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Black Sea - Capitulo 15 FIM

por Silver Sky, em 31.05.16

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Capitulo 15

Já tinha passado um mês que Estella tinha regressado a Valência. Rapidamente a sua vida voltou ao normal. Tinha a sua rotina, onde ajudava a mãe, tinha as suas aulas e os seus passeios e conversas animadas com a sua amiga Francesca. Mas faltava. Joseph. Ela tinha saudades dele.

Estella sai de casa para um pequeno passeio ao final do dia. Passa pelo porto, onde embarcações de mercadorias e de pessoas chegavam e saiam. Estella sorria ao ver o reencontro de familiares que provavelmente já não se viam a meses ou até mesmo a anos. Eram sorrisos, abraços, misturados com lágrimas de felicidade.

De repente pára e olha para o horizonte, o seu coração acelera. Esperava ver o navio de Joseph a surgir na linha alaranjada do horizonte. Mas nada acontece. Nenhum barco ou navio a vista. Com um olhar entristecido retoma o caminho e vai até ao Jardim das Tulipas. Depois de andar um bom bocado pelo jardim, Estella acaba por se sentar num banco de madeira.

De repente vê uma tulipa a frente dos seus olhos. Levanta-se repentinamente e olha para trás. Vê Joseph diante dos seus olhos.

-Eu disse que nos voltaríamos a ver e mais rápido que tu pensavas. – fala Joseph com um sorriso feliz.

-Joseph! – Estella feliz contorna o banco de madeira e abraça o rapaz. – Tu estas aqui. – olha para ele com um largo sorriso.

- Já tinha saudades tuas Estella. – responde Joseph, mexendo numa das madeixas de cabelo da rapariga.

-Então quer dizer que recuperas-te o teu tesouro?

Joseph assenta com a cabeça.

-E Josh Hunter? – pergunta Estella, fazendo uma cara mais séria.

-Eu livrei-me dele. Não o matei. Mas deixei-o apodrecer sozinho numa ilha, sem tripulação e sem navio.

-E vais ficar em Valência?

-Não. Eu sou procurado pela guarda real espanhola. Não posso ficar, mas também não vou pedir para tu vires comigo, Estella. Mesmo que me custe muito. – responde Joseph com uma expressão triste.

-Porque não? – pergunta Estella confusa, olhando para ele.

-Porque tu tens aqui a tua vida. Os teus pais, a tua amiga…

-Mas não te tenho a ti. – fala rapidamente Estella.

-Tu, viste como é a vida de um pirata. Perseguidos pela guarda real e atacados por piratas. Nós vivemos pelas nossas regras. Regras essas que estamos sempre a quebrar. Piratas não têm honra. Não têm palavra. São criminosos e desprezíveis. Não te sujeitaria a uma vida dessas, Estella.

-Mas tu tens honra e palavra e para ficar contigo tenho que enfrentar cem guardas reais e mais mil piratas malfeitores que assim seja. – fala Estella com uma expressão corajosa e destemida.

-Oh Deus, como eu te amo. – diz de seguir Joseph com um sorriso.

-Eu também te amo, Joseph. Por isso deixa-me ir contigo.

Joseph fica uns segundos em silêncio e finalmente fala:

-Esta bem. Encontra-te comigo esta madrugada no porto.

-Esta bem. Lá estarei. – diz Estella com um sorriso.

Estella despede-se depois de Joseph com um beijo na bochecha e vai-se embora.

 

Coloca à pressa umas roupas numa mala e no momento que Estella preparava-se para sair de casa é apanhada pelos pais.

-Que barulheira é esta? – pergunta Alfonso.

-Filha, onde vais com essa mala? – pergunta Amélia, olhando confusa para a filha.

-Vou-me embora. – responde Estella, olhando para ambos os pais.

-Embora?! – exclama Amélia.

-Com quem? – pergunta imediatamente Alfonso.

-Com o Joseph. Vou-me embora com ele. Ele está a minha espera. – fala Estella.

-Com um pirata? – Alfonso quase cospe as palavras com desdém.

-Um pirata que salvou a minha vida e é o rapaz que eu amo. – responde Estella com uma atitude firme.

-Tu não podes amar um pirata, querida! – fala Amélia indignada.

-Mas amo mãe.

-Se fores com ele, que vida tu vais ter, Estella? – pergunta Amélia preocupada.

-Uma vida cheia de alegria, perigo e aventura. – responde Estella com um largo sorriso.

-Não digas tolices! – Alfonso repreende rapidamente Estella com um ar zangado. – Eu proíbo-te ires embora com esse pirata!

-Não podes fechar-me num quarto para sempre, pai! É isto que eu quero. É ao lado do Joseph que eu quero estar e vocês não poderão fazer nada para me impedir. Mas podem aceitar a minha decisão e apoiar-me.

Estella sem esperar pela resposta dos pais sai porta fora, caminhando pela rua em direção ao porto.

 

Joseph encontrava-se junto ao seu navio, muito nervoso. Tinha medo que Estella não aparece-se, que tivesse mudado de ideias ao último minuto. Deixou escapar um suspiro e quando se vira para o lado vê Estella a caminhar na sua direção.

-Pensei que já não vinhas. – diz Joseph com um sorriso e uma expressão de alivio por ver ali a rapariga a sua frente.

-Isso nunca. – responde Estella com um gracioso sorriso.

-E os teus?

-Bem, não lhes agradou muito a ideia de eu fugir com um pirata, mas com o tempo eles vão acabar por aceitar. – diz Estella voltando a sorrir.

-Então preparada para ser uma pirata? – pergunta Joseph com um sorriso divertido, olhando para Estella.

-Mas que preparada. – Estella devolve-lhe o sorriso.

FIM

Bem está história já andava muito atrasada, eu sei e por isso peço desculpa. Mas acabei-a. Eu acho importante quando tu acreditas numa história e gostas dela, acabar a história. O final chegou tarde, mas chegou. Não revi o capitulo porque acabei mesmo agora de o escrever. Por isso desculpem por algum erro. Espero que gostem deste final, e espero que tenham gostado de acompanhar a jornada de Estella e Joseph. No final o amor venceu :). Bjs.

