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Parassómnia - Capítulo 13

por Silver Sky, em 22.03.17

 cliquem :)

 

Capítulo 13

Ema entrou no consultório do Dr. Baltasar e sentou-se na cadeira que se encontrava a frente da secretária. Ficando de frente para o psicólogo.

-Olá, Ema. – cumprimenta-a o doutor com um sorriso. – Como te tens sentido desde a última vez que falamos?

-Muito melhor. O doutor tinha razão. Eu deixe-me levar muito por aquilo que a minha avó escreveu no seu diário. Como o doutor disse são apenas histórias. Os lobisomens não existem e certamente eu não sou um. – disse Ema, sorrindo nervosa. – A minha avó tinha apenas uma mente muito criativa.

-Fico feliz em ouvir isso, Ema. – disse Dr. Baltazar, voltando a sorrir. – Mas mesmo assim acho que devíamos continuar com as consultas.

-Acho que já não preciso, doutor. Não voltei a ter pesadelos e nem alucinações. Mas agradeço tudo o que fez por mim. Ajudou-me imenso.

-Hum…está bem. Mas caso precisas de falar ou desabafar sabes onde me encontrares. O meu consultório estará sempre de portas abertas para ti, Ema. – disse Dr. Baltasar, sorrindo calorosamente a Ema.

-Obrigada, doutor. – Ema devolveu-lhe o sorriso.

 

XXX

 

Encontravam-se todos no quarto de Ema.

-Então, qual é o truque para despertar a transformação? – perguntou Ema curiosa, olhando para Gaspar.

-Raiva. – respondeu Gaspar. – Tu precisas de sentir raiva.

-Pois…mas isso é mais fácil de dizer do que sentir. – disse depois Ema.

-Eu tenho uma ideia! – disse rapidamente Gaspar com um sorriso travesso.

-E qual é essa ideia? – perguntou Ema, franzindo a sobrancelha.

-Confia em mim.

A seguir Gaspar agarrou em Ema e fechou-a dentro do guarda-fatos, bloqueando depois a porta com as costas para ela não sair.

-Gaspar! O que estás a fazer? Tira-me daqui! – gritou Ema em pânico, batendo violentamente na porta do guarda-fatos.

-Confia em mim, Ema. – voltou a dizer Gaspar.

-Hei, meu! O que estás a fazer?! Deixa-a sair daí! – disse a seguir Dinis nervoso e preocupado.

-Só mais um segundinho. – falou Gaspar, ainda a bloquear a porta com as costas para Ema não sair.

-DEIXA-ME SAIR! – gritou Ema furiosa, cheia de raiva.

-Gaspar! Tira-a daí! – disse Dinis começando a ficar irritado.

De repente Ema calou-se e parou de bater na porta do guarda-fatos. O quarto ficou mergulhado num silêncio assustador.

Dinis olhou para Gaspar confuso e preocupado. Pensado imediatamente no pior.

-Hora do espetáculo! – disse Gaspar com um sorrisinho divertido, afastando rapidamente da porta do roupeiro.

A porta do guarda-fatos abriu-se e dois olhos vermelhos brilhantes surgiram da escuridão.

Dinis assustado deu um passo para atrás.

Ema saiu finalmente do guarda-fatos. Estava diferente. O seu rosto tinha contornos animalescos, as suas unhas tinham-se transformado em garras e os seus dentes estavam maiores e mais afiados. Tinha uma expressão sombria e assustadora.

Ema olhou com os seus olhos vermelhos para Gaspar e atacou-o, com um simples golpe atirou-o ao chão. A seguir colocou-se por cima dele e rosnou. Dinis tremeu e engoliu em seco. Ema olhou uma última vez para Gaspar e acabou por sair de cima dele, voltando-se para Dinis, começando a caminhar na direção dele.

-Ema! Sou eu, o Dinis! – falou Dinis assustado, afastando-se à medida que Ema se aproximava dele.

Mas Ema não o ouvia. Parecia que estava num transe qualquer.

Dinis acabou por bater de costas contra a parede e Ema agarrou-o pelo pescoço, apertando-o com toda a força.

-Ema… - disse Dinis, começando a sufocar.

Mas Ema não o ouvia. Pelo contrário, apertou o pescoço ainda com mais força.

De repente Gaspar levantou-se do chão, agarrou numa cadeira e atirou-a contra Ema, que imediatamente largou Dinis e caiu a seguir inconsciente no chão, voltando ao normal.

-Esta foi por pouco! – exclamou Dinis ainda muito assustado.

