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Parassómnia - Capítulo 17 - FIM

por Silver Sky, em 20.04.17

 

 

E aqui está o final tão esperado! hahahha

 

 

Capítulo 17

Já tinha passado uma semana desde que Ema tinha derrotado o Dr. Baltasar. Apesar de tudo, as coisas tinham voltado ao normal. Se isso fosse possível as coisas voltarem a ser como eram dantes. Porque, Ema para além de ser um lobisomem era também um alpha. Uma maldição de família que tinha de carregar para toda a vida. E mesmo conseguindo completar a transformação, Ema ainda não confiava nela própria. Sentia que a qualquer momento podia passar para o lado negro e sombrio da sua alma.

Ema e Dinis ao som da rádio passavam o serão a jogar um jogo qualquer de tabuleiro. Dinis baralha o dado na mão e depois lança-o para cima do tabuleiro do jogo, calhando-lhe o número “seis”.

-É impossível calhar-te o número “seis” quatro vezes seguidas! – reclamou Ema desconfiada.

Dinis exibiu um sorrisinho trocista e provocador.

-Arg! Como és batoteiro, Dinis Bartolomeu Lopes! – exclamou Ema irritada.

-Eu não tenho culpa de estar a ter sorte. – respondeu Dinis, encolhendo os ombros.

-Sorte ou estás a ganhar pelo fato de o dado estar viciado! – disse Ema, cruzando os braços sobre o peito.

-Viciado?!

-Sim. E bem sei que foste tu que o viciaste, Dinis!

-Culpado encontrado. – disse a seguir Dinis com sorriso divertido.

Ema revirou os olhos.

-É verdade. Onde está o Gaspar? Pensei que ele viesse cá ter. – perguntou Dinis, olhando para Ema curioso.

-O Gaspar tinha um encontro romântico. Não pode vir. – respondeu Ema, sorrindo.

-E quem é a vítima? – perguntou a seguir Dinis com um sorriso divertido.

Ema deu uma gargalha divertida e depois respondeu com um encolher de ombros:

-Não sei. Ele não disse.

De repente na rádio começou a tocar uma balada:

 

Oh, Miss Believer, my pretty sleeper

Your twisted mind is like snow on the road

Your shaking shoulders prove that it's colder

Inside your head than the winter of dead…”

 

Dinis levantou-se e estendeu a seguir a mão a Ema.

-Dinis?! – perguntou Ema, olhando confusa para a mão estendida do amigo.

-Vá lá, Ema. Concebe esta dança. – respondeu Dinis com um sorriso encantador.

Ema levantou-se e por fim agarrou na mão dele. A seguir, Dinis colocou as suas mãos na cintura dela e Ema envolveu o pescoço de Dinis com os seus braços. Os dois começaram a dançar ao ritmo lento da música.

 

“…I will tell you I love you

But the muffs on your ears will cater your fears

My nose and feet are running as we start

To travel through snow

Together we go

Together we go

 

We get colder

As we grow older

We will walk

So much slower…”

 

Enquanto dançavam os seus olhares cruzaram-se e Ema sorriu divertida.

-O que foi? – perguntou-lhe Dinis curioso.

-Não te imaginava como dançarino. – respondeu Ema, sorrindo.

-Não és a única que tem segredos. – disse Dinis com um sorriso divertido, piscando-lhe depois o olho.

 

“…Oh, Miss Believer, my pretty weeper

Your twisted thoughts are like snow on the rooftops

Please, take my hand, we're in foreign land

As we travel through snow

Together we go

Together we go

 

We get colder

As we grow older

We will walk

So much slower…”

 

A seguir, Dinis fez Ema rodopiar nos seus braços e os dois acabaram-se a rir divertido.

-Parece que alguém andou a ter aulas de dança! – disse Ema com um sorriso divertido.

-Achas que me safava num concurso de talentos? – perguntou Dinis também com um sorriso animado.

-Não só te safavas como ganhavas!

Os dois desmancharam-se a rir.

De repente os seus olhares cruzam-se e eles ficaram com uma expressão mais séria e tensa.

-Ema…

Mas Ema começou repentinamente a sentir um mau estar, que começava a intensificar-se. Sem se conseguir controlar, Ema caiu de joelhos ao chão.

