes, esperando atravessar o mar negro por completo.

Joseph fecha a porta do seu camarote, virando-se depois para Estella que se encontrava de pé, quieta a olhar para ele.

-Deves pensar que sou um péssimo Capitão. Deixar morrer um dos meus homens e não fazer nada para o salvar. Mas seu eu tenta-se salva-lo, poderia perder muitos mais homens. – diz Joseph, olhando para Estella.

-Eu não penso nada disso, Joseph. Tu és Capitão e tens que tomar as melhores decisões para o bem da tua tripulação. – responde Estella com um sorriso, tremendo um pouco de frio.

Joseph repara no estado da rapariga. Molhada e com frio e agarra numa manta que tinha sobre a sua cama e coloca-a sobre os ombros de Estella.

-Obrigada. – agradece Estella, com um pequeno sorriso, enrolando-se ainda mais na manta.

-Estella, sobre o beijo do outro dia…

-Joseph, eu já disse que esta tudo bem. – interrompe a rapariga.

-Eu não vou negar que gosto de ti, Estella. Mas eu e tu não temos futuro. – diz  Joseph com uma expressão triste e derrotista.

-Porque dizes isso? – pergunta Estella confusa.

-Porque eu sou um pirata e tu…

-E eu o quê? – Estella volta a interrompe-lo.

-Tu és uma rapariga que tem uma vida em Valência. Tens lá tudo, os teus pais, amigos… E podes não ter casado com Gregori Law, mas um dia vais encontrar um homem que te vai dar uma vida estável, segura e feliz.

-Estou a ver que já planeaste o meu futuro todo sem me consultar. – diz Estella num tom irónico, exibindo um sorriso.

-É verdade Estella. O que eu tenho para te oferecer? – diz a seguir Joseph. – Uma vida insegura e cheia de perigos.

-E já paras-te para pensar que se calhar é isso que eu quero? Uma vida cheia de aventura ao teu lado, em vez de uma vida segura, pacata e infeliz. – diz Estella, aproximando-se de Joseph e depositando nos lábios do rapaz um beijo doce.

De repente um pirata entra pelo camarote a dentro. Estella e Joseph afastam-se.

-Capitão, terra a vista! – diz o pirata com um ar entusiasmado.

Joseph sai do camarote e Estella segue-o. Os dois sobem para a parte de cima do navio, vendo no horizonte uma extensão de terra.

-Preparada para conheceres o tesouro lendário do pirata nórdico Olaf? – pergunta Joseph olhando para Estella que se encontrava ao seu lado.

-Mais que preparada. Estou ansiosa. – responde Estella com um sorriso e olhos cintilantes de curiosidade.

-NAVIO PIRATA A VISTA! – grita um pirata em cima do mastro.

 

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publicado às 21:04