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publicado às 00:39

Black Sea - Capitulo 14

por Silver Sky, em 05.01.16

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Capitulo 14

Josh Hunter deixa-os no porto de Dublin, Irlanda, país natal de Joseph .

-Bem, parece que chegou a hora de dizer adeus. – diz Joseph, aproximando-se um pouco mais de Estella.

-Detesto despedidas. – diz Estella com um olhar triste.

-Eu também. Mas prometo que nos vamos voltar a ver. Mais cedo que tu pensas. – responde o pirata com um sorriso.

Estella agarra na mão de Joseph e fixa o seu olhar no dele.

-Lamento pelo tesouro.

-Não te preocupes. Eu vou recupera-lo. Afinal de contas sou um pirata. Minha vida é saquear tesouros de outros navios, piratas ou não. – diz Joseph sorrindo, piscando-lhe o olho.

Estella sorri.

De repente Alfonso aparece.

-Estella, filha, eu encontrei um navio que nos leva para casa. Rápido! – diz o pai num tom apressado.

Estella abraça Joseph, num forte abraço que é rapidamente retribuído.

-Obrigada Joseph. – murmura a rapariga ao ouvido do pirata.

-Vamos voltar ver-nos. – diz o pirata, olhando para Estella.

-Fico a espera! – diz Estella, largando Joseph e agarrando a mão do pai, sendo depois puxada.

-Prometo! – grita Joseph, vendo a rapariga a afastar-se, mas olhando uma última vez para trás.

 

Estella e o seu pai já se encontravam no navio que os levaria para Valência. Para casa. Mas a felicidade de Estella não era completa. Sentia saudades de Joseph e perguntava-se quando o voltaria a ver. E se um dia ela o voltaria a ver.

Debruçada, observava o horizonte com um olhar entristecido e vazio.

-Pareces triste. – Estella, olha para o lado e vê o seu pai. – Não estas feliz por voltar para casa? Ver a mãe.

-Sim, mas…

-Tu amas aquele pirata. – Alfonso interrompe-a.

-Para mim Joseph não é um pirata, é apenas o rapaz que eu amo. – responde Estella convicta nas suas palavras.

-Estella, minha querida… - começa Alfonso a falar com uma voz reconfortante. – O provável é nunca mais o voltes a ver.

-Ele prometeu-me que nos voltaríamos a ver. – diz rapidamente a rapariga, levantando um pouco o tom de voz.

-Mas piratas não cumprem as suas promessas. Eles são homens sem honra, sem palavra. Criminosos.

-Joseph é diferente. E ele é um homem com honra e com palavra, se não fosse ele nos não estaríamos agora a ir para casa. – responde Estella, virando as costas ao pai e indo-se embora.

 

Estella e Alfonso chegam finalmente ao porto de Valência. Desembarcam do navio e vêm Amélia a caminhar na direção deles, recebendo-os num abraço apertado, beijando depois os lábios do marido.

-Tive tanto medo de vos perder. – diz Amélia numa voz cheio de alivio.

-Mas estamos aqui mãe. – diz Estella sorrindo.

Alfonso volta a abraçar a mulher.

De repente Estella avista Francesca a chegar ao cais. Ela caminha imediatamente na direção d amiga.

-Francesca! – grita Estella.

Francesca finalmente vê a amiga.

-Estella! – grita também Francesca com um sorriso.

As duas começam a correr na direção de uma da outra e abraçam-se.

-Tive tanto medo de não te voltar a ver. – diz por fim Francesca libertando a amiga dos seus braços.

-Eu também tive muitas saudades tuas, amiga. – responde Estella sorrindo.

-Tens que me contar tudo! – diz a seguir Francesca sorrindo.

Estella limita-se a assentir com a cabeça, sorrindo depois.

desculpem por não postar esta história com mais regularidade. Mas ando mesmo sem tempo :/. Espero que gostem do capitulo. O final esta para breve :)

 

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publicado às 22:41

Black Sea - Capitulo 13

por Silver Sky, em 29.11.15

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Capitulo 13

Uma vez no porão Estella e Joseph vão para uma cela e o resto da tripulação para outra. Um homem de barbas cumpridas encontrava-se na mesma cela que Estella e o jovem pirata.

-Estella?! – diz o homem com uma voz rouca e fraca.

Estella olha para ele confusa, mas rapidamente apercebe-se quem era.

-Pai?! – exclama a rapariga quase ficando sem palavras, abraçando Alfonso de seguida.

-Minha querida filha pensei que tivesses morta. – confessa o homem, não conseguindo conter as lágrimas.

-E eu pensei o mesmo de si, querido pai. Eu vi-o a afundar com o navio.

-Eu fiquei a deriva por alguns dias e depois fui resgatado pelo Capitão Josh Hunter, que me prendeu aqui e me tratou como um escravo.

-Lamento imenso pai. – diz a rapariga com um ar triste.

-E tu como conseguiste sobreviver? – pergunta Alfonso curioso.

-Joseph Northan salvou a minha vida. – responde Estella com um sorriso olhando para o rapaz.

Alfonso também olha, mas fica imediatamente repreendido.

-Ele é um pirata? – perguntou Alfonso com uma voz tremula.

-Sim. Ele é Capitão de um navio pirata. Mas não tens que temer de nada, pai. Josh é um bom homem ele ajudou-me, manteve-me viva e prometeu-me levar até casa, mas tivemos o azar de nos cruzar com Josh Hunter. – diz Estella tentando defender Joseph.

Alfonso estica a mão a Joseph que a aperta imediatamente.

-Obrigado por ter salvo a vida da minha filha. – agradece Alfonso.

-Não fiz mais do que a minha obrigação Sr. , de auxiliar alguém que precisava de ajuda. Além do mais é um prazer ter a companhia de Estella. – responde Joseph sorrindo para Estella, que lhe retribui o sorriso.

-A mãe vai ficar tão contente saber que tu também estas vivo, pai. – diz Estella com um sorriso feliz.

-Mas para isso precisamos primeiro sair daqui. – diz a seguir Alfonso.

-Iremos arranjar uma maneira. Tenho a certeza. – responde Estella tentando manter a esperança.

  

Josh Hunter encontrava-se no seu camarote a fumar um charuto, sentando numa cadeira e com os pés sobre uma secretária, adquirindo uma forma confortável. De repente alguém bate a porta.