-Ema! Estás bem? – perguntou Dinis preocupado, aproximando-se dela.

-Dinis…afasta-te de mim!

Ema levantou a cabeça e olhou para Dinis. Os seus olhos tinham um brilho vermelho e os seus dentes estavam maiores e mais afiados. As suas unham-se tinham desaparecido e dado lugar a enormes garras mortíferas. Ema sentia dentro dela a transformação a iniciar-se. Mais poderosa e avassaladora do que as outras vez. Sentia o seu lado negro da sua alma a libertar-se e a emergir do fundo.

-Ema… - falou Dinis assutado, afastando-se um pouco dela. – Tu, consegues lutar contra isso!

-Não. Não consigo…desculpa, Dinis!

Ema desfeita em lágrimas, sem se conseguir controlar atacou Dinis, rasgando-lhe brutalmente a garganta dele com as garras.

Ema acordou com o seu próprio grito, acordando também Dinis, que se encontrava a dormir numa poltrona ao lado da cama dela.

- Ema… - disse ele com um sorriso doce.

-Di..nis… - tentou falar Ema, mas a sua voz parecia que estava presa.

-Meu amor, está tudo bem. – disse a seguir Dinis, agarrando carinhosamente nas mãos dela, tentando tranquiliza-la.

Ema olhou para ele e inspirou fundo, acalmando-se por fim. O toque quente de Dinis fazia sentir-se bem, tranquila. Olhou a seguir à sua volta e finalmente se apercebeu que estava num quarto de hospital.

-Não te lembras do que aconteceu? – perguntou-lhe Dinis, continuando a agarrar nas mãos dela.

Ema abanou a cabeça.

-Tiveste um acidente de carro e ficaste em coma durante dois meses. – contou-lhe a seguir Dinis.

De repente as lembranças do acidente apareceram como relâmpagos na mente de Ema. As luzes amarelas dos faróis de um carro a ir em direção a ela e depois um…estrondo.

-Já me lembro… estava a ir para o trabalho quando um carro apareceu do nada.

-Nem imaginas o quanto feliz eu estou por estares bem. Pregaste-me cá um susto, Ema! – disse Xavier com um ar angustiado.

-Mas agora estou bem e pronta para atazanar o resto da tua vida. – Ema sorriu.

-Acho bem. Sem ti a minha vida é um grande aborrecimento. – disse Dinis com um sorriso divertido.

Ema, a seguir passou a sua mão pelo rosto de Dinis e por fim ele beijou-a. Ema correspondeu imediatamente ao beijo. Um beijo calmo, sem pressas. Ambos queriam aproveitar e saborear aquele momento mais devagar possível.

- Tinha tantas saudades tuas, meu amor. – disse a seguir Dinis, olhando nos olhos de Ema com um sorriso.

Ema sorriu e voltou a beija-lo.

-Os meus pais? – perguntou-lhe depois.

-Eles acabaram agora de sair. Mas vou-lhes telefonar avisar que tu já acordaste. E aproveito e informo também uma enfermeira. – respondeu Dinis com um sorriso energético e feliz, saindo por fim do quarto de hospital.

Ema sorriu-lhe e quando finalmente se encontrou sozinha no quarto, saiu da cama e dirigiu-se até à janela. Lá fora estava a nevar. Encostou a cabeça contra o vidro frio da janela e ficou a ver a neve a cair lá fora.

-Será que foi apenas um sonho? Pareceu tão real.

 

fim

espero que tenham gostado da história beijinhos. Não revi o capítulo, por isso algum erro que encontrem desculpem . bjs

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publicado às 16:50

Black Sea - Capitulo 15 FIM

por Silver Sky, em 31.05.16

black sea.JPG

 

Capitulo 15

Já tinha passado um mês que Estella tinha regressado a Valência. Rapidamente a sua vida voltou ao normal. Tinha a sua rotina, onde ajudava a mãe, tinha as suas aulas e os seus passeios e conversas animadas com a sua amiga Francesca. Mas faltava. Joseph. Ela tinha saudades dele.

