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Olá. Eu sei que não tenho andado muito ativa no blog, mas agora não tenho tido mesmo tempo para nada. Como podem adivinhar vou postar um novo capítulo e como não sei se vocês leram o capítulo anterior, fica aqui o link para lerem ou relerem: http://storiesandcoffee.blogs.sapo.pt/speedy-the-yellow-arrow-gangs-de-150684 

Agora vamos ao novo capítulo

Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

Ao chegarmos ao local do desacato, salto da minha vespa amarela (lindíssima) e subo para cima de um carro. Sem perder tempo, puxo por uma flecha que explode no ar e os dois gangues param e olham para mim, preparando-se para disparar contra mim, mas Jenny é mais rápida (como se ele fosse lenta!) e tira-lhes as armas todas.

- Ninguém se mexe! – disse com uma voz rouca e firme ( uma voz típica de super-herói, estão a ver).

Três deles  ( completos idiotas) desatam a correr. Eu uso uma das minhas flechas armadilhas e apanho um. Kiera  voa na direção de outro e apanha-o no ar, deixando-o cair em cima de uma árvore. Jenny usa a sua supervelocidade e faz cair o terceiro, que se estardalha-se ao comprido no chão, o que me fez rir bastante (confesso).

- Vocês são surdos ou só simplesmente idiotas? – perguntei depois com uma voz autoritária.

De repente um dos gângsteres que eu reconheci ser Dino, o líder do gangue, OS COIOTES começou a rir.

- Qual é a piada, idiota? – perguntei-lhe num tom ríspido e arrogante.

- Vocês. – respondeu ainda a rir. – Se pensam que nós temos medo de vocês, estão muitíssimo enganadas. Vocês não passam de umas chiquitas idi…

Sem deixar Dino terminar a frase puxo por um flecha e acerto-lhe bem no meio do peito. Dino cai morto no chão e todos (incluindo Jenny e Kiera) olharam ápticos para mim.

- Alguém mais quer armar-se em macho latino com excesso de testosterona. Ainda tenho muitas flechas por usar. – falei em seguida com um olhar ameaçador e uma expressão desafiador.

Os dois gangues abanaram as cabeças e saíram a correr do bairro.

- Speedy, Quick girl, K girl, a polícia está a ir para aí. Chega aí em cinco minutos. – disse Óscar depois no intercomunicador.

- Entendido, super-nerd. – respondi.

- Já te disse para não me chamares isso! – respondeu do outro lado com uma voz furiosa.

 

Depois de ter feito a minha corrida habitual (não que goste muito de correr, mas tenho que manter a forma, porque não é propriamente fácil saltar prédios e correr atrás de vilões quando se tem uns quilinhos a mais), entro no Arrowboat, que se encontrava às escuras. Estranho. Pensava que eles estavam aqui? Desligo a música do meu ipod e ligo as luzes. Sentados no sofá velho do barco, encontravam-se, Óscar, Jenny e Kiera com umas caras de caso. Só queria dizer uma coisa. Vinha aí sermão.

- Isto é uma espécie de intervenção por eu ter matado aquele tipo? – perguntei-lhes, tirando do mini-frigorifico uma garrafa de água e bebendo.

- E dizes isso com essa naturalidade toda?! – questionou Kiera com um ar chocado.

- Ele era um tipo mau. Um gângster. Não sei qual é o problema?!

- Já falamos sobre isso, Mina. Todos as vidas importam. – falou dessa vez Jenny como se estivesse a explicar algo a uma criança.

- Mas ele é um vilão. E o nosso trabalho é livrar a cidade desse tipo de pessoas.

- Sim, mas aplicando a justiça. Nós somos heroínas não executores! – falou Jenny de novo.

- Eu sou uma vigilante. E se tiver que matar para manter a minha cidade segura, assim o farei! – respondi com uma voz firme.

- Tenho impressão que já ouvi alguém a dizer isso. – disse Óscar em seguida.

- Não te atrevas a comparar com o meu primo! Não te atrevas! – exclamei com um ar furioso.

- Se não queres ser comparada com ele. Age de forma diferente. Queres ser uma heroína ou uma assassina? – respondeu o meu irmão com uma expressão séria, levantando-se do sofá velho.

Bem, nunca tinha visto assim o meu irmão.  Era a primeira vez que ele me falava dessa forma ríspida. Eu sei, os irmãos mais velhos têm o habito de dar sermões. Mas Óscar nunca foi esse tipo de irmão. Bem até agora, parece que ele estava a mudar.

continua...

Espero que tenham gostado do capítulo. Não se esqueçam de deixar os vossos comentários. KISS. FELIZ DIA DAS BRUXAS

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publicado às 21:13

Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

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De repente ouvimos uma sirene de ambulância, que era nem mais nem menos que o aplicativo que Óscar tinha instalado no computador, que dava sinal quando algum crime estava acontecer na cidade. Uma engenhoca muito útil no combate contra o crime, que me obriga a tirar o chapéu ao meu irmão super-nerd (apesar de que em todas as histórias de super-herois, existe sempre um nerd qualquer que inventa aplicativos como estes para ajudarem os super-herói protagonista).

- Qual é o problema? – perguntei imediatamente ao meu irmão com meu típico ar sério de super-heroína.

- Um desacato entre gangues de Venice no bairro do hospital. – respondeu Óscar, verificando aas câmaras de tráfego da cidade no computador.

- Meninas, equipem-se. Hora de chutar alguns rabos criminosos asquerosos! – ordenei com a minha voz rouca e sombria de super-heroína ( e não, não estou a imitar o meu priminho, ele é que me imita a mim!).

JennyQuick colocou os seus óculos tecnológicos que se transformavam num típico fato de super-heroí. O fato de Jenny era amarelo e preto, com uma máscara amarela e um raio preto desenhado no peito (super badass, como podem imaginar). Kiera usou a sua pulseia mágica, ou devo dizer alienígena, porque mágica não tinha nada. A pulseira de Kiera também se transformou num típico fato de super-heroí. Amarelo e branco, com uma capa amarela e um “K” branco desenhado no peito. Não usava máscara, o que era estupido, porque assim toda a gente ia saber quem ela era. Mas Kiera não se importava, porque ela queria se tornar numa estrela, o problema é que ela não iria só atrair fama, também iria atrair vilões com sede de vingança. Mas tente explicar isso a Kiera. É mais fácil ensinar um problema de matemática a uma criança e acreditem eu sou péssima a matemática. Por fim, eu também acabei por me equipar. Sem objetos super-tecnologicos ou alienígenas, eu equipei-me à moda antiga (da forma como um simples ser humano se veste). Vesti umas Jeggins azuis (tenho que estar mais confortável possível, para dar uma surra nos criminosos), um colete preto à prova de balas (porque eu não sou de aço, como certas pessoas, entendem? E depois ainda dizem que tem fraquezas! Francamente. Tentem lutar o crime sem nenhum super-poder e depois venham falar comigo!). Ok, desculpem. Desviei-me um pouco do assunto. Mas existem pessoas que me irritam profundamente! Mas continuando, calcei as minhas botas de combate e para dar um ar mais de fashon coloquei uma mini capa amarela aos ombros, que prendia com um lindissomo broce de prata em formato de flecha (foi o Óscar que mo deu). Não tinha máscara, mas também não importava, porque o capuz da minha capa amarela escondia-me a cara.