-Entre. – ordena Josh, saboreando novamente o seu charuto.

A porta abre-se e Joseph entra.

- O que trás por aqui, amigo. – diz Josh com um sorriso malicioso, tirando os pés de cima da mesa e levantando-se.

-Vim aqui fazer um acordo. – responde Joseph com uma atitude séria.

-Bem, estou curioso. – responde Josh novamente sorrindo. – Que acordo é esse?

-Eu digo-te onde está o tesouro lendário do pirata nórdico Olaf e tu libertas a minha tripulação, a Estella e o seu pai Alfonso. – diz Joseph.

-O Sr. Fernandez é pai da doce Estella. Quem diria, ah? – diz o pirata surpreendido. – Este mundo é mesmo deveras pequeno.

-Então, temos acordo? – pergunta Joseph, ainda com um ar sério e um pouco impaciente.

-Sim, mas nem tentes fazer nenhum truque ou passar-me a perna. Porque se me enganares eu mato a tua tripulação toda, incluindo a amável Estella e o seu nobre pai. – diz Josh com um tom de voz ameaçador.

-Tens a minha palavra. Ao contrario da tua, a minha tem valor. – responde Joseph num tom ríspido e frio.

Josh simplesmente deixa escapar uma gargalhada divertida

-Rapaz, tens a certeza que tens mesmo sangue de pirata? Porque um verdadeiro pirata não tem palavra. – diz Josh com um sorriso malicioso.

 

Depois da conversa entre o dois piratas. O Capitão Josh Hunter reúne toda a gente no convés.

-Vai atirar-nos ao mar? – pergunta Estella, olhando para o pirata que tinha como sempre um sorriso malicioso no rosto.

-Não, vou libertar-vos. E isso inclui o teu pai, Estella. – responde Josh olhando para a rapariga.

De repente ouve-se um murmurinho da parte da tripulação de Joseph.

-Libertar-nos? – Estella estava incrédula. – Porquê? Porque mudou de ideias?

-Tens que agradecer aqui ao vosso Capitão. – diz o pirata, olhando para Joseph. – Ele trocou a vossa liberdade pela localização do lendário tesouro do pirata nórdico Olaf. – Josh finaliza com um sorriso malicioso.

Estella olha para Joseph que tinha o olhar baixo e uma expressão triste no rosto.

desculpem se existir algum erro :/. Mas espero que gostem :)

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publicado às 15:44

Black Sea - Capitulo 12

por Silver Sky, em 21.11.15

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Capitulo 12

Joseph agarra num óculo e direciona-o para o mar, vendo um navio pirata aproximando-se  velozmente deles. Mas não era um navio pirata qualquer, era o navio pirata do Capitão Josh Hunter, o pirata britânico mais temido dos sete mares.

-Agora essa não. – diz Joseph murmurando para si.

-Algum problema? – pergunta Estella com uma pequena ruga de preocupação na testa.

De repente uma bala de canhão passa a milímetros do navio de Joseph, caindo na água.

-PREPARAR CANHÕES! – grita Joseph com uma voz autoritária andando de um alado para o outro, enquanto Estella permanecia quieta no seu canto.

A tripulação imediatamente abastece os canhões com pólvora e balas de canhão, disparando depois a ordem de Jospeh. O outro navio pirata ripostava.

-Capitão! – diz um pirata aproximando-se de Joseph. – O navio vai a uma grande velocidade. Não tarda nada e alcança-nos.

-PREPARAR ARMAS! – ordena Joseph.

Todos os piratas do navio agarram naquilo que tinham a mão, espadas, pistolas, caçadeiras.

A seguir Joseph vai ter com Estella.

-Não saias do meu lado, entendido? – diz Jospeh agarrando na sua espada.

A rapariga assenta com a cabeça.

Foi uma questão de minutos para Lady Anne ser invadida por piratas inimigos, que pulavam para dentro do navio.

-DISPARAR! – ordena  Joseph, investindo imediatamente um ataque com a sua espada num pirata inimigo.

O que se segue a seguir é um banho de sangue. Piratas mortos de ambos os navios, muitos atirados ao mar e afogando-se, no final Joseph é derrotado. O resto da tripulação que sobreviveu, incluindo ele e Estella são feitos prisoneiros. Joseph estava mantido preso por dois piratas inimigos como Estella estava, com uma expressão assustada. O resto da tripulação estava amarrada ao mastro por uma enorme corda.

Um pirata que vergava roupas pretas aparece por fim. Tinha um olhar misterioso e malicioso. O seu chapéu igualmente preto denunciava-o. Ele era Josh Hunter. Capitão do navio inimigo.

-Ora, ora. Quem temos aqui. Joseph Northan, filho do meu eterno amigo. – diz Josh com um sorriso divertido nos lábios.

-Tu não eras amigo do meu pai! – diz Joseph revoltado. – Tu mataste-o!

-Como podes acusar de tal horror. – diz o pirata com uma expressão cínica. –Eu e o teu pai eramos amigos. Não tenho culpa que ele me traiu.

-Ele nunca te traiu! – responde Joseph quase gritando. – Foi o contrário. Tu enganaste o meu pai, para ficar com o tesouro que ele tinha encontrado!

-Bem de qualquer maneira são águas passadas. – diz Josh com um sorriso.

De repente o pirata repara em Estella. Aproxima-se dela, deixando-a nervosa.

-E quem esta amável rapariga? – pergunta Josh com um sorriso cativante, olhando para Estella.

-Ninguém. – responde rapidamente Joseph um pouco nervoso.

-Tem que ser alguém. – diz Joseph, passando carinhosamente pelo rosto de Estella. Esta engole em seco, concentrando-se para não chorar.

-Não lhe toques! – grita Joseph furioso, debatendo-se para soltar.

-Não é preciso enervas-te meu caro. – diz o pirata com um sorriso cínico. – Eu não vou fazer mal nenhum a tua princesa. – Josh vira depois o seu olhar novamente para Estella. – Agora minha querida, qual é o teu nome? – um sorriso cativante aparecia nos lábios do pirata.

-Estella Fernandez. – responde a rapariga quase num murmúrio, engolindo em seco.

-Não precisas ter medo, minha querida. – diz Josh com um sorriso falsamente amavel. – Mas vejo o que meu querido amigo vê em ti. – diz depois o pirata olhando para Joseph.

