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Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

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Porto de Venice, Los Angeles_

Eu, o Óscar e a Kiera encontrávamo-nos no Arrowboat, o nosso “quartel-general”. O que era muito mais fixe que a Arrowcave do meu priminho de Star City. Adiante, o barco que agora era o nosso centro de operações, era de Óscar. Foi-lhe oferecido pelo meu pai quando ele fez dez anos, um incentivo para Óscar sair mais de casa, mas que não resultou lá muito bem. Óscar continuou fechado em casa à frente do computador e o barco foi usado pelo meu pai para levar as amantes (já nessa altura a crise financeira do meu paizinho já se sentia), que eram as melhores amigas da minha mãe, que surpreendentemente sabia, mas que nunca fez nada, gostava demasiado do dinheiro do meu pai para se divorciar dele. Continuando, depois de o barco do meu irmão ser usado pelo meu pai como um antro de sexo selvagem, mais tarde foi usado por mim para fazer festas de arrombas em alto mar, aquele tipo de festas que faziam o meu priminho roerem de inveja. Agora, o barco servia um propósito maior e mais importante, era o sítio onde eu e a minha equipa discutíamos e planeávamos as nossas missões para apanhar os super-vilões.

- Isto está uma seca. – falei com uma expressão entediada enquanto me encontrava deitada num sofá velho, que tínhamos encontrado num contentor do lixo (admito que para o bem da minha sanidade mental evito pensar nos fluidos corporais que este sofá pode ter).

- Pois, mas estranho que pareça, hoje ainda não ouve nenhuma queixa de super-vilão. – disse Óscar entretido como sempre no seu computador. Com certeza a trabalhar nalguma coisa de génio. Ó não! Esperem. Ele está só a jogar Candy Crush.

- Eu estava aqui a pensar e acho que devíamos arranjar um “quartel-general” melhor, mais melhorado. – falou Kiera passado algum tempo, depois de terminar de pintar as unhas (algo que adorava faze, parece que o verniz não era uma coisa que existia no planeta dela), enquanto olhava com repulsa à sua volta.

- Pois, mas com que dinheiro? Quando o meu queridinho paizinho morreu deixou-nos na falência.  – respondi-lhe, olhando para ela.

- Lembro-me falares algo sobre esse assunto ( não referi anteriormente, mas Kiera era muito aluada, vivia sempre com a cabeça na lua e nas estrelas (perceberam? Hahah)), mas como o teu pai morreu mesmo?

- Como não te lembras? A famosa jornalista Iris West-Allen de Central City escreveu um artigo inteirinho sobre o meu pai :”Um dos homens mais corruptos de Los Angeles e das cidades fictícias vizinhas”. Em que planeta vives?!

- Recentemente na Terra. Mas tu sabes que eu sou de outro planeta, Mina. Krypton. Eu contei-te. – respondeu-me a Kiera com um ar confuso.

Ok, inteligência não é o forte de Kiera e o sarcasmo é algo que não existe no planeta dela. Mas apesar disso eu adoro-a, mesmo quando ela é burra como uma porta.

- Bom, mas qual história queres? A oficial ou não oficial? – perguntei-lhe depois.

- Qual é diferença? – perguntou ela com o seu habitual ar de ignorante. (eu sei que estou a descrever Kiera como uma completa snob, loira (morena) burra que é mais burra que um calhau, mas não é a minha culpa se ela é mesmo assim!)

Óscar e eu, olhamos um para o outro, trocando um breve sorriso divertido.

- Apenas alguns pormenores. Nada de especial.

- Hum…sendo assim, quero saber as duas histórias. – disse a Kiera com um ar entusiasmado.

- Bem a história oficial é pequena e simples. Numa bela tarde de domingo, o meu pai levou-nos a passear de iate e quando nos encontrávamo-nos em alto mar, fomos atacados por piratas e o nosso pai morreu ao protegermos, morrendo como um herói. Não é fixe?

- Sim, mas também é triste. – respondeu Kiera com pequenas lágrimas a surgir nos olhos.