Enfim estávamos prontas para ação!

- Boa sorte, meninas. E se precisarem de alguma coisa, eu estarei no intercomunicador. – falou Óscar com um ar nervoso. Ele sempre ficava assim quando íamos lutar contra algum bandido. Deveria ser preocupação de irmão mais velho. O que eu acho fofo, mas não lhe digo nada. Não quero que o meu maninho pense que sou uma sentimental, percebem? É porque eu tenho que ser a durona do grupo. Se não for quem vai ser?

- Como sempre. – falou Jenny com um sorriso. – És como se fosses o nosso anjo da guarda.

Oh, por favor! Que tanta lamechice. Mas Jenny era assim, cheia de mel e palavras fofas. Por isso, já estão a perceber, porque não pode haver duas pessoas sentimentalistas e fofas no grupo. Se isso acontecesse. Afogávamo-nos em mel.

- Obrigada, maninho. Mas nós não precisamos de sorte. – disse eu, colocando a mão no ombro dele.

- Não foi isso que aconteceu da última vez. – respondeu ele com um sorriso provocador.

Ignorei o comentário trocista do meu irmão e com um ar de duronas saímos do barco em câmara lenta com um andar a super-heroí.

continua...

Olá...aqui está a continuação do capítulo 1. espero que gostem bjs

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publicado às 15:24

Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

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Porto de Venice, Los Angeles_

Eu, o Óscar e a Kiera encontrávamo-nos no Arrowboat, o nosso “quartel-general”. O que era muito mais fixe que a Arrowcave do meu priminho de Star City. Adiante, o barco que agora era o nosso centro de operações, era de Óscar. Foi-lhe oferecido pelo meu pai quando ele fez dez anos, um incentivo para Óscar sair mais de casa, mas que não resultou lá muito bem. Óscar continuou fechado em casa à frente do computador e o barco foi usado pelo meu pai para levar as amantes (já nessa altura a crise financeira do meu paizinho já se sentia), que eram as melhores amigas da minha mãe, que surpreendentemente sabia, mas que nunca fez nada, gostava demasiado do dinheiro do meu pai para se divorciar dele. Continuando, depois de o barco do meu irmão ser usado pelo meu pai como um antro de sexo selvagem, mais tarde foi usado por mim para fazer festas de arrombas em alto mar, aquele tipo de festas que faziam o meu priminho roerem de inveja. Agora, o barco servia um propósito maior e mais importante, era o sítio onde eu e a minha equipa discutíamos e planeávamos as nossas missões para apanhar os super-vilões.

- Isto está uma seca. – falei com uma expressão entediada enquanto me encontrava deitada num sofá velho, que tínhamos encontrado num contentor do lixo (admito que para o bem da minha sanidade mental evito pensar nos fluidos corporais que este sofá pode ter).

- Pois, mas estranho que pareça, hoje ainda não ouve nenhuma queixa de super-vilão. – disse Óscar entretido como sempre no seu computador. Com certeza a trabalhar nalguma coisa de génio. Ó não! Esperem. Ele está só a jogar Candy Crush.

- Eu estava aqui a pensar e acho que devíamos arranjar um “quartel-general” melhor, mais melhorado. – falou Kiera passado algum tempo, depois de terminar de pintar as unhas (algo que adorava faze, parece que o verniz não era uma coisa que existia no planeta dela), enquanto olhava com repulsa à sua volta.

- Pois, mas com que dinheiro? Quando o meu queridinho paizinho morreu deixou-nos na falência.  – respondi-lhe, olhando para ela.

- Lembro-me falares algo sobre esse assunto ( não referi anteriormente, mas Kiera era muito aluada, vivia sempre com a cabeça na lua e nas estrelas (perceberam? Hahah)), mas como o teu pai morreu mesmo?

- Como não te lembras? A famosa jornalista Iris West-Allen de Central City escreveu um artigo inteirinho sobre o meu pai :”Um dos homens mais corruptos de Los Angeles e das cidades fictícias vizinhas”. Em que planeta vives?!

- Recentemente na Terra. Mas tu sabes que eu sou de outro planeta, Mina. Krypton. Eu contei-te. – respondeu-me a Kiera com um ar confuso.

Ok, inteligência não é o forte de Kiera e o sarcasmo é algo que não existe no planeta dela. Mas apesar disso eu adoro-a, mesmo quando ela é burra como uma porta.

- Bom, mas qual história queres? A oficial ou não oficial? – perguntei-lhe depois.

- Qual é diferença? – perguntou ela com o seu habitual ar de ignorante. (eu sei que estou a descrever Kiera como uma completa snob, loira (morena) burra que é mais burra que um calhau, mas não é a minha culpa se ela é mesmo assim!)

Óscar e eu, olhamos um para o outro, trocando um breve sorriso divertido.

- Apenas alguns pormenores. Nada de especial.

- Hum…sendo assim, quero saber as duas histórias. – disse a Kiera com um ar entusiasmado.

- Bem a história oficial é pequena e simples. Numa bela tarde de domingo, o meu pai levou-nos a passear de iate e quando nos encontrávamo-nos em alto mar, fomos atacados por piratas e o nosso pai morreu ao protegermos, morrendo como um herói. Não é fixe?

- Sim, mas também é triste. – respondeu Kiera com pequenas lágrimas a surgir nos olhos.

- Então, espera pela história não oficial. – falou Óscar, superando mais um nível de Candy Crush.

- E então, qual é a história não oficial? – perguntou Kiera curiosa.

- A coisa principal que tens de saber sobre a história não oficial é que é a versão verdadeira. – disse depois eu enquanto Óscar retomava o jogo para tentar superar mais outro nível.

- Então, porque existe a versão oficial? – perguntou-me Kiera confusa.

- Porque a minha mãe não quis manchar a honra do bastardo do meu pai e o nome de família, por isso, inventou toda a história do iate, da saída domingo em família e os piratas, que achou que daria mais um pouco de drama a morte do meu pai.

- Desembucha! Estou ansiosa por saber! Qual é a versão não oficial? – disse Kiera impaciente.

- O meu pai como empresário corrupto que se prese adorava gastar o seu dinheiro sujo em álcool, drogas e putas. Numa noite para festejar uma compra milionária, levou os  amigos no seu iate privado cheio de droga e putas para alto mar. A festa foi tanta que ele acabou por ter uma overdose e cair ao mar e morrer. Fim. Não muito heroico, pois não?

