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Cold Blood- Capitulo 8

por Silver Sky, em 30.10.16

Feliz Dia das Bruxas. Enjoy !

 

 

 

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Capitulo 8 

Cedric e Kyle estavam num bar em Brooklyn a jogar snooker. 

-Jogas pior que uma rapariga, Kyle. – diz Cedric num tom de voz divertido. 

-Cala-te e joga! – resmunga Kyle com um ar carrancudo. 

Cedric sorri e prepara-se para jogar, entretanto Isaac entra no bar e quando Kyle o vê enerva-se e parte o taco de snooker ao meio. 

-Kyle? – pergunta Cedric confuso olhando para o rapaz. – O que te deu? 

-Isaac! – responde Kyle com uma expressão furiosa no rosto. – Eu vou arrancar-lhe aquela cabeça! 

Kyle preparava-se para caminhar na direção de Isaac, mas Cedric rapidamente coloca-se a frente dele, bloqueando o caminho. 

-Tu não vais fazer nada! Vamos embora! – diz o vampiro, puxando Kyle para fora do bar. – Tu não estas bom da cabeça, Kyle! Descontrolares-te daquela forma a frente das pessoas! – Cedric repreende-o com uma voz severa. 

-Por causa dele, eu e a Jessy estamos chateados! – exclama Kyle ainda furioso. 

-Não! Vocês os dois estão chateados por causa dos teus ciúmes ridículos! 

De repente uma estaca de madeira acerta Cedric na barriga. Kyle assusta-se. Cedric remove a estaca de madeira e quando olha para o lado vê um jovem a desaparecer na escuridão. 

-O que foi isto? – pergunta Kyle confuso. 

-Uma longa história. – diz Cedric, respirando fundo e examinando a barriga, que estava isenta de qualquer ferimento. 

-Entretém-me. Já que eu não posso arrancar a cabeça ao Isaac. – diz Kyle sarcasticamente. 

-A uns anos atrás, em Lisboa, Natalie foi capturada por  uns caçadores de vampiro. Foi torturada e se eu não a tivesse encontrado a tempo, eles teriam na matado. – começa por dizer Cedric um pouco alterado. – E eu depois por vingança matei toda a família desses caçadores, deixando apenas uma criança viva para que ela desse descendência a uma nova geração, para que depois pudesse voltar matar e continuar assim a minha vingança. 

-Que cena! Eu não fazia ideia! – diz Kyle surpreso com a revelação do amigo. 

-No fundo eu sou um monstro, Kyle. – confessa Cedric com um ar sombrio. 

-Não, tu fizeste isso por amor! Porque amas a Natalie. Eu faria o mesmo pela Jessy. 

-O amor faz-nos cometer loucuras, Kyle. Por isso eu não quero que tu cometas os mesmos erros que eu! Se matares o Isaac não vais sentir-te melhor, acredita em mim! Pelo contrario, tu vais-te sentir atormentado para o resto da tua vida! 

-Então aquele que te atacou a bocado, foi a última  criança  que deixas-te viva? 

-Sim. Chama-se Bruno Fidalgo. 

-Bem, agora já não é uma criança! – diz Kyle com um tom brincalhão. – E o irónico é que ele agora  é que te está a caçar a ti. O que vais fazer? 

-Não sei. Preciso de pensar. 

 

Lisboa, 1910 

Natalie tinha desaparecido já fazia algum tempo. Cedric já tinha percorrido todas as ruas e cantos da cidade á procura dela. E nada. Parecia que ela tinha-se evaporado. De uma coisa Cedric tinha a certeza Natalie não teria ido embora de Lisboa. Ela nunca o iria abandonar. Eles prometeram ficar sempre juntos. Mas começava achar estranho não haver nenhum sinal de Natalie em nenhum lugar. Nenhum cadáver abandonado em nenhum sitio. Isso deixava Cedric a pensar, porque quando a morena se chateava com ele, ela fazia duas coisas. Ou matava a sangue frio ou embebedava-se até cair para o lado. E não havia a existência de nenhum dos dois em lado nenhum. 

Cedric para por uns segundos e encosta-se a um dos postes de luz, que iluminava a rua. Tentava manter calma, não desesperar. Mas só o pensamento de ter perdido Natalie e nunca encontra-la assustava-o. 

De repente sente o cheiro de Natalie. Leve, mas Cedric sabia que era o dela. Podia passar anos ou séculos, que ele nunca iria esquecer o cheiro de dela. 

Sem perder qualquer tempo começa a rastrear aquele cheiro com  esperanças que o leva-se até Natalie. 

 

Natalie estava presa pelos braços, quase inconsciente. Correntes de ferros cheias de verbena envolviam-lhe violentamente os pulsos. O seu rosto e as suas roupas estavam ensanguentados. E as feridas que percorriam o seu corpo custavam a sarar devido a grande quantidade de verbena que ela tinha dentro do seu organismo. 

Apesar da visão turva, Natalie via três homens que a vigiavam, caso ela tenta-se fugir. Mas naquele estado, nem um dedo ela conseguia mexer. 

De repente a luz do velho armazém onde Natalie estava mantida prisioneira apaga-se, ouvindo-se depois gritos agoniantes e cheios de medo, seguindo-se rapidamente por um silêncio mórbido e aterrorizante. 

Natalie esforça para abrir mais olhos e vê diante de si, Cedric com a boca e cara cobertos de sangue. O seu rosto era um rosto de um demónio. Mas Natalie não tinha medo dele. 

-Natalie. – diz Cedric mostrando uma expressão de alivio, ao vê-la viva. 

-Cedric… - murmura Natalie sem forças. 

-Vai ficar tudo bem, Nat. 

Cedric solta Natalie das correntes, que cai inanimada nos braços dele. Cedric agarra nela ao colo e leva-a para fora do velho armazém. 

A seguir com todo o cuidado ele coloca-a no chão, sentando-se ao lado dela. 

-Tive tanto medo de te perder, Natalie! 

Natalie olha para ele e, passa carinhosamente a sua mão pelo rosto do rapaz. 

-Mas estou aqui, Cedric. Graças a ti. Obrigada! – responde Natalie com um pequeno sorriso. 

-Mas pensar que… 

-Shhhhhiu. – diz Natalie colocando o seu dedo a frente dos lábios de Cedric. 

Cedric fica quieto a olhar para ela. 

-Apenas promete-me uma coisa. Promete-me que nunca vais desistir de mim. – pede Natalie. 

-Eu prometo. Prometo que nunca vou desistir de ti ou te abandonar. Vou estar sempre aqui para te proteger! – responde Cedric. 

Natalie aproxima-se mais de Cedric e abraça-o com toda a força que ainda lhe restava. Cedric sorri e envolve o corpo de Natalie com os seus braços. 

-Apesar de toda o mal que me aconteceu eu estou feliz por te ter conhecido, Cedric Bash. 

p.s. mais um capítulo. e este é muito especial. :)

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publicado às 20:05