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PARASSÓMNIA "Capítulo 11"

por Silver Sky, em 08.03.17

 

 

 Tyler Joseph (Twenty one pilots) -> cliquem ;)

Capítulo 11

Os dois saíram do hospital. Ema encontrava-se com uma expressão pensativa.

-Tu não vais acreditar no que aquele louco te disse, pois não? – perguntou Dinis, olhando para ela.

-Eu não posso completar a transformação. – disse rapidamente Ema, virando-se para ele. – Dinis, tu tens que me matar, antes que isso que aconteça.

-Vejo que acreditaste mesmo naquilo que aquele homem disse. – disse Dinis, suspirando. – Ema, tu não vez que ele inventou aquilo tudo? Ele é louco. Não sabe o que diz.

Mas Ema ignorou as palavras de Dinis e continuou a dizer:

-Dinis, tu tens que prometer! Tens que prometer que o fazes! – olhando para ele com uma expressão aterradora e desesperada.

 

XXX

 

Ema abriu imediatamente a porta a Dinis.

-Trouxeste? – perguntou Ema ansiosa, enquanto Dinis entrava em casa.

-Sim. Está aqui. – respondeu Dinis, tirando a arma do bolso do casaco. – É do meu pai. Não foi nada fácil encontra-la.

-Perfeito! – disse Ema, afastando-se. – Agora sabes o que tens que fazer, Dinis.

-Pensei que não estivesses a falar a sério sobre o assunto de te matar. – disse Dinis, olhando confuso para ela.

-Nunca falei tão a sério em toda a minha vida! – disse Ema com uma expressão sombria e séria. – Se eu matei aquele rapaz sem completar a transformação, imagina quando eu completar a transformação…poderei massacrar a cidade inteira!

-Tu não matas-te aquele rapaz, Ema! O Dr. Baltasar disse que tu estas simplesmente a vivenciar sintomas de parassómnia. Como sonambulismo, alucinações, pesadelos… - Dinis tenta chamar Ema a razão.

-O Dr. Baltasar pensa que aquilo que a minha avó escreveu sobre  a minha família é apenas uma história. Mas, Dinis, como podes ver tudo é real!

 

XXX

 

Ema e Dinis passaram o serão na sala a jogar as cartas. Dinis lançou a última carta. A carta da vitória.

-E pela segunda vez consecutiva eu GANHO! – disse Dinis feliz e orgulhoso com um ar vitorioso, agarrando em todo o dinheiro que estava em cima da mesa.

Ema revirou os olhos, deixando escapar um suspiro de frustração e dizendo:

-Porque é que te dei ouvidos quando tu propuseste jogar a dinheiro?

Dinis limitou-se a rir.

De repente sentiu um mau estar. A sua temperatura corporal subiu repentinamente, como se o seu sangue estivesse a ferver.

Ema automaticamente retraiu-se para frente, dobrando-se de dor.

-Ema, tu estas bem? – perguntou Dinis preocupado, aproximando-se dela.

-Está a acontecer, Dinis! – respondeu Ema em sofrimento sem conseguir olhar para ele. – A transformação está acontecer!

Dinis olhou alarmado para a janela.

-Mas hoje é lua crescente! – falou a seguir confuso, voltando a olhar para Ema.

-Dinis, tu precisas de me matar! – disse a seguir Ema, conseguindo finalmente olhar para ele.

Dinis ficou a olhar para Ema sem qualquer reação. Parecia que naquele momento todos os seus músculos, incluindo o seu cérebro tinham congelado.

Ema rapidamente agarrou na arma (que se encontrava sobre a pequena mesa central de madeira) e colocou-a na mão de Dinis. A seguir Ema encostou a arma contra a sua própria testa. A mão de Dinis começou a tremer.

-Dispara! – pediu Ema, fixando o seu olhar no olhar de Dinis.

Dinis engoliu em seco e respirou fundo, mas acabou por fechar os olhos, abanando a cabeça como forma de negação.

-Não! – exclamou a seguir Dinis assustado, voltando a abrir os olhos e olhando para Ema. – Tem que haver outra solução, Ema!

Dinis pousou novamente a arma em cima da pequena mesa central de madeira e foi depois buscar as correntes de ferro. A seguir ajudou Ema a levantar-se do chão e sentou-a depois numa cadeira, amarrando-a com as correntes de ferro.