- Isso é terrível! O vosso pai é… -começou por dizer Kiera.

- Um canalha? – interrompi-a.

- Não.

- Um bastardo ganancioso?

- Não.

- Um corrupto putanheiro?

- Mina! – advertiu-me rapidamente Óscar, não conseguindo passar de nível.

- Que foi? São só verdades! – respondi-lhe, olhando para ele com um ar confuso.

- Imbecil. Era essa a palavra que queria dizer. – Justificou-se rapidamente Kiera.

- “Imbecil”, é uma palavra muito simpática para descrever o meu querido pai. – respondi-lhe com um ar descontraído, levantando-me do sofá de modo a ficar sentada.

Entretanto, JennyQuick apareceu no barco com dois sacos de um restaurante italiano que ficava alguns quarteirões daqui.

- Porquê que demoraste tanto? – perguntei-lhe com um ar carrancudo. - Tenho um buraco no estomago do tamanho de um ovo de avestruz de tanta forme que eu tenho!

- Porque apanhei um táxi, depois tive que esperar a minha vez para fazer o pedido, o que não foi nada fácil, parecia que toda a gente tinha tirado a noite para comer naquele restaurante. Depois de fazer o pedido, ainda tive que esperar pela comida e só depois disso tudo é que me consegui despachar. – respondeu a  Jenny com a maior das naturalidades.

- O quê?! – exclamei, olhando para ela com um ar abismado. – Jenny tu és rápida! O teu super poder é a super-velocidade. Por que raio esperaste?

- Sim. A Mina tem razão. O único motivo para tu teres ido buscar comida é porque tu és rápida. Se fosse para esperar, iria um de nós busca-la. – falou o meu irmão.

- Pois…mas vocês sabem que eu não gosto usar os meus poderes para beneficio próprio. – falou  Jenny com aquele típico ar de super-herói (o ar habitual dela).

- És bem brutinha. Se fosse eu a ter super-poderes usava-os para o meu próprio beneficio. – disse eu, abanando a cabeça como forma de reprovação.

- Bem…isso agora não importa. Vamos comer? Estou esfomeada. – falou Kiera, pondo-se de pé.

continua...

Depois de tanto tempo sem postar, está aqui o primeiro capítulo desta aventura. Espero que gostem.

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publicado às 23:04

Speedy - The Yellow Arrow (o início) fim

por Silver Sky, em 16.07.17

Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

Para o recrutamento guiei-me por uma ferramenta muito importante nestes dias modernos. O youtube. Lá encontramos de tudo. Vocês sabem como é. E foi lá que eu encontrei JennyQuick (eu não escrevi mal, o nome dela é mesmo assim, todo junto). Jenny é uma humana sobredotada, uma meta-humana (alguns de vocês deve estar familiarizados com este nome), que tem supervelocidade. Uma habilidade que com certeza daria jeito para a equipa de super-heróis que estava a formar. Por isso, eu tinha que JennyQuick na minha cruzada. Um dia fui até Central City (outra cidade ficcional, durante a história vai haver muitas cidades ficcionais) e fiz-lhe a minha proposta. Disse-lhe que se ela fosse trabalhar comigo ela iria se tornar na super-heroina que ela estava destinada a ser e não a ajudantezeca do velocista escarlate que era na sua cidade natal. Não fui preciso muito para a convencer, ela aceitou na hora. Apesar de JennyQuick pertencer a minha equipa de super-vilões, eu tinha a sensação que ainda faltava alguma coisa para completar a equipa. Tinha a agilidade (eu), a velocidade (JennyQuick) e agora precisava de músculos. E foi, então numa noite de verão em que eu estava numa festa na praia, que a encontrei, dentro da sua nave espacial caída no meio da praia. Sim estou a falar de uma alienígena. Kiera Decker, uma alienígena do planeta Krypton (adivinharam, é um planeta ficcional), com superforça, que também conseguia voar. A história de Kiera é muito simples e breve. Ela um dia teve uma enorme discussão com os pais por causa do primo. Por aquilo que eu entendi, os pais queriam que ela fosse mais como o primo. Trabalhadora, responsável e aborrecida de morte, mas Kiera só queria ser livre, independente e viver a vida a maneira dela (algo que nós as duas temos em comum, por isso, por esse motivo, Kiera subiu imediatamente na minha consideração, mesmo sem a conhecer). Basicamente Kiera queria ser ela própria e não uma cópia barata do primo (nisso apoiava 100%, cada pessoa é diferente e ponto final), por isso, agarrou na nave espacial privada dos pais e fugiu sem destinatário (confessou depois que foi uma sorte vir parar ao planeta Terra e não dentro de um buraco de minhoca). Eu disponibilizei-me imediatamente para a ajudar a integrar-se aqui, no planeta Terra, pois a verdade, é que Kiera era o elemento que faltava para completar a minha equipa, os músculos, por isso falei-lhe da minha cruzada e disse-lhe que se ela se juntasse a mim, iria fazer a diferença e poderia ser ela própria. Como é óbvio, Kiera aceitou de imediato. E, assim se formou a minha equipa: Eu (agilidade), Óscar (o cérebro), JennyQuick (velocidade), Kiera (músculos). Juntos eramos imparáveis e protegíamos as ruas de Los Angeles dos super-vilões.

- O que estás a fazer? – perguntou-me o meu irmão, aparecendo ao meu lado.

- Estou a escrever um diário sobre a minha vida de vigilante. – respondi com um sorriso, olhando para ele.

- Porquê? – Óscar olhou-me com um ar confuso.

- Porque é que fazem filmes de super-heróis, Óscares?

- Porque é fixe.

- Ora aí tens a tua resposta. Como super-heroína que sou também mereço um filme ou uma série para me homenagear, não achas?

- Se o dizes. – disse ele com um ar aborrecido, encolhendo os ombros.

- Não precisas de ficar tão entusiasmado. – disse sarcasticamente.

- Mina, sai lá do computador, eu quero verificar os meus e-mails.

- Que e-mails? Tu não tens amigos!

- Para de ser mazinha e sai!

- Está bem, está bem, super-nerd. – disse com um sorriso divertido, levantando-me da cadeira.

- Tu sabes que eu não gosto que me chames isso! – exclamou Óscar com um ar carrancudo.

- Por isso mesmo que te chamo. – disse com um sorriso trocista.

-Tu és impossível. – disse ele novamente com um ar aborrecido.

- Bem… vou dar uma volta, tenho flechas novas que precisam de ser estriadas. – fui-me embora, deixando Óscar sozinho, sentado à frente do computador.

continua...

p.s. obrigada por continuarem a acompanharem a história.