Estella sai de casa para um pequeno passeio ao final do dia. Passa pelo porto, onde embarcações de mercadorias e de pessoas chegavam e saiam. Estella sorria ao ver o reencontro de familiares que provavelmente já não se viam a meses ou até mesmo a anos. Eram sorrisos, abraços, misturados com lágrimas de felicidade.

De repente pára e olha para o horizonte, o seu coração acelera. Esperava ver o navio de Joseph a surgir na linha alaranjada do horizonte. Mas nada acontece. Nenhum barco ou navio a vista. Com um olhar entristecido retoma o caminho e vai até ao Jardim das Tulipas. Depois de andar um bom bocado pelo jardim, Estella acaba por se sentar num banco de madeira.

De repente vê uma tulipa a frente dos seus olhos. Levanta-se repentinamente e olha para trás. Vê Joseph diante dos seus olhos.

-Eu disse que nos voltaríamos a ver e mais rápido que tu pensavas. – fala Joseph com um sorriso feliz.

-Joseph! – Estella feliz contorna o banco de madeira e abraça o rapaz. – Tu estas aqui. – olha para ele com um largo sorriso.

- Já tinha saudades tuas Estella. – responde Joseph, mexendo numa das madeixas de cabelo da rapariga.

-Então quer dizer que recuperas-te o teu tesouro?

Joseph assenta com a cabeça.

-E Josh Hunter? – pergunta Estella, fazendo uma cara mais séria.

-Eu livrei-me dele. Não o matei. Mas deixei-o apodrecer sozinho numa ilha, sem tripulação e sem navio.

-E vais ficar em Valência?

-Não. Eu sou procurado pela guarda real espanhola. Não posso ficar, mas também não vou pedir para tu vires comigo, Estella. Mesmo que me custe muito. – responde Joseph com uma expressão triste.

-Porque não? – pergunta Estella confusa, olhando para ele.

-Porque tu tens aqui a tua vida. Os teus pais, a tua amiga…

-Mas não te tenho a ti. – fala rapidamente Estella.

-Tu, viste como é a vida de um pirata. Perseguidos pela guarda real e atacados por piratas. Nós vivemos pelas nossas regras. Regras essas que estamos sempre a quebrar. Piratas não têm honra. Não têm palavra. São criminosos e desprezíveis. Não te sujeitaria a uma vida dessas, Estella.

-Mas tu tens honra e palavra e para ficar contigo tenho que enfrentar cem guardas reais e mais mil piratas malfeitores que assim seja. – fala Estella com uma expressão corajosa e destemida.

-Oh Deus, como eu te amo. – diz de seguir Joseph com um sorriso.

-Eu também te amo, Joseph. Por isso deixa-me ir contigo.

Joseph fica uns segundos em silêncio e finalmente fala:

-Esta bem. Encontra-te comigo esta madrugada no porto.

-Esta bem. Lá estarei. – diz Estella com um sorriso.

Estella despede-se depois de Joseph com um beijo na bochecha e vai-se embora.

 

Coloca à pressa umas roupas numa mala e no momento que Estella preparava-se para sair de casa é apanhada pelos pais.

-Que barulheira é esta? – pergunta Alfonso.

-Filha, onde vais com essa mala? – pergunta Amélia, olhando confusa para a filha.

-Vou-me embora. – responde Estella, olhando para ambos os pais.

-Embora?! – exclama Amélia.

-Com quem? – pergunta imediatamente Alfonso.

-Com o Joseph. Vou-me embora com ele. Ele está a minha espera. – fala Estella.

-Com um pirata? – Alfonso quase cospe as palavras com desdém.

-Um pirata que salvou a minha vida e é o rapaz que eu amo. – responde Estella com uma atitude firme.

-Tu não podes amar um pirata, querida! – fala Amélia indignada.

-Mas amo mãe.

-Se fores com ele, que vida tu vais ter, Estella? – pergunta Amélia preocupada.

-Uma vida cheia de alegria, perigo e aventura. – responde Estella com um largo sorriso.

-Não digas tolices! – Alfonso repreende rapidamente Estella com um ar zangado. – Eu proíbo-te ires embora com esse pirata!