Mas a dor de Ema tinha começado a piorar. Ela sentia como se todos os seus ossos tinham começado a partir. Gritava desesperada e em sofrimento. Dinis sem saber o que fazer olhava para ela assustado, tentando manter a calma, ao mesmo tempo que arranjava uma solução o mais rápido possível. Mas de repente os olhos de Ema ganharam um brilho vermelho e os suas unhas transformam-se em garras.

-Estou quase a completar a transformação! – falou Ema com uma voz rouca. – Tens que me matar, Dinis.  Por favor! – suplicou olhando para ele.

Dinis abanou a cabeça como negação.

-Tens que o fazer! MATA-ME! – gritou Ema com uma voz mais rouca e um olhar sombrio.

Dinis impulsivamente beijou Ema.

Ema arregalou os olhos com a atitude do amigo, mas começou a voltar ao normal.

-Porque fizeste isso? – perguntou Ema, olhando muito confusa para Dinis que ainda se encontrava muito próxima dela.

-Bem… - começou por dizer Dinis nervoso a medida que se afastava de Ema. – Não sei porque o fiz. Mas há uns tempos li na internet que suster a respiração pode parar um ataque de pânico. E quando te beijei…tu sustes-te a respiração e voltaste ao normal. – Dinis terminou coçando a nuca da cabeça sem jeito.

-Dinis, brilhante da tua parte agires como se eu estivesse a ter um ataque de pânico! – disse rapidamente Ema radiante. – Mas desta vez resultou e para as próximas vezes? Como fazemos? – perguntou ela ficando com um ar mais sério. – Não me podes estar sempre a beijar!

De repente os dois trocaram um olhar encavacado.  Ema estava claramente arrependida pela última frase que tinha dito. Tinha saído de forma errado.

-Bem…o que eu queria dizer…é que temos que ter uma solução mais fiável…permanente. – disse rapidamente Ema nervosa.

-Eu sei aquilo que querias dizer, Ema. E não te preocupes, nós vamos arranjar uma solução permanente. – respondeu Dinis com um sorriso. – Mas o melhor é ganhar uma batalha de cada vez. E o que interessa é que hoje conseguimos impedir a tua transformação. Por isso, devíamos ir comemorar.

-Sim, tens razão. – disse ela, sorrindo também.

-Ok, sendo assim vamos jantar fora e pagas tu como é claro! – disse a seguir Dinis com um ar divertido.

-Nem pensar! – protestou rapidamente Ema.

-Sendo assim eu não te tiro as correntes. – falou depois Dinis, encolhendo os ombros com um sorrisinho trocista.

 Bom o que acharam deste capítulo? Intenso, romântico, fofo? Eu achei as três coisas. E por que será que a Ema se começou a transformar em lua crescente? Mas eu admito que este é o meu capítulo preferido e não é porque o escrevi hahahah. bjs boa leitura

p.s este capítulo foi um pouquinho inspirado em duas cenas de uma série que eu vejo, teen wolf. Uma cena foi entre Stiles e Lydia e a outra foi entre Stiles e Malia.

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publicado às 16:16


2 comentários

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De twilight_pr a 10.03.2017 às 19:10

Vai na volta ela é um híbrido qualquer e que vai na volta a sua transformação não acontece em noite de lua cheia, mas sim em lua crescente.
Continuo a adorar o Dinis e acho-os aos dois mesmo fofos, este foi um dos capítulos mais fofos, especialmente porque se centrou muito na relação deles os dois e em como eles eram: principalmente a forma como o Dinis reage perante tudo o que está a acontecer à Ema, porque ele é sem dúvida a pessoa que está mais preocupado com ela e que sem dúvida vai lutar por ela.
Voltando à minha teoria de híbrido, vai na volta como disse ela é um: é por isso que tem os sonhos, e vai na volta é por isso que está tão consciente em tudo o que acontece e em como se sente e o facto de poder ver através dos sonhos as coisas. Não acredito que ela tenha morto o rapaz, não acredito muito nisso... a possibilidade de ter parado o ataque de outro lobisomem por ele ter descoberto que ela tinha sangue de lobisomem acho mais gira essa hipótese.
Estou para aqui com as minhas teorias e é melhor eu ter mais um capítulo xD
Este foi também um dos meus capítulos favoritos ^^

Beijinhos fofos :D
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De Silver Sky a 10.03.2017 às 19:57

Olá...obrigada pelo comentário :) como já disse adoro ler as tuas teorias. No próximo capítulo vai ser explicado o porquê de ela se começar a transformar em lua crescente e também vai aparecer uma personagem nova. BJS

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