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publicado às 21:02

Como já  devem ter apercebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

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A minha cruzada na luta contra o crime começou de uma forma bastante simples e numa noite fria de Inverno. Estava a entrar no meu local de trabalho, quando fui abordada por um individuo de vestes rotas e de aparência suja (claramente um mendigo). E mendigos é que não faltam na cidade. Parecem zombies, estão em toda a parte e perseguem as pessoas, mas em vez de cérebros eles querem dinheiro. Zombies modernos, é o que é! E se tu lhe oferecesses comida, eles recusam e até te olham de uma forma ofendida. Mendigos orgulhosos demais, não acham? Mas acontece que eu naquela noite estava bem-disposta e ultimamente queria começar a fazer o bem, começar a tornar-me numa pessoa melhor. E porque não começar por aquele pobre mendigo? Dei-lhe dinheiro e o mendigo agradeceu-me com um sorriso amarelo (literalmente), porque os dentes dele eram escuros, certamente não deveriam ser lavados a uma eternidade. Pronto, depois de ele me agradecer, o mendigo foi a vidinha dele e eu fui a minha. Orgulhosa comigo própria por ter feito uma boa ação (foi o que eu pensei) fui trabalhar. Quando terminei o meu turno e ia a caminho de casa, vejo o mesmo mendigo em que dei dinheiro a comprar drogas num beco. Tinham que ver a minha reação. Pura fúria. Naquele momento apercebi-me que o problema da cidade eram aquele tipo de pessoas (como o mendigo) que não faziam nada para mudar. Eu dei-lhe dinheiro e o mendigo em vez de usar esse dinheiro para comprar comida, não. Ele preferiu comprar droga e continuar com o mesmo estilo de vida. Por isso, eu pensei: tinha que fazer alguma coisa para mudar a cidade, para parar pessoas daquele tipo. E naquela noite tudo começou. Começou com o mendigo e com os traficantes de droga que lhe estavam a vender a droga. Dei-lhes uma liçãozinha que lhes valeu uma visitinha ao hospital por duas semanas. E aí percebi que a cidade precisava de alguém pior que os vilões para os parar. E essa pessoa seria eu. Falei com o meu irmão sobre a minha ideia de me tornar uma vigilante, mas ele não achou boa ideia. Óscar herdou o lado cobarde da família (obrigadinha paizinho). Mas eu não ia desistir assim tão facilmente daquilo que eu acreditava que era o meu propósito, por isso, depois de longas horas a implorar e a elogiar o meu irmão do seu talento com computadores e da sua superinteligência, ele acabou por ceder e aceitou ajudar-me. E assim eu me tornei Speedy e o meu irmão, tornou-se, bem... ele não tem um nome secreto. Mas as vezes eu chamo-o de supernerd, o que ele não gosta lá muito.  Ao início era perfeito. Dois irmãos a lutar contra crime lado a lado. Fazíamos uma boa equipa. O treinamento que tive com os índios nus canibais e o talento do meu irmão com computadores e tecnologia, fazia de nós uma dupla imbatível, livrando as ruas da cidade dos supervilões egocêntricos. Ele até me fabricou flechas bem fixes (umas que explodiam, outras que se transformavam em armadinhas, outras que libertavam uma substância pegajosa, tipo chiclete, que prendia os vilões e entre outros tipos). Também me criou um fato porreiro em tons amarelos e azuis claros ( a minha cara). Mas com o passar dos meses começaram a surgir novos vilões com poderes poderosos e nem com ajuda do meu irmão, e do seu talento com tecnologia conseguia dar conta deles todos. Precisava de ajuda nas ruas. Por isso, comecei a fazer as minhas pesquisas para recrutar novos elementos para me ajudarem na minha cruzada na luta contra o crime.

continua...

p.s. obrigada por acompanharem.... espero que tenham gostado desta contiuação.

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publicado às 21:00

Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

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Depois de passar um ano na ilha a viver com aquela tribo de índios canibais regressei a minha cidade. Acho que ainda não mencionei o nome da minha cidade. Por isso, aqui vai. A minha adorável cidade que adoro tanto como desprezo é Los Angeles (chocados por não ser uma cidade fictícia, como Gotham, ou Huber City, ou qualquer cidade fictícia que acaba em City??). Mas enganam-se aqueles que pensam que a cidade faz jus ao nome, porque esta cidade de anjos só tem mesmo o nome. Acho que deveria ser chamada de Los Devil, faz muito mais sentindo. E um dia quando eu for presidente da cidade (como o meu priminho é) talvez eu mude o nome, como ele fez a sua cidade. Mudou Starling City para Star City. Vá-se lá entender o porquê. Mas adiante, podem ver o tipo de cidade que a minha cidade é, pior que o bairro Hell´s Kitchen de Mannathan, Nova York, que surpreendentemente não é um bairro fictício. Existe mesmo, eu já fui confirmar ao google. Por isso, Los Angeles é uma típica cidade interessante, cheia de roubos, homicídios, excêntricos vilões de mascaras, que toda a gente que detesta rotina e adora um pouco de adrenalina na sua vida gostaria de viver. Mas como disse em linhas anteriores, depois ter passado um ano na ilha, regressei a minha cidade, que surpreendentemente permanecia igual. Fui recebida calorosamente por meu irmão, já agora chama-se Óscar King (tinha-me esquecido de mencionar isso, logo ele que é uma peça importante na minha vida de vigilante) e fui recebida com indiferença pela minha mãe (já estava à espera, no estado alcoólico em que ela se encontrava que não conseguia fazer a diferença entre um copo de água e um copo de vodka, era natural não se lembrar quem eu sou). Uma vez na cidade, eu e o meu irmão decidimos por mãos à obra e pagar as dividas do meu pai. Mas havia um problema. Nenhum dos dois queria trabalhar. Não é culpa nossa. Nós fomos educados e criados para não trabalhar e sim para esbanjar dinheiro. Mas agora estávamos numa situação difícil. Sem dinheiro, endividados e com uma mãe mais que alcoólica, só nos restava fazer uma coisa. Situações drásticas requerem soluções drásticas. Trabalhar. Enquanto eu arranjei trabalho no McDonald’s, o meu irmão começou a jogar poker online. Porém, ele não era lá muito bom. Eu conseguia arranjar mais dinheiro a vender hambúrgueres do que ele a jogar uma semana poker. Mas juntando toda a quantia que íamos ganhando, conseguimos aos poucos pagar todas as dividas que o meu queridinho paizinho nos deixou (sarcasmo, para quem não entendeu). Contundo vocês devem estar a perguntarem-se: “Afinal quando é que tu contas como é que a tua cruzada na luta contra o crime começou”? Calma é já a seguir.

continua...

p.s. obrigada pelos comentários e pelos "favoritos", isso significa muito para mim. Bjos espero que gostem da continuação.

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publicado às 21:39

Como já  devem ter percebido esta história é sobre super-heróis. Por isso, vou usar muitas referências de super-heróis e vilões conhecidos por vocês (ou não). Só espero que gostem.

p.s. não fiz a revisão do texto, por isso, qualquer erro que encontrem, sorry.