-Não podes fechar-me num quarto para sempre, pai! É isto que eu quero. É ao lado do Joseph que eu quero estar e vocês não poderão fazer nada para me impedir. Mas podem aceitar a minha decisão e apoiar-me.

Estella sem esperar pela resposta dos pais sai porta fora, caminhando pela rua em direção ao porto.

 

Joseph encontrava-se junto ao seu navio, muito nervoso. Tinha medo que Estella não aparece-se, que tivesse mudado de ideias ao último minuto. Deixou escapar um suspiro e quando se vira para o lado vê Estella a caminhar na sua direção.

-Pensei que já não vinhas. – diz Joseph com um sorriso e uma expressão de alivio por ver ali a rapariga a sua frente.

-Isso nunca. – responde Estella com um gracioso sorriso.

-E os teus?

-Bem, não lhes agradou muito a ideia de eu fugir com um pirata, mas com o tempo eles vão acabar por aceitar. – diz Estella voltando a sorrir.

-Então preparada para ser uma pirata? – pergunta Joseph com um sorriso divertido, olhando para Estella.

-Mas que preparada. – Estella devolve-lhe o sorriso.

FIM

Bem está história já andava muito atrasada, eu sei e por isso peço desculpa. Mas acabei-a. Eu acho importante quando tu acreditas numa história e gostas dela, acabar a história. O final chegou tarde, mas chegou. Não revi o capitulo porque acabei mesmo agora de o escrever. Por isso desculpem por algum erro. Espero que gostem deste final, e espero que tenham gostado de acompanhar a jornada de Estella e Joseph. No final o amor venceu :). Bjs.

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publicado às 00:39

Young Blood "17" FIM

por Silver Sky, em 20.06.15

 

Capitulo 17

Depois de saírem do bar de Giovanni, Natalie, Cedric e Arabella vão para um motel.

Arabella encontrava-se deitada na cama com uma ar cansado e fraco. Cedric aproxima-se dela com uma bolsa de sangue.

-Toma, vai-te fazer bem. – diz ele entregando-a a Arabella.

-Obrigada. – agradece Arabella num tom baixo, bebendo imediatamente todo o conteúdo da bolsa.

Entretanto Natalie aparece no quarto do motel, com uma garrafa do uísque na mão.

-Quem está comigo, para beber esta garrafa toda do uísque e esquecer esta noite louca? – diz a morena aproximando-se dos outros dois.

-Eu alinho. – diz Cedric.

-Eu também. – diz Arabella com um sorriso.

Cedric vai buscar três copos e Natalie enche-os de seguida.

-A nossa e aqueles que odiamos! – diz Natalie levantando o seu copo.

-A nossa e aqueles que odiamos! – repetem Cedric e Arabella, fazendo depois o brinde.

De uma só golada os três bebem o uísque que tinham no copo. Voltando a seguir Natalie a encher novamente.

-Bella, desculpa por não me ter metido quando Giovanni te estava a torturar. – diz Cedric, olhando para a rapariga.

-Estas a brincar! Vocês salvara-me a vida. Porque se não fossem vocês eu não teria sido torturada, mas sim morta. – diz Arabella. – Por isso um grande obrigado, do fundo do meu coração.

-Mas vê-la se tens juízo. – diz a seguir Natalie . – Giovanni é um homem perigoso. Não voltes a cruzar o caminho dele.

-Não conto faze-lo. – responde Arabella. – Nem do dele, nem de outro vampiro que tenha mais que 500 anos.

-É o melhor que fazes. – diz Natalie, bebendo o seu uísque.

-E Natalie, podemos por o ressentimentos para trás das costas e começar tudo de novo? – pergunta a seguir Arabella estendendo a mão a Natalie.

Natalie, olha para Cedric e depois novamente para Arabella.

-Com todo o gosto. – diz Natalie com um sorriso, apertando a mão de Arabella.

Cedric sorri ao ver as duas raparigas a entenderem-se.

Dias depois

Cedric tinha ido para a Universidade. Natalie ficara mais uma vez novamente sozinha em casa, a desenhar e a pintar os seus quadros, ultimamente inspiração não lhe faltava e ela queria aproveitar cada momento dela, antes que ela desaparece-se novamente.