- O que queres, Josh? – pergunta Joseph, perdendo quase a calma.

-Eu quero o lendário tesouro do pirata Olaf. – responde Josh, aproximando-se do rapaz.

-Eu não sei o que estas a falar. – mente Joseph.

-É engraçado. Porque tenho a certeza que sabes. Ouvi uns rumores que o filho do grande James Northan, sabe onde esta o lendário tesouro do pirata Olaf.

Joseph engole em seco.

-Fazemos o seguinte. Dou-te um dia para pensares melhor. Se me dizeres onde esta o tesouro liberto-te a ti e aso teus piratas. Se não quiseres, colaborar, não vou ter outro remédio se não vos matar. – diz Jopsh com um voz ameaçador e um olhar malicioso. – E eu sei que não queres que os teus homens morram por cause de ti. Inclusive esta adorável rapariga. – diz o pirata olhando com um sorriso para Estella.

-Não, nunca! – grita Joseph. Ele não ia ceder a chantagem de Josh.

-Bem, sendo assim, levam-nos para as celas. – ordena Josh para os seus piratas.

Desculpem por não postar esta historia com regularidade. Mas ainda não esta acabada e não tenho tido tempo. Não sei se alguém a lê. Mas vou posta-la até ao fim. BJS

 

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publicado às 21:04

Black Sea - Capitulo 11

por Silver Sky, em 01.11.15

Não esqueci desta história lol. Desculpem por não ter publica-la mais, mas deixeia-a de a escrever por causa do estagio. Mas aqui vai o 11º capitulo :). Para quem quere reler ou ler o capitulo: Capitulo 10

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Capitulo 11

Estella encontrava-se nos seus aposentos a ler um livro que Joseph lhe tinha dado esta tarde quando de repente sente um calafrio e uma brisa fria que apaga a única vela que se encontrava acesa, deixando assim o pequeno quarto na escuridão. Estella levanta-se da cadeira onde se encontrava a ler e sai do camarote, subindo o lance de escadas até ao convéns. A noite estava gelada, chovia e o mar encontrava-se agitado. Estella olha a sua volta e vê Joseph, a frente do leme. Caminha na direção dele.

-Estella, devias estar no interior! – diz Joseph, já completamente molhado.

-Onde estamos? – pergunta Estella, sentindo a chuva a bater no seu rosto.

-No mar negro. – responde o pirata. – O mar das almas perdidas. – diz a seguir Joseph com uma voz misteriosa.

-Mar das almas perdidas? – inquere Estella curiosa.

-Conta a lenda, que estas águas tem poderes hipnóticos. Quem se atrever a olhar o mar negro ficara de tal maneira enfeitiçado que se lançará a água e morrerá afogado. Por isso que se chama o mar das almas perdidas, porque debaixo destas águas estão centenas de navios naufragados e de pessoas que morreram enfeitiçadas.

De repente ouvem um grito, seguido por um som de algo a cair ao mar.

-HOMEM AO MAR! – grita um pirata.

-TODOS PARA DENTRO! – ordena Joseph, agarrando na mão de Estella e levando-a para dentro dos seus aposentos.

O resto da tripulação recolhe-se nos seus camarotes, esperando atravessar o mar negro por completo.

Joseph fecha a porta do seu camarote, virando-se depois para Estella que se encontrava de pé, quieta a olhar para ele.

-Deves pensar que sou um péssimo Capitão. Deixar morrer um dos meus homens e não fazer nada para o salvar. Mas seu eu tenta-se salva-lo, poderia perder muitos mais homens. – diz Joseph, olhando para Estella.

-Eu não penso nada disso, Joseph. Tu és Capitão e tens que tomar as melhores decisões para o bem da tua tripulação. – responde Estella com um sorriso, tremendo um pouco de frio.

Joseph repara no estado da rapariga. Molhada e com frio e agarra numa manta que tinha sobre a sua cama e coloca-a sobre os ombros de Estella.

-Obrigada. – agradece Estella, com um pequeno sorriso, enrolando-se ainda mais na manta.

-Estella, sobre o beijo do outro dia…

-Joseph, eu já disse que esta tudo bem. – interrompe a rapariga.

-Eu não vou negar que gosto de ti, Estella. Mas eu e tu não temos futuro. – diz  Joseph com uma expressão triste e derrotista.

-Porque dizes isso? – pergunta Estella confusa.

-Porque eu sou um pirata e tu…

-E eu o quê? – Estella volta a interrompe-lo.

-Tu és uma rapariga que tem uma vida em Valência. Tens lá tudo, os teus pais, amigos… E podes não ter casado com Gregori Law, mas um dia vais encontrar um homem que te vai dar uma vida estável, segura e feliz.

-Estou a ver que já planeaste o meu futuro todo sem me consultar. – diz Estella num tom irónico, exibindo um sorriso.

-É verdade Estella. O que eu tenho para te oferecer? – diz a seguir Joseph. – Uma vida insegura e cheia de perigos.

-E já paras-te para pensar que se calhar é isso que eu quero? Uma vida cheia de aventura ao teu lado, em vez de uma vida segura, pacata e infeliz. – diz Estella, aproximando-se de Joseph e depositando nos lábios do rapaz um beijo doce.

De repente um pirata entra pelo camarote a dentro. Estella e Joseph afastam-se.

-Capitão, terra a vista! – diz o pirata com um ar entusiasmado.

Joseph sai do camarote e Estella segue-o. Os dois sobem para a parte de cima do navio, vendo no horizonte uma extensão de terra.

-Preparada para conheceres o tesouro lendário do pirata nórdico Olaf? – pergunta Joseph olhando para Estella que se encontrava ao seu lado.

-Mais que preparada. Estou ansiosa. – responde Estella com um sorriso e olhos cintilantes de curiosidade.

-NAVIO PIRATA A VISTA! – grita um pirata em cima do mastro.

 

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publicado às 21:04

Black Sea- Capitulo 10

por Silver Sky, em 09.09.15

Podem ler o capitulo anterior aqui: Capitulo 9 para quem ainda não leu. :)

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Capitulo 10

Depois de sair do camarote de Joseph, Estella regressa aos seus aposentos. Olha-se ao espelho e  vê as suas bochechas rosadas. Então eram assim que uma pessoa se sentia quando gostava de outra pessoa. O rosto rosado, o formigueiro no estomago e a sensação do coração sair a qualquer momento pela boca, por estar a bater tão de pressa no seu peito.