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Uma vez em Neptuno eu pude relaxar, ficando bêbada todos os dias. Mas não foi só isso que eu fiz na ilha. Eu comi, dormi (sou humana afinal de contas) e…treinei. Leram bem. Eu treinei. Ao inicio para aquecer comecei a caminha pela ilha, depois quando me senti mais à vontade arrisquei e corri a volta da ilha (não que fosse grande coisa, porque a ilha é pequeníssima, o que me fez pensar que nessa altura o meu pai já deveria estar com problemas financeiras, porque se não tivesse ter-me-ia comprado uma ilha maior e um unicórnio como eu lhe pedi). Mas esquecendo o meu patético pai, como estava a dizer corri, fiz musculação, bebi muita água de coco, comi muita fruta, fiz escalda para exercitar os músculos das pernas e dos braços, fiz mergulho (só para me divertir) e o mais importante de tudo…treinei arco com uma tribo de índios. Afinal eles moravam na ilha. Como podem ver para além de o meu pai ser um egocêntrico, empresário corrupto, era também um mentiroso. Porque disse-me que a ilha era minha e não havia ninguém a morar nela. Mentiroso do car*****. Adiante. Basta perder tempo a insultar o meu pai. Como estava a dizer treinei com os índios. Mas o meu encontro com eles foi insólito e aterrorizante. Numa noite eu vinha da minha corrida habitual quando sou apanhada por dois índios que começaram aos berros comigo e mesmo eu quisesse responder não conseguia, porque não entendia nenhuma palavra que eles diziam. Continuaram a gritar e acabei por entrar em pânico e tentei fugir, mas um deles acertou-me com uma flecha no rabo e eu perdi os sentidos. A flecha estava contaminada com um ansiolítico qualquer de origem herbanário. Horas depois eu acordei presa dentro de enorme caldeirão preto. À minha volta havia um grande grupo de índios famintos. Oh, boy! Eles vão-me comer! Foi o que eu pensei ao ver os seus olhares famintos fixados em mim. Não tendo nenhuma forma como fugir, fiz o que uma pessoa com medo e desesperada na minha situação faria. Comecei a chorar como uma madalena arrependida. Os índios olharam para mim como se fosse uma maluquinha e começaram a falar entre si. Eu só pensava que aquele era o meu fim até que…eles tiram-me do caldeirão. Pelo pouco que entendi, eles tiveram pena de mim e não gostavam de comer pessoas choramingas. Graças a Deus. Pensei eu aliviada. Como uma pessoa normal de perfeito juízo o meu instinto foi ir embora daquela ilha. Mas os índios mostraram-se simpáticos e convidaram-me a morar com eles. E como eu fui sempre uma pessoa que teve curiosidade de conhecer novas culturas, mesmo que fosse uma tribo de índios canibais, acabei por aceitar. Durante o tempo que vivi na tribo os índios ensinaram-me muita coisa. Ensinaram-me a fazer as minhas próprias armas com pedras e paus.  Ensinaram-me a caçar, a cozinhar, a usar o arco (como é óbvio), menos uma coisa que não me ensinaram. Foi lavar a roupa, porque eles não usavam roupa. Para além de ser uma tribo canibal eram uma tribo de nudismo. Por isso vocês já estão a ver como era a vida na tribo.

contiua...

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publicado às 15:37

Parassómnia - Capítulo 17 - FIM

por Silver Sky, em 20.04.17

 

 

E aqui está o final tão esperado! hahahha

 

 

Capítulo 17

Já tinha passado uma semana desde que Ema tinha derrotado o Dr. Baltasar. Apesar de tudo, as coisas tinham voltado ao normal. Se isso fosse possível as coisas voltarem a ser como eram dantes. Porque, Ema para além de ser um lobisomem era também um alpha. Uma maldição de família que tinha de carregar para toda a vida. E mesmo conseguindo completar a transformação, Ema ainda não confiava nela própria. Sentia que a qualquer momento podia passar para o lado negro e sombrio da sua alma.

Ema e Dinis ao som da rádio passavam o serão a jogar um jogo qualquer de tabuleiro. Dinis baralha o dado na mão e depois lança-o para cima do tabuleiro do jogo, calhando-lhe o número “seis”.

-É impossível calhar-te o número “seis” quatro vezes seguidas! – reclamou Ema desconfiada.

Dinis exibiu um sorrisinho trocista e provocador.

-Arg! Como és batoteiro, Dinis Bartolomeu Lopes! – exclamou Ema irritada.

-Eu não tenho culpa de estar a ter sorte. – respondeu Dinis, encolhendo os ombros.

-Sorte ou estás a ganhar pelo fato de o dado estar viciado! – disse Ema, cruzando os braços sobre o peito.

-Viciado?!

-Sim. E bem sei que foste tu que o viciaste, Dinis!

-Culpado encontrado. – disse a seguir Dinis com sorriso divertido.

Ema revirou os olhos.

-É verdade. Onde está o Gaspar? Pensei que ele viesse cá ter. – perguntou Dinis, olhando para Ema curioso.

-O Gaspar tinha um encontro romântico. Não pode vir. – respondeu Ema, sorrindo.

-E quem é a vítima? – perguntou a seguir Dinis com um sorriso divertido.

Ema deu uma gargalha divertida e depois respondeu com um encolher de ombros:

-Não sei. Ele não disse.

De repente na rádio começou a tocar uma balada:

 

Oh, Miss Believer, my pretty sleeper

Your twisted mind is like snow on the road

Your shaking shoulders prove that it's colder

Inside your head than the winter of dead…”

 

Dinis levantou-se e estendeu a seguir a mão a Ema.

-Dinis?! – perguntou Ema, olhando confusa para a mão estendida do amigo.

-Vá lá, Ema. Concebe esta dança. – respondeu Dinis com um sorriso encantador.

Ema levantou-se e por fim agarrou na mão dele. A seguir, Dinis colocou as suas mãos na cintura dela e Ema envolveu o pescoço de Dinis com os seus braços. Os dois começaram a dançar ao ritmo lento da música.

 

“…I will tell you I love you

But the muffs on your ears will cater your fears

My nose and feet are running as we start

To travel through snow

Together we go

Together we go

 

We get colder

As we grow older

We will walk

So much slower…”

 

Enquanto dançavam os seus olhares cruzaram-se e Ema sorriu divertida.

-O que foi? – perguntou-lhe Dinis curioso.

-Não te imaginava como dançarino. – respondeu Ema, sorrindo.

-Não és a única que tem segredos. – disse Dinis com um sorriso divertido, piscando-lhe depois o olho.

 

“…Oh, Miss Believer, my pretty weeper

Your twisted thoughts are like snow on the rooftops

Please, take my hand, we're in foreign land

As we travel through snow

Together we go

Together we go

 

We get colder

As we grow older

We will walk

So much slower…”

 

A seguir, Dinis fez Ema rodopiar nos seus braços e os dois acabaram-se a rir divertido.