De repente a campainha toca. Natalie pousa o pincel em cima da mesa e vai atender.

Abre a porta e dá de caras com Kyle.

-Kyle! – diz Natalie com uma expressão surpresa.

-Posso entrar? – pede o jovem vampiro.

-Claro. – Natalie, desvia-se da entrada e Kyle finalmente entra.

-O Cedric disse-me que tu ajudas-te uma pessoa que odeias. – diz a seguir, Kyle, ficando de frente para Natalie.

 -Fi-lo pelo Cedric. Era amiga dele. – responde Natalie, fechando a porta da rua.

 -Não. Tu fizeste-o por ti, Natalie. Porque lá no fundo tu tens um bom coração. E sabes como eu sei isso? Porque tu ajudaste-me e ensinaste-me a ser um vampiro. Apenas tu não demostras a tua bondade, porque não queres que ninguém espere nada de ti. Não queres criar expectativas boas em relação a tua pessoa…

 -Tu próprio disseste que eu era um monstro… - interrompe Natalie. - e tens razão Kyle. Eu não presto. Eu magoa as pessoas que amo. Não sou boa pessoa. A minha humanidade foi-se para sempre. Nunca vou conseguir recupera-la. Aquilo de compaixão pelo próximo nunca vou volta-la a ter.

 -Tu não és um monstro, Natalie. Eu disse aquilo de boca pra fora. Estava magoado e chateado. Tu és uma das pessoas que eu mais amo nesta vida. Tu és a irmã que nunca tive. Tu e o Cedric são a minha a nova família.

 Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Natalie. Kyle aproxima-se mais de Natalie e abraça-a. Numa abraço forte e apertado.

 -Tu também é como se fosses o irmãozinho mais novo que nunca tive. - diz Natalie,  depois de se libertar dos braços de Kyle. - Tu, o Cedric e a Mia são a minha família. Que sempre vou amar e proteger.

 FIM

p.s. e mais uma continuação acaba dos "nossos" vampiros preferidos xd.Obrigada por terem lido, comentado e espero que tenham gostado desta história. Ainda não comecei a escrever a continuação, New Blood, mas ideias não me faltam... Obrigada por gostarem destas personagens tanto como eu gosto. BJS

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publicado às 11:26

Invicta: uma questão de principio#12# FIM

por Silver Sky, em 09.05.15

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Miriam dormia descansada quando é bruscamente acordada por Margarida.

-O que foi, Maggie? – pergunta Miriam com um ar ensonado e carrancudo.

-Precisas de ver isto! – diz Margarida agarrando na mão de Miriam e puxando-a para fora da cama.

A seguir Margarida arrasta Miriam para a sala onde a televisão estava ligada e dava a noticia, da prisão de Joaquim Vila Nova.

- Tu tiveste alguma coisa a ver com isto, não tiveste? – pergunta Margarida, olhando para Miriam com um sorriso.

-O que achas? – responde Miriam sorrindo, com um ar divertido.

De repente Miriam ouve o seu telemóvel a tocar e corre para dentro do quarto. Era a sua mãe. Apressa-se a atender.

-Diz-me que não tiveste nada a ver com a prisão do teu pai, Miriam! – diz Cecília com uma voz zangada.

-Não posso responder a isso mãe. – diz Miriam exibindo um pequeno sorriso.

 

Miriam entra na esquadra da polícia á procura de Gabriel, acabando por o encontrar na cafetaria.

-Gabriel! – chama Miriam animada.

Gabriel que retirava um café, vira-se para trás.

-Conseguimos, Gabriel! CONSEGUIMOS! – diz Miriam completamente feliz.

-Sim conseguimos! – responde Gabriel sorrindo, feliz por Miriam.

Miriam abraça-o e Gabriel retribuiu o abraço, apertando o corpo de Miriam com toda a força, fazendo a rapariga rodopiar nos seus braços. Deixando-se levar pelo entusiasmo que estavam a sentir naquele momento, acabam por se beijar.

-Desculpa. Deixei-me levar. – diz Miriam com uma voz um pouco envergonhada.

Gabriel sorri e volta a beija-la.