Estella aproxima-se de uma cadeira e senta-se, colocando a sua mão sobre a seu peito. Na tentativa de aclamar o seu coração acelerado. Mas o beijo repetia-se na sua cabeça, fazendo o seu coração bater ainda mais de pressa.

Uma coisa ela tinha a certeza. Estella estava a começar a nutrir sentimentos por Joseph Nothern. Quem para além de ser  um pirata era Capitão de um Navio pirata. O que a sua mãe diria se visse isto? Se soubesse aquilo que Estella  estava a sentir? Amar um pirata? Um criminoso?

Diria com certeza que estaria envergonhada pelo comportamento dela. Que ao envolver-se com um pirata iria arruinar o seu futuro e a sua vida. Estella seria a desgraça e a vergonha da família.

Mas a verdade é que Estella nunca se importou muito da opinião da sua querida mãe. A verdade é que Joseph era diferente. Podia ser um pirata, mas era um homem integro, com palavra. E a verdade a sua mãe não estava aqui. E longe da vista, longe do coração. Por isso ela não tinha que se importar com aquilo que a sua mãe iria pensar, por ela estar apaixonar-se por um pirata. Por agora…

Estella suspira, levanta-se da cadeira, despe o vestido, vestindo de seguida a sua camisa de noite e deita-se na cama, apagando de seguida a vela. Hoje ela iria dormir com o seu coração desassossegado. Mas não se importava. Porque seria por um bom motivo.

 

Joseph encontrava-se na proa do Navio e beber o seu rum e ao mesmo tempo a apreciar o seu estrelado. O seu pensamento estava preenchido com o beijo que tinha acontecido entre ele e Estella. Os sentimentos por Estella estavam a ficar cada vez mais fortes. Era inevitável não ama-la.

- Capitão o que faz aqui fora? – pergunta um marinheiro, aproximando-se de Joseph.

-Estava apenas a pensar. – responde o jovem pirata bebendo um pouco mais do seu rum.

-A pensar na rapariga? O Capitão gosta dela não gosta? – pergunta o marinheiro.

Joseph desvia o olhar do céu e olha para o pirata.

-De facto eu gosto dela. Mas não deveria. – responde Joseph com um ar amargurado. – Estella é uma rapariga incrível e merece que o seu futuro não seja eu.

-Mas o Capitão pode deixar o mar e assentar de vez num lugar com a rapariga. – diz rapidamente o marinheiro.

-Eu tenho sangue de pirata. Nunca poderei deixar esta vida. E para além disso eu fui exilado da maior parte dos lugares que existem a face da Terra.

Semanas depois

Amélia encontrava-se sentada na poltrona a beber um dos seus deliciosos chás, ao mesmo tempo que tinha a sua cabeça cheia de pensamentos. A carta que a sua filha, Estella, escrevera deixara-a com o coração apertado e angustiada. Era bom saber se a sua querida filha estava bem, mas lamentava pela perda do seu querido marido. Agora só desejava que a sua filha chega-se a casa e bem.

De repente alguém bate a porta. Amélia levanta-se da poltrona e dirig-se até a entrada, abrindo a porta. Era Francesca.

-Boa tarde, Sra. Fernandez. A minha mãe disse-me que queria falar comigo…tinha notícias de Estella. – diz a rapariga com um ar ansioso.

-Sim, querida. Entra. – pede Amélia com um sorriso amoroso.

Francesca entra em casa.

-Queres beber ou comer alguma coisa?

- Não obrigada, Sra. Fernandez, mas quais são as notícias? – pergunta a jovem.

-Espera apenas um minuto. – diz Amélia, abandonando o hall de entrada e regressa pouco tempo depois com uma carta na mão. – Lê. Recebia-a a dois dias atrás. É  da Estella.

Francesca agarra na carta e abre-a, lendo-a de imediato.

-São boas noticias. Estella esta viva. E vai regressar a casa. – diz Francesca com um ar animado. – Mas é lamentável o Sr. Fernandez não ter conseguido sobreviver ao naufrágio. – acaba por dizer a jovem num tom mais baixo e triste.

-De fato são boas noticias, Francesca. E eu querias que as soubesses para não te preocupares mais com Estella. E em relação a morte do meu amado marido…eu agradeço os teus pesamos. – diz a seguir Amélia com um sorriso frouxo.

-Obrigada, por me avisar. – agradece Francesca sorrindo também.

-E que tal hoje ficares para jantar. Iria-me calhar em uma companhia. – sugere mélia nu tom amael.

-Claro, Sra.Fernandez, eu fico com muito gosto para jantar. – responde Francesca com um sorriso.

 

 

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publicado às 17:05

Black Sea - Capitulo 9

por Silver Sky, em 23.08.15

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Capitulo 9

A música da caixinha termina e Joseph e Estella, sentam-se ambos na cama.

-Tenho que te dizer uma coisa. – confessa Joseph, enquanto ele olhava para Estella e Estella olhava para ele.

-O que? – pergunta a rapariga curiosa.

-Confesso que pensei que tu na primeira noite aqui, irias tentar fugir. Mas não…ficas-te. – responde Joseph com um pequeno sorriso.

- Tu prometes-me que me ajudarias e eu confiei. – fala a seguir Estella num encolher de ombros.

-Podia ter mentido. Sou uma pirata. E normalmente os piratas  nunca cumprem os seus acordos ou promessas. Não são pessoas de confiar. Vivem pelas suas próprias regras.

-Mas eu decidi arriscar e confiar em ti. Chama-lhe intuito se quiseres. Mas até agora tens cumprido o que prometes-te. Por isso nem és só um homem de palavra, como também um pirata de palavra. – diz Estella com um sorriso.

-Devo ser o único então. – responde Joseph com um sorriso divertido.

Estella também sorri.

-Impressiona-me a tua bravura de andares por um navio cheio de piratas sem qualquer medo... andas por entre nós…como se fossemos pessoas …como se não fossemos nenhuns leprosos. Não tens qualquer medo de falar ou tocar um de nós.