-Parece que alguém andou a ter aulas de dança! – disse Ema com um sorriso divertido.

-Achas que me safava num concurso de talentos? – perguntou Dinis também com um sorriso animado.

-Não só te safavas como ganhavas!

Os dois desmancharam-se a rir.

De repente os seus olhares cruzam-se e eles ficaram com uma expressão mais séria e tensa.

-Ema…

Mas Ema começou repentinamente a sentir um mau estar, que começava a intensificar-se. Sem se conseguir controlar, Ema caiu de joelhos ao chão.

-Ema! Estás bem? – perguntou Dinis preocupado, aproximando-se dela.

-Dinis…afasta-te de mim!

Ema levantou a cabeça e olhou para Dinis. Os seus olhos tinham um brilho vermelho e os seus dentes estavam maiores e mais afiados. As suas unham-se tinham desaparecido e dado lugar a enormes garras mortíferas. Ema sentia dentro dela a transformação a iniciar-se. Mais poderosa e avassaladora do que as outras vez. Sentia o seu lado negro da sua alma a libertar-se e a emergir do fundo.

-Ema… - falou Dinis assutado, afastando-se um pouco dela. – Tu, consegues lutar contra isso!

-Não. Não consigo…desculpa, Dinis!

Ema desfeita em lágrimas, sem se conseguir controlar atacou Dinis, rasgando-lhe brutalmente a garganta dele com as garras.

Ema acordou com o seu próprio grito, acordando também Dinis, que se encontrava a dormir numa poltrona ao lado da cama dela.

- Ema… - disse ele com um sorriso doce.

-Di..nis… - tentou falar Ema, mas a sua voz parecia que estava presa.

-Meu amor, está tudo bem. – disse a seguir Dinis, agarrando carinhosamente nas mãos dela, tentando tranquiliza-la.

Ema olhou para ele e inspirou fundo, acalmando-se por fim. O toque quente de Dinis fazia sentir-se bem, tranquila. Olhou a seguir à sua volta e finalmente se apercebeu que estava num quarto de hospital.

-Não te lembras do que aconteceu? – perguntou-lhe Dinis, continuando a agarrar nas mãos dela.

Ema abanou a cabeça.

-Tiveste um acidente de carro e ficaste em coma durante dois meses. – contou-lhe a seguir Dinis.

De repente as lembranças do acidente apareceram como relâmpagos na mente de Ema. As luzes amarelas dos faróis de um carro a ir em direção a ela e depois um…estrondo.

-Já me lembro… estava a ir para o trabalho quando um carro apareceu do nada.

-Nem imaginas o quanto feliz eu estou por estares bem. Pregaste-me cá um susto, Ema! – disse Xavier com um ar angustiado.

-Mas agora estou bem e pronta para atazanar o resto da tua vida. – Ema sorriu.

-Acho bem. Sem ti a minha vida é um grande aborrecimento. – disse Dinis com um sorriso divertido.

Ema, a seguir passou a sua mão pelo rosto de Dinis e por fim ele beijou-a. Ema correspondeu imediatamente ao beijo. Um beijo calmo, sem pressas. Ambos queriam aproveitar e saborear aquele momento mais devagar possível.

- Tinha tantas saudades tuas, meu amor. – disse a seguir Dinis, olhando nos olhos de Ema com um sorriso.

Ema sorriu e voltou a beija-lo.

-Os meus pais? – perguntou-lhe depois.

-Eles acabaram agora de sair. Mas vou-lhes telefonar avisar que tu já acordaste. E aproveito e informo também uma enfermeira. – respondeu Dinis com um sorriso energético e feliz, saindo por fim do quarto de hospital.

Ema sorriu-lhe e quando finalmente se encontrou sozinha no quarto, saiu da cama e dirigiu-se até à janela. Lá fora estava a nevar. Encostou a cabeça contra o vidro frio da janela e ficou a ver a neve a cair lá fora.

-Será que foi apenas um sonho? Pareceu tão real.

 

fim

espero que tenham gostado da história beijinhos. Não revi o capítulo, por isso algum erro que encontrem desculpem . bjs

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publicado às 16:50

Parassómnia "Capítulo 16"

por Silver Sky, em 13.04.17

 

 

 

Capítulo 16

 O cheiro de Dinis levou Ema e Gaspar até a zona industrial da cidade, parando à frente de um armazém de fabrico de automóveis onde o cheiro terminava.

-Tens a certeza que é aqui? – perguntou Gaspar, olhando para Ema.

-Apesar De eu ter quase morrido intoxicado por ter cheirado a sapatilha do Dinis…sim, tenho a certeza. – respondeu Ema com uma voz segura.

Gaspar olhou depois para o céu e falou:

-Lua Cheia. O momento em que o poder atinge o seu auge.

-Algum conselho antes de eu ir enfrentar um alpha demoníaco? – perguntou Ema, olhando para o primo.

-Sê tu própria. E eu estou a referir-me ao lobo que existe dentro de ti. Tens que o libertar sem medos, Ema. – respondeu Gaspar com uma expressão séria no rosto.

Ema respirou fundo e depois os dois entraram finalmente no armazém.

Cautelosamente começaram a movimentarem-se pelos carros inacabados.

-Consegues sentir o cheiro do Dinis? – perguntou depois Gaspar, olhando para ela.

-Sim. Por aqui! – respondeu Ema, seguindo em frente. Gaspar seguia.

Caminham alguns metros pelo armazém escuro, viram algumas vezes a direita e a esquerda e finalmente encontram-no. Dinis encontrava-se a uns metros deles, deitado no chão, parecia bem e consciente.

Ema e Gaspar correm imediatamente para junto dele.

-Como estás? – perguntou Ema preocupada, ajudando-o a levantar-se com a ajuda de Gaspar.

-Estou bem. – respondeu Dinis, sentindo-se apenas um pouco dorido.

De repente algo rápido passou por eles e segundos depois Ema foi atirada violentamente ao chão.

Atrapalhada e assustada Ema levantou-se e olhou à sua volta, enquanto Gaspar e Dinis permaneciam nos seus lugares muito quietos.

Da escuridão surgiu um homem com um brilho vermelho nos olhos.

-Dr. Baltasar? – exclamou Ema confusa.

Dinis e Gaspar também estavam perplexos.

O doutor com um sorriso malicioso e divertido aproximou-se dela.

-Ema, tenho que te dar os parabéns. – disse o Dr. Baltasar com um bater de palmas. – És a primeira pessoa que eu conheço que lutou contra a transformação.

-Eu não acredito! O doutor é que é o alpha lobo demónio? – falou Ema sem ainda conseguir acreditar.

-Confesso que foi inteligente da tua parte evitares dormir durante semanas. Isso, impediu que eu conseguisse entrar na tua mente. – disse o doutor exibiu um sorriso divertido e perverso.