Meses depois

Miriam acorda e fica a olhar para Gabriel que ainda se encontrava a dormir ao seu lado. Não estava nos seus planos apaixonar-se, muito menos por um polícia. Mas ali estava ela, deitada ao lado de Gabriel completamente apaixonado por ele. E a verdade é que já não se sentia feliz assim já a muito tempo.

-No que estas a pensar? – pergunta Gabriel, abrindo os olhos e olhando para Miriam.

- Como é que acabei por me apaixonar por um polícia. – responde Miriam, com um sorriso doce.

-Sabes. Eu as vezes também me pergunto como me fui apaixonar por uma pessoa como tu… - diz a seguir Gabriel.

-Como eu como? – pergunta Miriam levantando a sombrancelha.

-Impulsiva, irresponsável e chata. – responde Gabriel com um sorriso amavel e carinhoso.

-Faz parte do meu charme e tu adoras. – diz a seguir Miriam com um sorriso, colocando-se em cima de Gabriel e beijando-lhe os lábios.

De repente o seu telemóvel toca. Miriam estica a o seu braço na direção da mesa-de-cabeceira e agarra no telemóvel. Era uma mensagem de Salvador.

-Quem é? – pergunta Gabriel, olhando para a namorada.

-O Salvador a dizer que decidiu sair finalmente da empresa do pai e vai tentar a sua sorte em Inglaterra. – responde Miriam, olhando para o namorado e pousando o telemóvel novamente na mesa-de-cabeceira.

-E tinha que te mandar mensagem para dizer isso? – pergunta Gabriel franzindo a sobrancelha.

-Estas com ciúmes, Gabriel Gama? – pergunta Miriam com um ar divertido.

-E se tiver? Ele é o teu ex.

-Se, tiveres és um, tonto. – diz rapidamente Miriam numa gragalhada. – Eu e o Salvador somos só amigos, tonto. É a ti que eu amo, parvo. – Miriam aproxima-se mais do rosto de Gabriel e beija-o.

-Eu sei. – diz Gabriel com um sorriso. – Eu também te amo. – diz ele voltando a beijar Miriam.

-Bem, esta na hora de levantar. – diz a seguir Miriam saindo de cima de Gabriel. – Eu vou ter que abrir a loja e tu vais ter que ir para a esquadra. – Miriam levanta-se da cama e sai de seguida do quarto.

Gabriel também se levanta e segue Miriam até a cozinha. Os dois começaram a preparar o café da manhã. Miriam ficou encarregue de fazer as torradas e Gabriel preparar o café.

A televisão estava ligada no canal de notícias e de repente aparece uma noticia sobre a prisão de Joaquim Vila Nova. Miriam para aquilo que estava a fazer e olha para a televisão, desviando novamente a olhar e retomar o que estava a fazer. Gabriel repara nisso e aproxima-se de Miriam.

-Queres falar sobre isso? – pergunta Gabriel.

-Falar sobre o quê? – pergunta Miriam, virando-se para encarar o namorado.

-Sobre a prisão do teu pai.

-Não nada para falar, Gabriel. Ele teve o que mereceu. Está preso e agora eu apenas quero seguir com a minha vida. – diz Miriam.

-Esta bem. Mas já sabes. Se quiseres falar…

-Tu vais estar aqui. Eu sei tonto. – diz Miriam com um sorriso beijando os lábios de Gabriel. – Agora vamos falar de coisas mais divertidas. Como estas a pensar em comemorar a tua promoção, detetive?

-Ainda não pensei nisso. Mas o que dizes irmos até ao Blue Night? – diz Gabriel com um sorriso divertido.

-Parece-me bem. – diz Miriam sorrindo novamente.

-Já te disse que te amo? – pergunta Gabriel, rodeando carinhosamente o corpo de Miriam.

-Sim já. – responde Miriam com um sorriso doce, beijando os lábios de Gabriel.

FIM

p.s. eu sei que não era muita gente que lia esta história,. Mas chegou ao fim. E espero que tenham gostado da história e do final... BJS

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publicado às 16:04



Caindo das Estrelas

"Caindo das Estrelas" é o meu primeiro livro. Quem estiver interessado e quiser ler passe no site artelogy.com Obrigada