-Vocês, piratas, são pessoas. – responde Estella. – Em Valência, eu e a minha amiga Francesca, íamos até a praça para ver os piratas a serem enforcados. O povo insultava os piratas, atiravam-lhe com tomates podres, ovos e por vezes pedras…eu e Francesca ficávamos apenas ali quietas a olhar para os dois piratas… -Estella faz uma pequena pausa. – E quando os corpos caiam e ficavam suspensos pelas cordas eu e a minha amiga não conseguíamos evitar e chorávamos, enquanto o resto das pessoas aplaudiam e riam felizes por aqueles dois criminosos estarem mortos.

-Porque vocês choravam? – pergunta Joseph confuso.

-Eu sei que os piratas são criminosos. Temidos por muitas pessoas e como tal devem ser condenados pelos seus crimes. Mas não humilhados publicamente. Nenhum ser humano deveria ser humilhado publicamente…apesar de tudo os piratas são pessoas que não têm culpa do destino infortunado que lhes calhou. Uma vida sem opções e escassas escolhas faz as pessoas tomarem más decisões. É o que são os piratas. Pessoas que nunca tiveram a sorte de escolher a opção correta.

-Deves ser a única pessoa a pensar dessa forma Estella. Porque a maior parte delas querem-nos ver mortos e a outra temem-nos só de ouvirem falar de nós.

-Tu por exemplo… - começa por dizer Estella. – Não estava nos teus planos seres um pirata e nem muito menos Capitão de navio com uma tripulação pirata. E aqui estas tu. – acaba Estella com um sorriso. – E como disse antes és o pirata mais cavalheiro e honroso que eu algum dia conheci.

Joseph sorri com as palavras de Estella, que também sorri amavelmente.

A seguir o jovem pirata aproxima o seu rosto do rosto de Estella e lentamente os seus lábios tocam nos dela, formando um perfeito beijo.

-Estou feliz por ter conhecido. Apesar das circunstâncias não terem sido as melhores. – diz a seguir Joseph, quando afastou a sua boca da boca de Estella.

Estella sorri.

-Eu também. Obrigada pela noite. Pelo jantar e pela dança. Foi maravilhoso. – agradece Estella com um sorriso, levantando-se da cama. Joseph também se levanta.

-E o beijo? – pergunta Joseph, confuso.

-Como disse, foi uma noite maravilhosa. – repete Estella com um sorriso, beijando o rosto quente de Joseph e saindo depois do camarote.

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publicado às 14:24

Black Sea - Capitulo 8

por Silver Sky, em 04.08.15

Desculpem por só hoje colocar o capitulo 

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Capitulo 8

Querida Mãe

Infelizmente escreve-lho para lhe dar tristes noticias. O navio que eu e o pai íamos para Inglaterra, foi atacado por piratas e naufragou. Eu consegui escapar com vida, ao contrario do meu querido pai que acabou por morrer, afundando-se junto com o navio. Mas eu estou bem. Felizmente foi resgatada por pessoas maravilhosas que me ajudaram bastante. Em relação a Gregori Law, devo-lhe dizer mãe, que já me encontrei com ele e ambos concordamos em acabar o noivado. É o melhor para os dois. Em breve estarei em casa.

Com amor, a sua filha Estella.

Despois de escrever a carta Estella, coloca-a dentro do envelope e sai dos seus aposentos, dirigindo-se ao camarote de Joseph.

Bate uma única vez á porta e esta sem demoras abre-se, aparecendo de seguida Joseph.

-Já escrevi a carta para a minha mãe. – diz Estella com um sorriso, mostrando o envelope e entregando-lhe a Joseph que o guarda no bolso do casaco.

-Entra. – diz Joseph com um sorriso, desviando-se da entrada, dando espaço para Estella entrar.

O camarote estava arrumado e no centro dele, estava uma mesa, com velas acesas e cheia de comida deliciosa, como fruta, carne, pão, queijo e um bom vinho tinto.

-Pensei que poderíamos jantar. – diz Joseph com um sorriso, olhando para Estella.

-Com certeza. – responde a rapariga sorrindo também.

Joseph puxa uma cadeira e Estella senta-se. Muito cordial e educado, o pirata senta-se na cadeira de frente para Estella.

-A comida parece deliciosa. – diz Estella, sorrindo amavelmente.

-Achei que estarias a precisar de uma refeição como deve ser. – diz Joseph com um sorriso.

Os dois serviram-se e começaram a comer a luz das velas.

-O teu rosto parece melhor. – observa Estella, olhando para Joseph.

-Sim. Também não foi nada de grave. – responde Joseph bebendo um pouco de vinho.

-Costumas meter-te muitas vezes em confusões? –pergunta Estella.

-Sou um pirata. – responde Joseph com um sorriso irónico.

Estella acaba-se por rir.

-Mas fala-me sobre ti! O que tu gostas de fazer? Quais são os teus passatempos? – pergunta Joseph cheio de curiosidade e interesse.

-Bem, não são muitos. Gosto de ler, ir a bailaricos com a minha amiga Francesca e adoro passear. Eu e a minha amiga depois das aulas vamos todos os dias a um jardim que é cheio de tulipas de todas as cores. É verdadeiramente bonito e mágico. Eu e ela chamamos-lhe o jardim das tulipas. – diz Estella com um sorriso divertido.

-Faz sentido o nome. – diz rapidamente Joseph soltando uma pequena gargalhada. – Mas tu tens saudades da tua amiga?

-Sim, algumas. Eu e ela eramos com irmãs.

-Estella, eu prometo que te levo novamente para casa. – diz a seguir Joseph, agarrando carinhosamente a mão de Estella.

-Obrigada, por estares a fazer isto tudo por mim, Joseph. – agradece a rapariga com um sorriso. – Mas fala-me mais sobre esse lendário tesouro que existe nas Caraíbas. – diz Estella com um olhar cheio de curiosidade e citilante.

-Conta a lenda que um pirata nórdico, chamado Olaf, um dia atacou e saqueou um navio real de Inglaterra…O navio continha dezenas de baús com ouro e diamantes. Inclusivo as próprias coroas dos reis de Inglaterra. – contava Joseph, enquanto Estella o ouvia com muita atenção. – Depois de roubar o navio, Olaf, esconde o tesouro numa ilha das caraíbas. Mas numa noite, uma enorme tempestade forma-se no mar, fazendo o navio afundar e o pirata nórdico afunda-se com ele. Infelizmente, Olaf morre sem nunca ter dito a exata localização do valioso tesouro.