-Era o doutor esse tempo todo?! Você era o monstro de olhos vermelhos dos meus sonhos?! – exclamou Ema chocada com uma mistura de fúria e confusão.

-Admito que me diverti muito entrar na tua cabeça e mexer com a tua mente. Já há muito tempo que não o fazia. – disse o Dr. Baltasar com um sorriso divertido e trocista. Mas chega de diversão. Tu tens uma coisa que eu quero! – falou depois com uma expressão sombria e ameaçadora.

-O meu poder de alpha nunca vai ser teu! – gritou Ema cheia de fúria e os seus olhos ganharam um brilho vermelho.

-Queres uma aposta? – respondeu-lhe o Dr. Baltasar com um sorriso provocador e trocista.

Ema cerrou os punhos cheio de ódio e correu na direção de Dr. Baltasar, pronta para atacar. Mas Dr. Baltasar é mais rápido e conseguiu desviar-se do ataque de Ema e contra-atacando logo de seguida com um golpe que atirou com Ema brutalmente ao chão. Ema cerrou os dentes com a dor e o brilho vermelho dos seus olhos desapareceu.

O Dr. Baltasar aproximou-se de Ema.

-Tu és fraca! Patética! Não mereces ser um alpha! – falou a seguir o Dr. Baltasar com

uma voz sombria.

Um brilho vermelho reapareceu no olhar do doutor e a pele dele começou a derreter, aparecendo depois um pelo preto. Caiu depois de quatro ao chão e os pés e as mãos transformaram-se em enormes matas. A boca começava a dar lugar a um focinho comprido com grandes dentes e passado uns minutos o Dr. Baltasar tinha-se transformado num lobo preto gigante.

Soltou a seguir um rugido glorioso e com uma atitude vitoriosa e cheia de poder colocou uma das patas da frente em cima do peito de Ema, pressionando com força a caixa torácica dela.

Ema soltou um grito.

-Ele vai mata-la! – exclamou Dinis apavorado. – Temos que a ajudar! Fazer alguma coisa! – olhou depois para Gaspar.

-Não há nada que possamos fazer, Dinis. Agora é com a Ema. Só ela o consegue derrotar. – respondeu Gaspar, olhando para ele.

-EMA! -gritou Dinis em pânico.

Ao ouvir o grito de Dinis, Ema sentiu uma força dentro dela e os seus olhos ganharam novamente um brilho vermelho. Agarrou na pata do Dr. Baltasar e removeu-a do seu peito. Rodou depois para o lado e a para do doutor caiu pesadamente no chão. Num salto Ema levantou-se do chão e ficou de frente para o lobo preto gigante. Cerrou os punhos e gritou. A raiva apoderou-se dela e um calor e uma dor envolveram o seu corpo. Ema caiu de quatro ao chão e a sua pele começou a derreter. Pelos cinzentos começaram a aparecer. A sua orelhas começaram a adquirir uma forma pontiaguda. O seu rosto adquiriu feições animalescas, a boca deu lugar a um focinho cheio de dentes mortíferos e o seu corpo começou a transformar-se. Uma enorme cauda cinzenta apareceu e as mãos e os pés tornaram-se em patas grandes com garras afiadas. Segundos depois Ema tinha-se transformado num lobo cinzento gigante.

-Ela completou a transformação! – exclamou Gaspar com uma expressão animada e orgulhosa, enquanto Dinis tinha um ar assustado e ao mesmo tempo surpreso.

Ema soltou um rugido desafiador e Dr. Baltasar respondeu-lhe com um rugido provocador. Olharam-se por uns segundos e depois avançaram um para outro. A batalha tinha começado. Nos minutos a seguir trocaram patadas e dentadas no pescoço, nas patas, no focinho. Tanto Ema como o Dr. Baltasar sangravam, começando a ficar cansados.

Dinis e Gaspar observavam de longe, muito nervosos a luta. Dinis não conseguindo ver Ema a sofrer, tapava às vezes a cara com as mãos.

A luta continuava. Ema conseguiu desviar-se de um ataque do Dr. Baltasar e a seguir derruba-o brutalmente ao chão. Dr. Baltasar tentou colocar-se de pé, mas Ema como uma das patas da frente obrigou-o a permanecer no chão. A seguir num movimento rápido mordeu o pescoço do doutor com os seus enormes dentes, rasgando-lhe brutalmente a garganta. Dr. Baltasar voltou a sua forma humana e começou a esvaziar-se em sangue até morrer.

Ema afastou-se dele e voltou-se para Gaspar e Dinis (que olhava horrorizado para ela). A seguir ela também voltou a sua forma humana. Tinha o rosto, a boca e o resto do corpo coberto em sague, algum era dela, outro era do Dr. Baltasar. Olhou uma última vez para Dinis e caiu depois inconsciente ao chão.

Dinis e Gaspar preocupados correram para junto dela.

-Ema, eu estou aqui. – disse Gaspar ajoelhado ao lado dela, abraçando-a com todas as forças. – Não te preocupes. Vais ficar bem.

bem o que acharam da revelação de quem é o alpha? se calhar até já desconfiavam hahah. Mas espero que tenham gostado. Desculpem o atraso. Não fiz a revisão do capítulo. E é só para dizer que para a semana é o último capítulo de PARASSÓMINIA.

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publicado às 19:59

Parassómnia - Capítulo 15

por Silver Sky, em 05.04.17

 

 

Capítulo 15

 Um uivo estridente e assustador acordou Ema.

Levantou-se da cama num salto e acordou rapidamente Dinis que dormia numa poltrona ao fundo da cama.

-Dinis, ele está aqui! – sussurrou Ema.

-Eu, vou avisar o Gaspar.  – falou Dinis, tirando o telemóvel do bolso da frente das calças de ganga e enviando uma mensagem “S.O.S” a Gaspar.

A seguir os dois saíram do quarto, atravessaram o corredor e entraram sorrateiramente na sala de estar. Mas de repente, algo atravessou a janela, estilhaçando os vidros todos no chão. Ema e Dinis perplexos com aquilo que se encontrava diante dos seus olhos não se atreveram a mexer.

Era um lobo gigante, de pelo preto, com pelo menos dois metros de altura. Os seus olhos vermelhos brilhantes estavam fixados em Ema. Era ele. O monstro de olhos vermelhos dos sonhos dela.