 

XXX

 

Ema, Dinis e Gaspar encontravam-se na sala, sentados no sofá.

-Aquela foi a tua ideia brilhante de me ajudares? Fechar-me no guarda-fatos? – disse Ema, olhando para Gaspar, ainda zangada com ele.

-Resultou, não resultou? – respondeu Gaspar com um sorriso divertido.

-Eu poderia ter matado o Dinis se tu não me tivesses impedido! – disse rapidamente Ema ainda muito irritada.

-Mas, não o mataste, pois não?

Ema não respondeu e lançou simplesmente um olhar furioso a Gaspar.

-Ema. – falou a seguir Dinis. – Não te martirizes mais com isso. Eu, estou bem. – Sorriu-lhe a seguir.

 Mas Ema não lhe devolveu o sorriso, apenas limitou-se a olhar para as marcas arroxeadas que Dinis tinha no pescoço, desviando imediatamente o olhar. Fora ela que lhe fizera aquelas marcas. Era um monstro! Como Dinis ainda poderia estar ali a falar para ela como se nada tivesse acontecido? Naquele momento, Ema sentiu vergonha e nojo dela própria.

-Mas, eu não percebo. Como é que vocês na outra noite pararam a transformação? – perguntou a seguir Dinis curioso, olhando para eles os dois e interrompendo os pensamentos de ódio que Ema sentia dela própria.

-Eu beijei a Ema. – respondeu Dinis.

Ao ouvir a resposta, Ema olhou imediatamente para Dinis e depois para Gaspar que tinha uma expressão confusa e surpresa enquanto ainda olhava para eles os dois.

-Oh, isso… - começou por dizer Gaspar, sorrindo.

-Não é nada disso que estás a pensar! – falou rapidamente Ema. – O Dinis agiu como se eu estivesse a ter um ataque de pânico. Sustentar a respiração pode parar um ataque de pânico. E foi isso que aconteceu. Quando ele me beijou eu sustive a respiração e eu voltei ao normal. E foi assim que paramos a transformação.

-Cada um usa os truques que conhece. – disse Gaspar com um sorriso, piscando o olho a Dinis, que se encontrava nervoso. A seguir Gaspar olhou para Ema com uma expressão mais séria. – Mas o Dinis não pode passar a vida toda a beijar-te para impedir que tu te transformes, Ema. Ou é isso que vocês querem?

-Não! – responderam os dois ao mesmo tempo, trocando depois um olhar embaraçoso.

Gaspar riu-se divertido, olhando para eles os dois.

-Bom, voltando ao tópico inicial. – começou por dizer a seguir Gaspar. – A transformação é fácil. O difícil é voltar ao normal…à forma humana. Sei do que falo. Quando eu completei pela primeira vez a minha transformação, foi muito duro voltar ao normal. Pensei que ia ficar daquela forma para sempre, que nunca mais ia voltar a ver a minha forma humana…foi assustador. – disse Gaspar com uma expressão séria e nostálgica no olhar.

-E, então como conseguiste voltar ao normal? O que tu fizeste? – perguntou Ema curiosa e ansiosa.

-O truque é pensares em algo que te torne humano. Pode ser um objeto, um sentimento, ou pode ser uma pessoa. – respondeu Gaspar olhando para Ema e depois para Dinis.

Olá. Tudo bem? Mais um capítulo. E então o que acharam? Concrodam com os métodos de Gaspar a tentar Ema a completar a transformação? bjs e boa leitura

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publicado às 19:55


2 comentários

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De twilight_pr a 23.03.2017 às 14:33

Acho que estou a ficar desconfiada de toda a gente xDD acho que agora o Dr. pode estar a fazer parte disto tudo! Ai já não faço ideia, agora principalmente porque ela disse que já estava a fazer melhor. Será mesmo?! Já estou realmente a desconfiar de toda a gente xD
Vai na volta é mesmo o Gaspar, mas com este capítulo não me pareceu mesmo >< porque ele realmente entendeu que o Dinis gosta da Ema. Estou bastante interessada em saber como as coisas vão ser com a Ema e a sua transformação, mas agora depois do beijo que atrasou a sua transformação - também tenho de estar atenta à relação deles os dois xD
Bem, ajudou-a realmente a começar mudar para o seu estado de lobo... portanto acho que sim, acho que foi um bom método ^^

Beijinhos grandes <3
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De Silver Sky a 23.03.2017 às 19:39

Obrigada pelo comentário. :) agora os proximos capitulos vao ser focados na transformaçao de ema. E gosto de ler as tuas teorias bjs

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