-Então se ninguém sabe onde está exatamente o tesouro. Como é que tu sabes? – pergunta Estella, confusa olhando para o jovem pirata.

-Chama-lhe intuição o que tu quiseres. Mas quando eu puser os pés nas Caraíbas eu vou encontrar esse tesouro. – responde Joseph com um sorriso radioso.

Estella também sorri.

-Ao falares dessa maneira tão confiante. Ainda me dá mais vontade de ver esse famoso tesouro.

Joseph sorri.

-Gostarias de dançar? – pergunta ele, olhado para Estella.

-Porque não?-responde Estella, sorrindo simplesmente.

Joseph levanta-se da mesa e dirige-se até a uma pequena comoda e agarra numa pequena caixinha de madeira, abrindo-a de seguida. Uma suave e amável melodia começa a tocar. A seguir o pirata volta para junto de Estella, estendo-lhe de seguida a mão. Estella com todo o agrado agarra na mão de Joseph e levanta-se da cadeira.

Joseph aproxima-se mais de Estella e com a outra mão agarra na cintura da rapariga. Começaram com pequenos e lentos passos, bailando lentamente para frente e para trás ao ritmo da amável melodia da caixinha de música.

-Onde arranjas-te aquela caixinha de música? – pergunta Estella curiosa. – E por favor não me digas que a roubas-te!

Joseph ri-se com a última frase que Estella disse.

-Não a roubei. Era da minha mãe. Ela costumava pola a tocar em noites de tempestades, para eu adormecer sem medo. – responde Joseph com um sorriso amável.

-Eu adoraria ter conhecido a tua mãe. Da maneira como falas-te parecia uma pessoa amável e carinhosa.

-E era. Mas e a tua? – pergunta a seguir Joseph.

Estella exibi um pequeno sorriso.

-A Dona Amélia, pode-se dizer que é bastante peculiar. Ela sempre se preocupou em vestir-me com os melhores vestidos, para me dar a conhecer aos melhores cavalheiros e arranjar um bom casamento.

-Gregori Law foi o escolhido. – diz por fim Joseph, olhando Estella.

- A empresa lucrativa do seu pai e a sua herança de família, convenceram os meus pais a darem-lhe a minha mão em casamento. Afinal de contas ele é uma cavalheiro de Inglaterra. – diz Estella, sorrindo por fim.

 

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publicado às 14:25

Black Sea - Capitulo 7

por Silver Sky, em 27.07.15

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Capitulo 7

-Desculpe. Aquele sítio é impróprio para uma senhorita como você. – diz Gregori, olhando para a porta do bordel, que a única coisa que se ouvia era imenso barulho e gritos.

-Não há problema. – responde Estella com um sorriso.

-E se dessemos uma caminhada, enquanto falamos? – pergunta o rapaz.

-Perfeito. – Estella sorri.

Os dois começam a caminhar lado a lado, afastando-se cada vez mais do barulhento bordel.

-Eu queria falar do nosso casamento. – diz Estella, olhando para Gregori.

- Também era um assunto que queria discutir consigo. – confessa o rapaz. – Mas diga.

-Eu estive a pensar. E este noivado foi precipitado. Por isso acho que devíamos acabar com ele… - começa por dizer Estella. – Confesso que todas as cartas que lhe escrevi, foi porque os meus pais me obrigaram a escreve-las. Aquelas palavras de amor e carinho, são falsas, sem qualquer fundamento.

Gregori ao ouvir as palavras de Estella, respira de alivio.

Estella olha para ele, confusa.

Gregori repara na expressão da rapariga e apressa-se a explicar:

-Eu também não queria casar consigo. – esclarece Gregori.

-E nunca quis? – inquere Estella ainda igualmente confusa.

Gregori pára e vira-se para Estella que também pára de caminhar.

-Eu ao inicio queria casar consigo, Estella. Mas no mês passado, eu conheci uma rapariga e sem dar conta  acabei por me apaixonar por ela. Até estamos de data marcada e tudo.

-E quando estava a pensar contar-me isso? – petgunta rapidamente Estella num tom ríspido.

-Quando o seu pai e a Estella chegassem aqui a Inglaterra. Era a primeira coisa que lhe contaria. -responde Gregori. – Este casamento não iria ser real. E ambos merecemos ser felizes.

-Concordo consigo. – diz a seguir Estella exibindo um pequeno sorriso.

-Amigos, então? – pergunta Gregori estendendo-lhe a mão.

-Sim, amigos. – responde a rapariga apertando-lhe a mão.

 

Depois da conversa com Gregori, Estella regressa ao navio para se encontrar com Joseph. Este encontrava-se sentado num banco, com uma garrafa de rum ao seu lado e com um pano branco a limpar algum sangue do seu rosto.

-O que aconteceu? – perguntou Estella preocupada, aproximando-se mais do pirata.

-Cobrança de uma divida. O homem não me queria pagar e eu infelizmente tive que partir para a violência. Mas o outro ficou bem pior. – responde Joseph, esboçando um pequeno sorriso.

Estella tira-lhe o pano da mão e começa-lhe a limpar o rosto com todo o cuidado.

-E tu? Como foi a conversa com o Gregori? – pergunta Joseph, olhando para Estella.

-Nós acabamos o noivado. –responde Estella, olhando para o pirata.

-E como ele reagiu?

-Reagiu bem. Acontece que Gregori apaixonou-se por outra rapariga e já estão de casamento marcado e tudo. – diz Estella sorrindo.

-Sendo assim já te posso levar comigo até ao tesouro das Caraíbas! – diz rapidamente Joseph com um sorriso feliz.

-Sim, parece que sim. – responde Estella, mas não com um ar tão animado.

-O que foi? Já não queres ver o tesouro de que te falei? – pergunta o pirata confuso e preocupado.

-Não é isso. É a minha mãe. Eu apenas queria que ela soube-se o que aconteceu. Que eu estou viva e que o meu pai morreu. – responde Estella com um ar triste.