O monstro num movimento rápido avançou na direção deles e atacou Ema, atirando-a violentamente para o chão. Dinis assustado corre imediatamente para um canto. O lobo ignorou a presença dele e aproximou-se de Ema. Ema tentou levantar-se, mas o lobo voltou ataca-la, atingindo-a no braço com as suas garras afiadas, fazendo-a novamente cair ao chão. Dinis escondido num canto estremeceu. Ema mordeu o lábio com a dor. Olhou para o seu braço que sangrava abundantemente. O lobo soltou um rugido arrepiante e olhou para ela com desprezo. Ema começou a rastejar em direção à mesa de madeira, enquanto o lobo se aproximava dela em passos lentos. De repente quando ela se preparava para se refugiar debaixo da mesa de madeira, o lobo atacou-a, mordendo-lhe a perna e puxando-a. Ema agarrou-se imediatamente à perna de madeira da mesa e gritou. Debatia-se para libertar a perna dos enormes dentes do alpha, mas não estava a conseguir. Não havia maneira de o lobo libertar a sua perna. Puxava-a com toda a ferocidade e o pior é que Ema começava a ficar cansada a perder as forças.

Dinis no seu canto encontrava-se apavorado e inquieto. Tinha que fazer alguma coisa. Ele ia mata-la! Olhou à sua volta e viu o taco de basebol encostado ao sofá. Inspirou fundo e correu, agarrando a seguir no taco.

-HEI! – gritou em plenos pulmões, segurando firmemente o taco e basebol com as duas mãos.

Mas o lobo ignorou-o.

-Hei. Deixa-a em paz! – disse depois ele furioso, batendo com toda a força o taco de basebol nas costas do lobo, mas o taco parte-se ao meio. Dinis olhou para ele confuso.

O lobo largou a perna de Ema e virou-se lentamente para Dinis.

-Ops! – disse Dinis com uma expressão assustada, engolindo em seco.

-Dinis, CORRE! -gritou Ema apavorada.

Mas Dinis não se conseguia mexer era como se tinha os seus pés colocados ao chão. O lobo começou a aproximar-se dele. Dinis tremia. A seguir o lobo parou à frente dele. O seu focinho estava uns caços centímetros da cara de Dinis. Ele conseguia sentir a respiração quente do lobo a bater-lhe no rosto.

-DINIS! – gritou Ema desesperada, não se conseguindo levantar.

Mas Dinis continuava a não se conseguir mexer. A seguir o lobo abriu a sua enorme boca, mostrando os seus dentes afiados e Dinis fechou os olhos, à espera da sua morte.

Mas de repente a porta de casa abriu-se e apareceu um lobo grande (mais pequeno que o alpha), castanho, de olhos amarelos brilhantes e atacou imediatamente o lobo preto, atirando-o violentamente para o chão.

-Gaspar. – disse Ema, respirando de alívio.

Gaspar abriu os olhos e correu para junto de Ema.

-Estás bem? – perguntou-lhe preocupado.

Ema assentiu com a cabeça.

Mas rapidamente os seus olhares desviaram-se para a luta entre Gaspar e o alpha.

E Gaspar estava nitidamente a perder. O alpha atacava-o, atingindo-o com golpes e dentadas.

-Ema, tu precisas de fazer alguma coisa! – disse a seguir Dinis num tom alarmado.

-Não consigo. – respondeu Ema com uma expressão fraca.

-Tu, precisas de reagir! Precisas de te transformar! Se não fizeres nada, o alpha vai mata-lo! Precisas de ficar com raiva!

-É fácil de falar!

-Desculpa, por aquilo que vou fazer a seguir. – disse depois Dinis com uma expressão cheia de culpa.

Ema olhou confusa para ele. E a seguir a única coisa que sente é palma da mão de Dinis na sua cara.

-Agora já sentes raiva?

-Dá-me outro estalo! – pediu Ema, com a respiração a começar a ficar ofegante.

Dinis voltou a dar-lhe outro estalo e uma raiva inexplicável atingia como um relâmpago. Sentiu um calor e uma enorme dor a invadir-lhe o corpo, como se estivesse a ser queimada viva. Os seus olhos ficam vermelhos brilhantes e todas as suas feridas saram. Os seus dentes ficaram enormes e as suas unhas transformaram-se em garras. O seu rosto transforma-se, ganhando feições animalescas. Sentia uma enorme vontade de arrancar a cabeça a Dinis, mas esse pensamento é interrompido pelo grito de Gaspar. Ema olhou imediatamente para o lado e viu o primo caído no chão, na sua forma humana, com o lobo preto a tentar morde-lo.

Ema reagiu rapidamente, saiu debaixo da mesa de madeira e atacou o alpha, cravando as suas garras nas costelas dele. O lobo preto soltou um doloroso rugido e afastou-se de Gaspar que rastejou para longe.

Dinis continuava escondido debaixo da mesa de madeira.

A seguir o lobo preto virou-se para Ema, ficando de frente para ela.

-EU NÃO TENHO MEDO DE TI! – gritou Ema com uma voz rouca e grave.

O lobo preto soltou um rugido provocador, desafiando-a.

Ema respondeu-lhe a seguir com outro rugido potente e os dois começaram a correr na direção um do outro.

O lobo preto tentou mordeu Ema, mas ela conseguiu prender o focinho dele e depois cravou os seus enormes dentes afiados no pescoço dele. O lobo ganiu e afastou-se, mas Ema não perdeu tempo e voltou a investir outro ataque, golpeando a perna do lobo com as suas garras afiadas. O alpha ferido acabou por ceder e caiu ao chão.

Ema inspirou fundo e lembrou-se do sorriso de Dinis e voltou ao normal. Sem perder foi ter com o Gaspar.

-Estás bem? – perguntou-lhe preocupada.

O primo respondeu-lhe, assentindo com a cabeça e levantando-se a seguir com a ajuda dela.

-Onde está o Dinis? – perguntou Gaspar preocupado, olhando à sua volta. – E onde está o alpha?

-Oh, não! O alpha levou o Dinis! – disse rapidamente Ema alarmada. – Ele vai mata-lo, Gaspar. – disse depois com uma expressão em pânico.

-Não, não vai mata-lo, Ema. O alpha vai usar Dinis como isco para te atrair.

-Então, temos que o encontrar antes que seja tarde demais. Se alguma coisa acontecer a Dinis nunca me vou conseguir perdoar!

- Agora não vale a pena pensar nisso. Temos que ter calma. – disse Gaspar, tentando tranquilizar Ema. – Tens alguma coisa do Dinis para seguirmos o cheiro dele?

- Não sei. Talvez no quarto.

Os dois saíram da sala de estar e entraram no quarto. Junto à poltrona encontravam-se as sapatilhas cinzentas de Dinis.

-Estas são as sapatilhas do Dinis. – disse Ema, agarrando numa das sapatilhas.

-Ok, agora cheira. – disse Gaspar num tom sério.

Ema olhou para ele confusa e disse:

-Só podes estar a brincar!

-Queres ou não encontrar o Dinis?

 

Olá! Está aqui mais um capítulo? O que acharam do final? O que irá acontecer  Dinis? Bem...já só faltam dois capítulos para a história acabar. bjs

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publicado às 14:28



Caindo das Estrelas

"Caindo das Estrelas" é o meu primeiro livro. Quem estiver interessado e quiser ler passe no site artelogy.com Obrigada