- Então, espera pela história não oficial. – falou Óscar, superando mais um nível de Candy Crush.

- E então, qual é a história não oficial? – perguntou Kiera curiosa.

- A coisa principal que tens de saber sobre a história não oficial é que é a versão verdadeira. – disse depois eu enquanto Óscar retomava o jogo para tentar superar mais outro nível.

- Então, porque existe a versão oficial? – perguntou-me Kiera confusa.

- Porque a minha mãe não quis manchar a honra do bastardo do meu pai e o nome de família, por isso, inventou toda a história do iate, da saída domingo em família e os piratas, que achou que daria mais um pouco de drama a morte do meu pai.

- Desembucha! Estou ansiosa por saber! Qual é a versão não oficial? – disse Kiera impaciente.

- O meu pai como empresário corrupto que se prese adorava gastar o seu dinheiro sujo em álcool, drogas e putas. Numa noite para festejar uma compra milionária, levou os  amigos no seu iate privado cheio de droga e putas para alto mar. A festa foi tanta que ele acabou por ter uma overdose e cair ao mar e morrer. Fim. Não muito heroico, pois não?

- Isso é terrível! O vosso pai é… -começou por dizer Kiera.

- Um canalha? – interrompi-a.

- Não.

- Um bastardo ganancioso?

- Não.

- Um corrupto putanheiro?

- Mina! – advertiu-me rapidamente Óscar, não conseguindo passar de nível.

- Que foi? São só verdades! – respondi-lhe, olhando para ele com um ar confuso.

- Imbecil. Era essa a palavra que queria dizer. – Justificou-se rapidamente Kiera.

- “Imbecil”, é uma palavra muito simpática para descrever o meu querido pai. – respondi-lhe com um ar descontraído, levantando-me do sofá de modo a ficar sentada.

Entretanto, JennyQuick apareceu no barco com dois sacos de um restaurante italiano que ficava alguns quarteirões daqui.

- Porquê que demoraste tanto? – perguntei-lhe com um ar carrancudo. - Tenho um buraco no estomago do tamanho de um ovo de avestruz de tanta forme que eu tenho!

- Porque apanhei um táxi, depois tive que esperar a minha vez para fazer o pedido, o que não foi nada fácil, parecia que toda a gente tinha tirado a noite para comer naquele restaurante. Depois de fazer o pedido, ainda tive que esperar pela comida e só depois disso tudo é que me consegui despachar. – respondeu a  Jenny com a maior das naturalidades.

- O quê?! – exclamei, olhando para ela com um ar abismado. – Jenny tu és rápida! O teu super poder é a super-velocidade. Por que raio esperaste?

- Sim. A Mina tem razão. O único motivo para tu teres ido buscar comida é porque tu és rápida. Se fosse para esperar, iria um de nós busca-la. – falou o meu irmão.

- Pois…mas vocês sabem que eu não gosto usar os meus poderes para beneficio próprio. – falou  Jenny com aquele típico ar de super-herói (o ar habitual dela).

- És bem brutinha. Se fosse eu a ter super-poderes usava-os para o meu próprio beneficio. – disse eu, abanando a cabeça como forma de reprovação.

- Bem…isso agora não importa. Vamos comer? Estou esfomeada. – falou Kiera, pondo-se de pé.

continua...

Depois de tanto tempo sem postar, está aqui o primeiro capítulo desta aventura. Espero que gostem.

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publicado às 23:04


2 comentários

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De twilight_pr a 12.09.2017 às 14:54

Foi muito giro, já tinha saudades de ler. Especialmente porque é diferente do normal e confesso que gosto bastante do grupo que se formou. Gosto da forma como a Mina seja e a forma como fala mesmo naturalmente. Continuando, gosto bastante do irmão dela, porque não consigo não deixar de rir com ele.
A história de não usar a super velocidade para benefício próprio... gostei mesmo xD
Ansiosa para o próximo ;)

Beijinhos ^^
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De Silver Sky a 12.09.2017 às 15:06

obrigada :) e ainda que estas a gostar da história :)

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