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Sweet Blood #Capitulo 12#

por Silver Sky, em 09.01.15

 Capitulo 12

Veneza, 2003

Algumas semanas tinham passado e Natalie e Cedric continuavam chateados. Cedric podia ir embora e deixar Natalie. Mas não foi capaz de o fazer. Ele amava-a muito. Não tinha coragem de a abandonar.

Cedric encontrava-se de frente para o espelho a apertar os botões da sua camisa, quando de repente vê Natalie parada á entrada do quarto de Hotel com a porta entreaberta.

Cedric vira-se para trás, para encara-la.

-Natalie…

Natalie entra lentamente do quarto. Não se aproximando muito de Cedric.

-Desculpa por ter mordido aquela rapariga que se estava a fazer a ti. – diz Natalie num tom baixo. – E obrigada por não teres ido embora. Por teres ficado.

Cedric aproxima-se de Natalie e olha-o nos olhos.

-Eu nunca te deixaria Natalie. Eu prometi cuidar de ti. – depois de proferir aquelas palavras Cedric abraça Natalie.

Natalie esconde o seu rosto no pescoço de Cedric e aperta com força o corpo do rapaz.

Nessa mesma noite

Fabrício estava debruçado sobre a ponte, olhando o horizonte, quando Lana aparece por trás do irmão. Ela toca-lhe no ombro e Fabrício vira-se imediatamente, ficando desiludido quando vê a irmã. Ele esperava Natalie.

-A Natalie não vem, Fabrício. – diz Lana com um ar sério, olhando para o irmão. – Ela foi-se embora de Veneza com a Mia e o…Cedric.

-Tu sabias que ela o amava, não sabias? – pergunta Fabrício olhando a irmã.

- Toda a gente sabia, menos tu mano. – responde Lana. – Tu não querias ver isso.

Fabrício não responde limita-se a passar por Lana para ir-se embora. A rapariga impede-o.

-Fabrício não deixes que a vingança te consuma. – pede Lana, olhando o irmão.

Fabrício novamente não profere uma única palavra. Limita-se a virar costas e a ir embora de cabeça baixa.

 

Natalie pára á frente da porta 13. Tira a chave do bolso das calças de ganga e com esta abre a porta do quarto do Motel. Deixa, a porta abrir-se para trás lentamente. E depois dá uma pequeno passo á frente ficando apenas na entrada. Cedric encontrava-se sentado numa cadeira amarrado com cordas e pelo cheiro, as cordas deviam estar cheias de verbena. Fabrício estava sentado numa cadeira com os dois pés cruzados sobre a mesa. Ao ver Natalie ele levanta-se imediatamente.

-Entra, entra. – diz ele com um sorriso malicioso. – Eu sabia que vinhas salvar o teu querido amar. – sarcasmo estava acentuado naquela frase.

Natalie com um olhar frio e cauteloso entra no quarto de motel.

-Deixa o Cedric ir embora. O teu problema é comigo não com ele. – pede Natalie a Fabrício, mantendo a calma para não se exaltar e arrancar a cabeça daquele psicopata que tinha a sua frente.

-Aí, é que te enganas, minha querida. O problema também é com ele. Por causa dele tu foste embora e deixaste-me. – responde Fabrício com um ar sério e ameaçador.

-Deixa o Cedric ir embora ou eu juro que te mato! – exclama Natalie com toda ferocidade na sua voz.

Era um dos muitos defeitos de Natalie ela era péssima em manter a calma.

Num movimento rápido Fabrício aproxima-se de Cedric e saca do revolver que tinha atrás nas calças de ganga e encosta-o contra o peito de Cedric, que estava deveras fraco, não conseguindo sequer abrir os seus olhos.

-Isso é uma ameaça, Natalie? – pergunta o moreno num tom malicioso. – Tu não estas em posição para me ameaçar querida. Este revolver está cheio de balas com verbena. Se uma delas acertar no coração do teu querido amado, será o fim dele. E tu não queres isso pois, não? Não queres que o teu querido e amado Cedric morra. – a voz de Fabrício era uma mistura de sarcasmo, com uma pitada de ameaça.

-Eu, faço o que tu quiseres. Mas deixa o Cedric ir embora. – pede Natalie, quase implorando.

Fabrício tira o revolver do peito de Cedric e afasta-se dele, aproximando-se de Natalie.

-Eu, adoro ver-te a implorar. – novamente o moreno tinha um sorriso malicioso. – Mas tenho uma ideia melhor. – Fabrício tira do bolso das calças de ganga, uma navalha. – Quero que esfaqueies o Cedric. – ele estende a navalha na direção de Natalie.

-Não, me obrigues a fazer isso. – pede mais uma vez Natalie.

Ela não queria torturar Cedric. Nem nos seus piores pesadelos ou nos seus momentos mais escuros ela alguma vez pensou em torturar Cedric. Aquele que ela sempre amou e que sempre vai amar.

-Não, tens escolha. – diz Fabrício com um ar sério e frio.

Natalie agarra finalmente na navalha e aproxima-se de Cedric, ajoelhando-se á sua frente. Cedric com um ar fraco, levanta lentamente a cabeça e olha para Natalie.

-Desculpa. – diz Natalie num murmúrio e com uma expressão triste.

-Não te preocupes faz o que ele pede. – responde Cedric numa voz fraca.4

-O que estas a espera! – diz Fabrício com uma voz impaciente. – Esfaqueio logo de uma vez. Só paras quando eu mandar!

Natalie abre a navalha e segura-a firme na sua mão, depois começa a esfaquear a perna de Cedric que tentava controlar a dor para não gritar e para não dar parte fraca. Depois de Natalie esfaquear várias vezes Cedric, Fabrício finalmente a manda parar. Natalie atira com a navalha ao chão e não conseguindo a aguentar começa a chorar.

p.s. esperam que gostem deste capitulo :) e já falta apenas dois capitulos para a história acabar...

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publicado às 23:19


1 comentário

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De twilight_pr a 10.01.2015 às 14:22

oh meu deus! Que horror! Coitada da Natalie e do Cedric T_T espero que tudo termine bem!

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Caindo das Estrelas

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