-Porque não lhe escreves uma carta? – sugere Joseph. – Eu arranjo uma maneira de a carta chegar a tua mãe. Prometo. – por fim sorri.

-Como? – pergunta a rapariga confusa e ao memso tempo curiosa.

-Através de um corvo. – diz Joseph sorrindo.

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publicado às 15:08

Black Sea - Capitulo 6

por Silver Sky, em 20.07.15

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Capitulo 6

No dia seguinte Estella encontrava-se na parte da frente do navio de olhos fechados a sentir a brisa fresca a bater-lhe no rosto, quando de repente ouve um dos piratas a gritar: TERRA Á VISTA! Estella abre os olhos e vê diante de si, Inglaterra. Joseph aparece, aproximando-se da rapariga por trás.

-Nervosa? – pergunta o pirata quase sussurrando ao ouvido de Estella.

Esta vira-se imediatamente para encarar o rapaz.

-Muito. – responde Estella com um ar ansioso e nervoso.

-Não fiques, vai correr tudo bem. – diz Joseph com um sorriso simpático, piscando-lhe depois o olhos.

Á medida que o navio se aproximava do porto de Inglaterra, um pirata baixa a bandeira pirata e faz subir a bandeira da Irlanda. Tudo uma questão de camuflagem e disfarce, para não darem nas vistas, se eles ancorassem no porto com a bandeira pirata, iriam chamar muita atenção e Joseph não queria isso. Uma vez já no porto outro pirata lança a ancora para a água e o navio pára por completo. Joseph por sua vez aproxima-se de outro seu pirata.

-Vai até á loja mais cara e com o terno e o vestido mais caro que existe lá. – diz Joseph para o seu subordinado, entregando-lhe um saquinho preto cheio de moedas de ouro.

O pirata assenta com a cabeça e sai imediatamente do navio.

-Não era preciso, Joseph. – diz Estella.

-Nunca deixaria que o teu noivo te visse nesse estado. – responde Joseph com um sorriso, olhando para as roupas de Estella.

Estella sorri:

-Obrigada.

 

 Passado uma hora o pirata aparece no navio com duas vestes bastante elegantes. Um fato cinzento, muito elegante, com colete e chapéu e um vestido azul rodado, mas simples e bonito, acompanhado por luvas brancas e um xaile igualmente azul rendado. O pirata entrega-os a Joseph e Estella, que vão cada um para os seus aposentos e vestem-se rapidamente.

-Estas muito elegante Joseph. Parecendo até mesmo um verdadeiro cavalheiro. – diz Estella com um sorriso, ao ver o jovem pirata no seu fato cinzento que lhe assentava na perfeição.

-Não tão elegante como tu, Estella. Esta verdadeiramente bonita, – diz Joseph com um ar educado, sorrindo. -Se me permite dize-lo, sem estar a ser inconveniente. – o sorriso desvanece.

-De todo. Eu agradeço de bom agrado esse elogio Joseph. Toda a rapariga gosta de ser elogiada, meu caro. – diz Estella com um sorriso doce.

-Bem sendo assim, vamos? – pergunta o pirata, oferecendo-lhe o seu braço como apoio.

-Sim. – Estella com um ar sorridente, entrelaça o seu braço com o de Joseph e os dois saem do navio.

 

Estella e Joseph entram no bordel, o mais frequentado pela elite britânica, em que fazia parte Gregori Law, o seu noivo. O lugar estava cheio de mulheres que dançavam para homens sentados de forma confortada nos sofás a beber champanhe, uísque e a fumar charutos colombianos, que poluíam o ar com um fumo cinzento e desagradável.

-Tu sabes como ele é? – pergunta Joseph a Estella, que olhava ao seu redor.

-Sim. Em tempos ele mandou-me uma fotografia e não creio que uma pessoa mude assim tanto num curto espaço de tempo. – diz a rapariga, olhando para Joseph.

-Esta bem. Sendo assim vamos dar uma volta, para ver se o encontramos. – diz Joseph.

Estella assenta com a cabeça e de imediato segue Joseph que começava-se a movimentar por entre as pessoas.

De repente Estella avista o seu noivo, Gregori Law, sentado a mesa na companhia de dois cavalheiros e de duas raparigas “charmosas”.

-Ele está ali. – aponta Estella para a direção de Gregori.

Joseph agarra não mão da rapariga e os dois começam a caminhar em direção de Gregori.

-Olá, desculpem por interromper. Mas esta senhorita conhece-o, Sr. Law. – Joseph introduz Estella, mas eles chegam a mesa onde Gregori estava sentado.

Gregori quando se vira quase tem uma má disposição quando vê Estella a sua frente.

-Menina Fernandez?! Onde está o seu pai? – pergunta Gregori, levantando-se imediatamente.

-Ele tristemente afundou junto com o barco que nos trazia para cá. – responde Estella com um ar triste. Ainda era difícil pensar que o seu pai já existia mais.

-Um Naufrágio?! – diz Gregori chocado com a revelação. – Lamento imenso. Mas como a senhorita chegou a terra firme?

-Tive a sorte de uma barco de pescadores resgatar-me em alto mar. – diz Estella olhando secretamente para Joseph, que também olhava para ela.

-E quem é o senhor? – pergunta Gregori dando finalmente pela presença de Joseph.

-Chamo-me Joseph Northan e sou amigo da família. – diz Joseph esboçando um pequeno sorriso e esticando a mão em direção de Gregori.

Gregori aperta a mão do jovem pirata.

-O Sr. Fernadez, nunca me falou de si. – diz a seguir Gregori franzindo a sobrancelha.

-Normal. – Joseph esboça novamente um sorriso. – Eu sou uma pessoa adepta da discrição.

De repente dois cavalheiros começam a disputar por uma das senhoritas que trabalhava no bordel e as coisas começaram a sair um pouco do controlo.

-Menina Fernandez, ande. Vamos sair daqui e falar num sítio mais calmo. – diz Gregori, agarrando na mão de Estella e puxando.

Estella olha rapidamente para Joseph.

-Encontramo-nos no meu navio! – grita este entre o barulho da clientela.

Estella assenta com a cabeça e deixa Gregori leva-la para fora do bordel.

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publicado às 15:25



Caindo das Estrelas

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